Agora você confere as principais notícias de 18/05/19 sábado.

Deputados querem substituir projeto de Guedes para a Previdência

Em mais um embate com o governo de Jair Bolsonaro, um grupo de deputados, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), decidiu apresentar um novo projeto de reforma da Previdência, abandonando o texto enviado em fevereiro pelo governo.

Segundo o presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR), a decisão foi tomada na quinta-feira (16), em reunião na casa de Maia, da qual participaram líderes de partidos do grupo conhecido como Centrão.

Segundo Ramos, a decisão de apresentar um substitutivo ao projeto enviado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tem conotação basicamente política, levando em consideração a relação completamente desgastada entre o Legislativo e o Executivo. “Este é um governo que desconsidera completamente o Parlamento”, afirmou.

Para o deputado, apresentar um novo projeto é a única chance de a reforma da Previdência ser aprovada. “Essa é uma reforma muito importante para o País, fundamental, e não podemos correr o risco de não ser aprovada porque o deputado antipatiza com o governo Bolsonaro”, afirmou.

Não há ainda, segundo Ramos, um projeto definido para ser apresentado. Segundo ele, isso ainda será discutido a partir da próxima semana.

Em debate com Guedes, Maia cobra medidas para enfrentar desemprego

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) defendeu nesta sexta (17) uma agenda econômica de curto prazo, para tentar destravar a geração de empregos no país.

Em evento do setor de construção civil, no Rio, Maia disse não se preocupar com a reforma da Previdência, que segundo ele já está encaminhada no Congresso.

Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, ele propôs o estudo de medidas para movimentar a economia enquanto os efeitos da reforma não forem sentidos. Citou como exemplo o uso do FGTS para fomentar investimentos.

“Nós estamos caminhando para o aumento do desemprego, para o aumento da pobreza e no final do ano voltamos a ter fome no país”, afirmou o presidente da Câmara.

Ele discursou depois de Guedes, que falou sobre expectativas de crescimento após a aprovação da reforma da Previdência e de novas reformas que o governo pretende apresentar, como a revisão do pacto federativo.

Em seu discurso, Guedes acenou também com a redução de juros para financiamentos imobiliários concedidos por bancos públicos.

“Ministro, quando a gente ouve as suas apresentações, se fechar os olhos, a gente vê um Brasil espetacular, com redução da pobreza, melhora na educação…”, disse. “Mas a base da sociedade vive uma crise, uma recessão real há cinco anos.”

Ele afirmou que na semana que vem se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), para definir uma agenda positiva para o Congresso.

O presidente da Câmara criticou pressões que vem sofrendo por meio de redes sociais. “Se formos pensar em redes sociais, não aprovaremos nada”, afirmou, relacionando as pressões a “corporações”.

Maia, porém, vem sendo vítima também de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Em março, após uma série de ataques, chegou a ter discussões públicas com o próprio presidente.

Dólar supera os R$ 4,10 e Bolsa perde os 90 mil pontos

O mercado brasileiro não se recuperou das perdas da véspera nesta sexta-feira (17). O dólar continuou a subir e fechou a R$ 4,1020, valorização de 1,58%. A Bolsa brasileira fechou abaixo dos 90 mil pontos, pior desempenho do ano.

Analistas destacam que não houve mudança no quadro político em direção ao avanço da reforma da Previdência. A crise entre governo Bolsonaro e Câmara e investigações envolvendo o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), preocupam investidores.

No exterior, o dia também foi de perdas após negativas da China quanto a um acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra comercial. As Bolsas chinesas recuaram mais de 2%.

Nos EUA, índice Dow Jones recuou 0,38%. S&P 500 caiu 0,45% e Nasdaq teve queda de 1%.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, operou em alta durante a maior parte do pregão. A recuperação após a queda de quinta (16), no entanto, não se sustentou. A Bolsa fechou com leve recuo de 0,03%, a 89.992 pontos, pior patamar do ano. O giro financeiro foi de R$ 16,4 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 4,5%.

Oposição trabalhista rompe negociações sobre o Brexit com o governo

O líder da oposição trabalhista britânica, Jeremy Corbyn, anunciou nesta sexta-feira, (17), a ruptura das negociações com o governo da conservadora Theresa May, iniciadas em abril para buscar uma saída ao impasse do Brexit. As discussões “chegaram o mais longe possível” em razão da “crescente fraqueza e instabilidade” do Executivo, escreveu ele em uma carta à premiê. Na quinta-feira, o próprio partido de May solicitou que ela se preparasse para renunciar a partir de junho.

Corbyn escreve que à medida que o Partido Conservador caminha para a escolha de um novo líder. “A posição do governo tornou-se cada vez mais instável e sua autoridade foi corroída”, minando a confiança na “capacidade do Executivo de chegar a um compromisso”, disse ele. “Frequentemente, as propostas de sua equipe de negociação foram publicamente contraditas por declarações de outros membros do gabinete.”

Essas negociações, iniciadas há um mês e meio por iniciativa de May, tinham como objetivo chegar a um acordo sobre o Brexit que pudesse reunir o apoio da maioria no Parlamento britânico, que desde janeiro rejeitou três vezes o texto assinado em novembro pela primeira-ministra com seus 27 parceiros europeus.

May prometeu aos conservadores mais eurocéticos que deixaria o cargo assim que conseguisse a aprovação do acordo negociado com Bruxelas. Ela chegou ao poder em 2016, após a renúncia de David Cameron em razão da vitória do Brexit no referendo.

Redação Dinheirama
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