Agora você confere as principais notícias de 16/11/2018, sexta-feira.

Diretor do Santander será presidente do BC no governo Bolsonaro

O economista Roberto Campos Neto, do Santander, será o presidente do Banco Central no governo de Jair Bolsonaro. O atual secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, continuará no cargo.

As duas informações foram confirmadas pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quinta-feira (15).

O economista Roberto Campos Neto aceitou o convite e terá seu nome indicado ao Senado Federal para presidir o Banco Central. Com extensa experiência na área financeira, pós-graduado em economia pela UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), Campos Neto deixa diretoria do Banco Santander, onde ingressou em 2000.

Campos é executivo do Santander e neto do ex-ministro do Planejamento (1964-1967) e economista Roberto Campos. Figura próxima de Guedes, Campos Neto já era cotado para o cargo, mas foi confirmado quinta-feira.

Para o presidente do Santander, Sérgio Rial, o futuro presidente do BC é um profissional com sólida formação e profundo conhecimento da área econômica. “Desejamos a ele muito êxito no desempenho de sua nova função, tão importante para o desenvolvimento do país.”

A opção por Campos Neto foi feita depois que o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, confirmou que deixará a instituição até o final do ano. Ele era a principal aposta da equipe econômica de Bolsonaro.

Uma pessoa da campanha disse no começo do mês que Ilan e Paulo Guedes conversaram após a eleição, mas o assunto se limitou ao projeto de independência do BC, que ambos querem aprovar no Congresso.

O argumento a favor da permanência de Ilan era que o governo Bolsonaro pretendia avançar na institucionalização da independência do BC, com mandatos fixos para presidente e diretores, o que permitiria que ele ficasse no posto até 2020.

Em comunicado, após a confirmação de Campos Neto, o BC informou que o afastamento de Ilan Goldfajn do cargo se dará por motivos pessoais. “O presidente Goldfajn adotará todas as providências para garantir a melhor transição no comando da autoridade monetária e, atendendo a pedido do novo governo, permanecerá no cargo até que o Senado aprecie o nome de Roberto Campos Neto, nos próximos meses.”

Sobre projeto de autonomia do BC que tramita na Câmara, Ilan disse que continuará trabalhando para que o texto seja aprovado ainda neste ano. “A eventual aprovação da lei, com mandatos fixos e intercalados dos membros da sua diretoria (Presidente e Diretores), permitirá um futuro onde as transições do BC e do governo ocorram em momentos distintos, com conhecidos benefícios para a economia.”

Segundo o banco, a atual diretoria permanecerá à disposição do novo presidente, contribuindo para a continuidade da transição.

‘Se eu fosse candidato, eu ganharia no primeiro turno’, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a quarta-feira (14), a Operação Lava Jato de tê-lo tirado do ‘processo eleitoral’ porque ele poderia ter ganho a disputa ‘no primeiro turno’. Preso desde 7 de abril e condenado a 12 anos e um mês de reclusão, o petista teve sua candidatura indeferida, devido ao impedimento legal, e falou sobre a disputa eleitoral pela primeira vez, em audiência em que foi ouvido como réu do processo do sítio de Atibaia (SP).

“Vocês até já conseguiram me tirar do processo eleitoral. Porque sabiam que se eu fosse candidato eu ganhava no primeiro turno  as eleições. A primeira coisa foi me condenar de forma apressada para me tirar…”, disse Lula, em um dos vários entreveros entre o ex-presidente, sua defesa e os procuradores do Ministério Público Federal na audiência.

Em depoimento no  processo em que é acusado por suposto recebimento de R$ 1,02 milhão em propinas nas reformas do sítio de Atibaia, o ex-presidente disse não ser o dono da ‘chácara’ nem ter pedido nem pago as obras feitas pela Odebrecht e pela OAS no imóvel.

Ouvido pela terceira vez na Lava Jato, Lula ficou pela primeira vez frente a frente com a juíza federal Gabriela Hardt, sucessora do juiz Sérgio Moro, que tirou férias e anunciou sua decisão de pedir exoneração da carreira para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Em audiência de quase três horas de duração, carregada de tensão e bate-bocas, Lula disse que os processos da Lava Jato são ‘uma farsa’. “O que aconteceu com o apartamento, o Moro dá um julgamento aqui, eu sou acusado por fato indeterminado, o apartamento não tem nada a ver com a Petrobrás, mas eu estou na Lava Jato. E foi colocado na Lava Jato pelo Ministério Público só para me trazer para cá.”

“Ainda vamos provar a verdade.”

A juíza Gabriela Hardt repreendeu Lula em mais de um momento para que ele mudasse o ‘tom’ e que respeitasse sua autoridade na condução da audiência – iniciada às 14h e concluída por volta das 18h. Antes do ex-presidente, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e réu, foi interrogado.

“Se ele (Lula) fugir do assunto e começar com discurso político, doutor, infelizmente, eu estou comandando a audiência, e vou ter que cortar”, advertiu Gabriela, dirigindo-se a um dos defensores do ex-presidente.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa afirmou que respeitava Lula. “O Ministério Público não tem interesse de condenar pessoas por fatos que são falsos. O senhor está aqui para se defender.”

Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter sido contemplado pelas empreiteiras OAS e Odebrecht e também pelo amigo pecuarista José Carlos Bumlai com um valor total de R$ 1,02 milhão para obras de reforma e melhorias do sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia, interior de São Paulo. O ex-presidente nega ser o dono do imóvel.

China envia resposta por escrito a demandas dos EUA por reforma comercial, diz agência

A China entregou uma resposta por escrito a demandas dos Estados Unidos por reformas comerciais abrangentes, disseram três fontes do governo americano, em uma medida que pode desencadear negociações para colocar um fim à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O presidente Donald Trump impôs tarifas sobre US$ 250 bilhões em importações chineses para forçar concessões de Pequim envolvendo uma lista de demandas que mudariam os termos do comércio entre os dois países. E a China respondeu com imposição de tarifas sobre bens americanos.

Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma cúpula do G20 na Argentina entre o fim de novembro e começo de dezembro.

O presidente americano criticou repetidamente Pequim por roubo de propriedade intelectual, subsídios industriais e barreiras chinesas à entrada de empresas americanas, além do déficit comercial dos EUA com a China.

Três fontes do governo americano disseram na quarta-feira (14) que a China enviou uma resposta às demandas dos EUA sobre esses e outros assuntos. As fontes não deram mais detalhes sobre o conteúdo da resposta e não estava claro se a resposta continha as concessões que satisfariam as demandas de Trump por mudanças.

Uma equipe dos EUA liderada pelo subsecretário do Tesouro, David Malpass, discutiu questões comerciais com uma equipe chinesa por videoconferência na terça-feira, informou uma porta-voz do Tesouro americano na quarta-feira.

Os EUA disseram que não iniciaram negociações formais sobre o comércio até que visse propostas concretas da China para tratar de suas preocupações.

Os dois países se distanciaram durante a disputa de tarifas que já dura meses, e uma pessoa com conhecimento da resposta da China disse que o documento reiterava os compromissos feitos por Xi em discursos recentes, exigindo que os EUA suspendam as taxas, incluindo aquelas estabelecidas pela investigação sobre as importações de aço e alumínio.

“Eles não estão perto de um acordo favorável sobre o comércio. Não estão no mesmo universo”, disse a fonte de Washington.

Redação Dinheirama
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