Agora você confere as principais notícias de 04/09/2018, terça-feira.

Despesas do Museu Nacional em 2018 equivalem a 15 minutos do Congresso

Os R$ 268,4 mil gastos pelo Museu Nacional em 2018 até agora equivalem a menos de 15 minutos de gastos do Congresso Nacional em 2017. A Câmara e o Senado, por exemplo, custaram R$ 1,16 milhão por hora no ano passado, segundo levantamento da Ong Contas Abertas, especializada em acompanhar os gastos do governo.

A comparação com o Poder Judiciário é ainda mais desfavorável: os mesmos R$ 268,4 mil seriam capazes de manter a máquina judiciária funcionando durante menos de 2 minutos em 2017 – no ano passado, a Justiça brasileira custou R$ 90,8 bilhões, segundo o relatório Justiça em Números, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

De tudo que foi gasto pelo Museu Nacional este ano, uma parcela muito pequena (R$ 31,3 mil) foi usada para manutenção física e reformas do prédio onde a instituição funcionava, no parque da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

Ali perto, o estádio do Maracanã consumiu cerca de R$ 1,3 bilhão em sua última reforma, cujo objetivo era prepará-lo para a Copa de 2014. O total gasto com a reforma do Maracanã é 5.022 vezes maior que o gasto pelo Museu Nacional até agora em 2018.

Em 2017, o Museu teve gastos da ordem de R$ 413 mil. É muito se comparado aos gastos de uma família, mas uma quantia muito modesta diante do Orçamento da União.

E é muito pouco mesmo na comparação com as cifras da corrupção no Brasil: o ex-diretor da Petrobras Pedro Barusco poderia “manter” a instituição durante 640 anos – em valores de 2017 – com os R$ 267 milhões que ele devolveu como parte de seu acordo de delação premiada, em 2017.

O mesmo valor de R$ 413 mil é também 15 vezes menor que os R$ 6,5 milhões que o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, e sua esposa Adriana Ancelmo gastaram com a compra de joias de 2000 a 2016.

PT manterá Lula como candidato e recorrerá ao STF e à ONU, diz Haddad

O candidato a vice-presidente na chapa do PT,  Fernando Haddad, informou nesta segunda-feira (3), que o partido vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência nas eleições 2018. A informação foi confirmada por Haddad depois de se reunir com o ex-presidente na superintendência da Polícia Federal em Curitiba por cerca de cinco horas.

“Hoje nós expusemos ao presidente Lula todas as possibilidades jurídicas que estão à mão, à disposição dele. Ele (Lula) tomou a decisão de peticionar junto à ONU para que se manifeste sobre a decisão das autoridades eleitorais brasileiras […] e peticionar junto ao Supremo Tribunal Federal. Serão duas petições com pedido de liminar tanto na esfera federal quanto a esfera criminal para que ele tenha o direito de registrar sua candidatura dentro do prazo de dez dias”, declarou Haddad na saída da visita.

Haddad não quis comentar qual será a posição do partido caso os recursos sejam negados. “Estamos trabalhando a cada etapa com os fatos novos. Não imaginávamos que o Brasil contrariaria uma determinação de um organismo internacional e um tratado que nós subscrevemos”, disse.

Na sexta-feira (31), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que Lula, condenado em segunda instância e preso desde abril pela Operação Lava Jato, não pode concorrer à Presidência. O tribunal deu um prazo de dez dias para que a sigla defina quem será o candidato. A data limite é dia 11.

O PT alega, no entanto, que a Corte está contrariando recomendação do Comitê da Direitos Humanos da ONU, que opinou sobre a possibilidade de Lula exercer a candidatura até que seus recursos criminais sejam julgados. “Vamos apresentar os recursos no prazo que o STF nos deu. Vamos apresentar hoje para ONU e amanhã para o Superior Tribunal, com pedido de liminar, que pode ser atendida de pronto. Vamos tomar as providências para garantir que o povo possa escolher o próximo presidente da República”, acrescentou Haddad.

O TSE também determinou que as propagandas eleitorais petistas sejam ajustadas, substituindo o ex-presidente pelo novo candidato da sigla. Haddad informou que, até que os recursos planejados sejam julgados, ele mesmo vai aparecer por mais tempo nas propagandas, mas como candidato a vice. Segundo o ex-prefeito, a ideia é que Lula continue aparecendo em 25% do tempo dos programas, limite estabelecido para quem não é candidato.

Dólar vai a R$ 4,15 com crise em países emergentes e eleições

A crise cambial na vizinha Argentina e dados negativos da economia turca fizeram o dólar se reaproximar da máxima ante o real nesta segunda-feira (3), em um dia de menor volume de negócios no mercado doméstico por causa do feriado nos Estados Unidos.

A corrida eleitoral também segue no radar de investidores, que aguardam a divulgação das primeiras pesquisas após o início do horário eleitoral. Nesta terça, após o fechamento do mercado, serão divulgados dados do Ibope.

O real encerrou o dia a R$ 4,1520, e o Ibovespa recuou 0,63%, a 76.192 pontos.

De 24 divisas emergentes, o dólar avançou sobre 12, sendo o real a segunda que mais se desvalorizou, atrás apenas do peso argentino.

Durante a manhã, o governo do presidente Mauricio Macri anunciou a criação de tarifas sobre exportações e a redução de ministérios, medidas para conter o déficit fiscal do país em um momento em que negocia um acordo de financiamento com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Na Turquia, que também tem problemas nas contas externas, a recente alta do dólar fez a inflação disparar e se aproximar dos 18% —a meta é de 5%.

Macri anuncia corte de ministérios e imposto sobre exportações para fazer ajuste fiscal

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou em discurso nesta segunda-feira (3),  algumas medidas em sua estratégia para controlar as contas públicas, que devem ser detalhadas posteriormente.

Insistindo na necessidade de um sacrifício dos argentinos para enfrentar a crise local dos últimos meses, Macri disse que o número de ministérios deve ser reduzido a “menos da metade” e também que haverá um imposto sobre as exportações.

Mesmo dizendo que concorda que esse imposto não é o ideal, ele argumentou que “nesta emergência” ele é necessário, no âmbito do ajuste. Ele ainda confirmou que o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) será revisto.

Em sua fala, Macri admitiu em vários momentos o impacto que o quadro atual representa para a população argentina, reconhecendo que haverá aumento na pobreza com a desvalorização do câmbio nos últimos meses. Para enfrentar isso, disse que serão ampliados alguns programas sociais, como um pagamento a famílias pobres e programas alimentares.

“Recebemos um golpe duro nos últimos meses”, afirmou Macri, referindo-se à mudança do humor nos mercados internacionais, que passaram a retirar recursos de mercados emergentes e privilegiar países mais seguros, como os Estados Unidos, onde está em andamento um aperto monetário gradual. Ele citou problemas recentes na Turquia e “sobretudo no Brasil” como fatores que influem em seu país, sem dar detalhes. Segundo o presidente argentino, por causa desse contexto a estratégia de ajuste gradual orquestrada por ele até então não se mostra mais factível. “A realidade mostrou que precisamos ir mais rápido no ajuste.”

O presidente comentou que problemas internos argentinos também influenciam no quadro, sobretudo o desequilíbrio entre os gastos e a receita. “Não podemos gastar mais do que arrecadamos e muito menos conviver com a corrupção”, disse, referindo-se também ao atual escândalo de corrupção que afeta várias lideranças oposicionistas locais e que segundo o presidente prejudica a confiança. “Temos de fazer todo o esforço para ajustar as contas públicas.”

Redação Dinheirama
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