Agora você confere as principais notícias de 12/04/19 sexta-feira.

Delator diz que entregou R$ 5 mi em espécie a amigo de Aécio na garagem

O ex-diretor-jurídico da Renova Energia AS Ricardo Assaf, um dos delatores da Operação Descarte, relatou aos investigadores que o empresário Flávio Jacques Carneiro, do Grupo Bel, pegou R$ 5 milhões em espécie na garagem de um edifício em São Paulo e também em um escritório na capital. O valor, segundo o delator, seria oriundo de um desvio de R$ 40 milhões da Cemig.

Flávio é amigo do deputado Aécio Neves (PSDB). O executivo já havia sido citado na delação premiada do empresário Joesley Batista como suposto intermediário de propina do parlamentar.

O delator contou que as entregas ocorreram a partir de agosto de 2014. Assaf citou os nomes dos operadores Luis Carlos Claro, alvo de fases anteriores da operação, e Francisco Vila, que também se tornou delator da Descarte.

“Aproximadamente R$ 5 milhões foram entregues em espécie a Flávio Jacques Carneiro em três ou quatro entregas ocorridas no escritório de Luis Carlos Claro e na garagem do prédio onde moravam Ricardo Assaf e Francisco Vila”, contou. “Flávio Jacques Carneiro se correspondia por mensagens de aplicativos de destruição automática de mensagens com Francisco Vila.”

A PF relatou à Justiça que ‘Ricardo Assaf apresentou documentos com cópia de mensagens trocadas entre ele e Flávio Jacques Carneiro tanto pelo aplicativo Wickr quanto pelo WhatsApp que comprovam a relação entre os dois e as cobranças feitas por Flávio’.

Governo envia ao Congresso projeto para independência do Banco Central

O presidente Jair Bolsonaro assinou na quinta-feira (11) projeto de lei que será enviado ao Congresso para estabelecer a autonomia formal do BC (Banco Central). A medida faz parte das metas estabelecidas pelo governo para os primeiros 100 dias de gestão der Bolsonaro.

O texto foi assinado no Palácio do Planalto durante evento em alusão à data. Projeto semelhante já passa por análise na Câmara, mas o governo decidiu enviar uma nova proposta sob o argumento de que a medida em tramitação fere a Constituição.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o texto constitucional impede que um projeto apresentado pelo Poder Legislativo altere a estrutura do Executivo. Por conta do vício de iniciativa, o texto não poderia ser sancionado pelo presidente.

Onyx afirmou que a decisão foi combinada com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), autor do projeto que já tramita no Legislativo.

“Haverá um apensamento aos projetos existentes na Câmara dos Deputados para agilizar a tramitação”, disse o ministro. “Se fizesse a aprovação da proposta anterior, poderia ter um questionamento jurídico”, acrescentou.

A proposta assinada por Bolsonaro estabelece mandato de quatro anos para o presidente do BC, podendo haver renovação por mais quatro anos. O período de ocupação do cargo pelo presidente da autoridade monetária, pelo texto, não coincidirá com o do presidente da República.

Em mais um dia de queda, Bolsa volta as 94 mil pontos

O mercado teve mais dia de baixa nesta quinta-feira. Oscilações nas Bolsas estrangeiras e falas sobre a reforma da Previdência causaram receio entre investidores. Sem grandes novidades na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a Bolsa recuou pelo terceiro dia seguido e dólar voltou a subir.

Após a gangorra de 100 a 91 mil pontos em março, a Bolsa brasileira tem operado entre 94 e 97 mil pontos nas duas últimas semanas. O mercado aguarda passos concretos em direção à aprovação da reforma da Previdência, bem como qual será o valor economizado.

Nesta quinta-feira (10), o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL), afirmou que a análise em plenário pode ficar para o segundo semestre deste ano. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha com 1º de julho. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, é mais otimista, e afirmou que a votação deve acontecer entre maio e junho.

No entanto, partidos do “centro” não se comprometeram com o calendário de votação previsto pelo governo, que tenta acelerar para que a etapa da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) seja concluída antes da Páscoa. A ideia é que ela seja votada na terça-feira (16).

Líderes partidários pretendem postergar a votação e pressionam o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL), para pautar a PEC do Orçamento Impositivo antes da Previdência.

As previsões desencontradas não animaram o mercado. O Ibovespa, maior índice acionário do país, caiu 1,25%, a 94.754 pontos. O dólar avançou 0,83%, a R$ 3,8570, após cair percentual equivalente na véspera. A moeda operou em linha com o exterior.

Julian Assange é preso na embaixada do Equador em Londres

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso na quinta-feira (11), pela polícia britânica na embaixada do Equador em Londres. A prisão ocorreu depois que o governo de Quito retirou o asilo concedido ao australiano por violar “repetidamente as regras” que regiam sua permanência na sede diplomática, informou a Scotland Yard, acrescentando que ele foi levado em razão de um pedido de extradição feito pelas autoridades dos Estados Unidos.

O governo equatoriano também decidiu retirar a nacionalidade equatoriana de Assange em razão de irregularidades.”A polícia metropolitana foi convidada à embaixada pelo embaixador (do Equador) após a retirada do asilo pelo governo equatoriano”, diz um comunicado da corporação.

Horas depois, Assange, de 47 anos, compareceu diante de um tribunal em Londres, onde foi declarado culpado de violação de liberdade provisória. Antes da sentença, ele fez um gesto para a imprensa com o polegar para cima ao entrar no local, carregando o livro A História do Estado de Segurança Nacional, do americano Gore Vidal.

O advogado de Assange condenou Washington por pedir a extradição de um “jornalista estrangeiro”. Os tribunais britânicos “vão resolver o que parece ser um esforço prévio dos EUA para obter a extradição de um jornalista estrangeiro para enfrentar acusações de publicação de informações verdadeiras”, disse Barry Pollack, em um comunicado.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou que o país decidiu “soberanamente” retirar o asilo diplomático de Assange “por violar reiteradamente as convenções internacionais e o protocolo de convivência”, explicou o líder equatoriano. “A conduta desrespeitosa e agressiva de Julian Assange, as declarações descorteses e ameaçadoras de sua organização aliada contra o Equador, levaram a situação a um ponto em que o asilo é insustentável e inviável”, disse ele em um vídeo transmitido pelas redes sociais.

Redação Dinheirama
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