Agora você confere as principais notícias de 21/12/2018, sexta-feira.

Deputado do PSDB entra com representação no partido pedindo expulsão de Aécio

A pressão para que o senador Aécio Neves (MG), eleito deputado federal, saia do PSDB cresceu nesta quinta-feira (20), após a segunda fase da Operação Ross, da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do tucano. A primeira representação pedindo a expulsão de Aécio do PSDB foi protocolada nesta quinta na Executiva Nacional do partido e deverá seguir para o Conselho de Ética.

Endereçada ao presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, a representação é assinada pelo deputado Wherles Fernandes da Rocha (AC), sob alegação de quebra de decoro parlamentar por parte do senador. O documento foi redigido antes mesmo da operação deflagrada nesta quinta.

“Nós temos de preservar o PSDB, que está pagando uma conta muito alta por causa do desgaste do Aécio”, disse Rocha ao Estado. “Queremos que o partido se posicione: ou Aécio sai ou vamos ter uma debandada no PSDB. Mas achamos que quem tem de sair é ele, e não nós.”

A Operação Ross investiga denúncia de que a JBS teria pago propina de R$ 128 milhões a Aécio e a seus aliados, de 2014 a 2017, tendo parte desse valor servido para alimentar a compra de apoio político na campanha eleitoral de quatro anos atrás. Delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo J&F também indicaram o pagamento de uma “mesada” de R$ 50 mil ao senador.

“As gravações são mais do que cristalinas e mostram a quebra do decoro. Não estou nem me prendendo à questão criminal”, argumentou Rocha. Oficial da Polícia Militar, o deputado foi eleito vice-governador do Acre no primeiro turno da eleição, em outubro.

Na representação a que o Estado teve acesso, com 31 itens, Rocha afirma que, após Aécio ter sido obrigado a se licenciar da presidência do PSDB, em 2017 – na esteira do escândalo envolvendo a gravação de uma conversa na qual o senador pede R$ 2 milhões a Joesley –, houve perseguição àqueles que pediram o seu afastamento.

Após denúncia, Temer diz que levará mágoa por ataques morais

Em sua primeira manifestação pública após ser denunciado pela terceira vez pela PGR (Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (20) que deixa o mandato com mágoa pelos ataques morais que sofreu.

Em evento de final de ano com os funcionários do Palácio do Planalto, ele afirmou que os quase três anos em que ficou à frente da função foram “dificílimos” e defendeu a sua imagem pública, ressaltando que sempre teve uma vida “muito correta”.

“Eu levo isso numa mágoa: os ataques de natureza moral. Porque eu tenho mais de 50 anos [de trajetória profissional]. Eu tive uma vida na universidade, na profissão, uma vida pública muito exata, muito correta”, disse.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o presidente na quarta-feira (19) pelos crimes de corrupção ativa e passiva e por lavagem de dinheiro. Ela pediu que, a partir de janeiro, a acusação passe a tramitar perante a 10ª Vara Federal no Distrito Federal.

“Quando vêm os ataques de natureza pessoal, aí realmente isso me caceteia, me chateia, me aborrece. É a única coisa que me aborrece”, afirmou.

Também nesta quinta-feira (20), o presidente cancelou agenda pública que faria pela manhã a Santa Catarina para inauguração de um centro de educação integral.

A programação é de que nesta sexta-feira (21) ele compareça a evento em São Paulo e, durante a viagem, se reúna com seu advogado, Antonio Claudio Mariz, para discutir a sua situação jurídica.

É a terceira vez que o presidente é denunciado. No ano passado, as duas primeiras foram barradas pela Câmara dos Deputados, mas podem ser reativadas a pedido do Ministério Público Federal quando ele deixar o cargo.

Bolsas têm novo dia de perdas por medo de apagão no governo dos EUA e Fed

Um banco central americano insensível ao medo de investidores de uma desaceleração da economia global levou a uma nova rodada de perdas nos mercados financeiros na quinta-feira (20) e coloca as Bolsas americanas em tendência de queda. A baixa se acelerou ainda por risco de um apagão nos serviços do governo dos Estados Unidos a partir de sábado.

O presidente americano, Donald Trump, disse que não assinaria a proposta de Orçamento do Congresso porque ela teria recursos insuficientes para garantir a segurança na fronteira com o México.

Sem a aprovação até esta sexta (21), parte dos serviços americanos pode ser suspensa por falta de verba.

O risco maior de apagão alimentou o temor disparado pela decisão Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) na quarta-feira.

O Fed seguiu as expectativas de mercado ao elevar os juros para o intervalo de 2,25% a 2,5% ao ano e também ao sinalizar que no próximo ano ocorrerão dois novos aumentos.

Mas investidores entenderam que, para o banco central americano, um recrudescimento do cenário global não mudaria a postura de aumento de juros, o que prejudicaria a economia.

Um banco central americano insensível ao medo de investidores de uma desaceleração da economia global levou a uma nova rodada de perdas nos mercados financeiros nesta quinta-feira (20) e coloca as Bolsas americanas em tendência de queda. A baixa se acelerou ainda por risco de um apagão nos serviços do governo dos Estados Unidos a partir de sábado.

O presidente americano, Donald Trump, disse que não assinaria a proposta de Orçamento do Congresso porque ela teria recursos insuficientes para garantir a segurança na fronteira com o México.

Sem a aprovação até esta sexta (21), parte dos serviços americanos pode ser suspensa por falta de verba.

O risco maior de apagão alimentou o temor disparado pela decisão Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) na quarta-feira.

O Fed seguiu as expectativas de mercado ao elevar os juros para o intervalo de 2,25% a 2,5% ao ano e também ao sinalizar que no próximo ano ocorrerão dois novos aumentos.

Mas investidores entenderam que, para o banco central americano, um recrudescimento do cenário global não mudaria a postura de aumento de juros, o que prejudicaria a economia.

País deve crescer 2,7% em 2019 e inflação ficar em 4,1%, diz Ipea

O PIB do ano que vem deve avançar 2,7%, segundo projeções divulgadas nesta quinta-feira, 20, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Este ano deve fechar com crescimento de 1,3% em 2018, abaixo do esperado pela maioria dos analistas no início de 2018.

“Nossas projeções para 2019 baseiam-se na hipótese de que o governo eleito efetivamente se comprometerá com a implementação das reformas e medidas necessárias à superação da crise, o que levará à renovação do processo de recuperação cíclica”, informou o Ipea, em nota oficial.

A expectativa é que, tanto pelo lado da oferta como pelo lado da demanda, quase todos os componentes do PIB apresentem taxas de crescimento no ano que vem, com exceção de exportações e importações.

“Apesar da aguardada recuperação da atividade econômica ao longo de 2019, espera-se que apenas no final do ano comecem a surgir pressões inflacionárias que poderiam levar ao início de um novo ciclo de aperto monetário”, traz o estudo.

A projeção é que a inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feche o ano que vem com alta de 4,10%, após crescer 3,80% neste ano. O Ipea prevê que o Banco Central inicie um processo de elevação gradual da meta da taxa Selic no final do ano que vem ou no início de 2020.

Para 2018, o esperado é que a atividade da indústria e da agropecuária avancem 0,8% e 0,6%, respectivamente, e que os serviços cresçam a um ritmo um pouco mais forte, de 1,4%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias e a FBCF devem apresentar as principais contribuições positivas ao crescimento, com expansão de 1,9% e 4,4%, respectivamente.

Em contrapartida, o consumo do governo deve permanecer praticamente estagnado, enquanto as exportações líquidas devem apresentar contribuição negativa para a expansão do PIB, com as importações crescendo substancialmente mais do que as exportações, segundo previsão do Ipea.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários