Agora você confere as principais notícias de 17/05/19 sexta-feira.

Dólar fecha acima de R$ 4 pela primeira vez desde 1º de outubro

O dólar fechou nesta quinta-feira (16) acima dos R$ 4, voltando ao maior patamar desde 1º de outubro, quando a disputa eleitoral concentrava as atenções dos investidores.

O otimismo que havia no mercado com uma guinada liberal na economia vai se esvaindo à medida que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acirra ânimos e se distrai da agenda político-econômica, considerada crucial para a recuperação do país.

A moeda americana encerrou a R$ 4,038%, alta de 1%.

A Bolsa é outro termômetro importante do ceticismo que se instalou: fechou em queda de 1,74%, a 90.024 pontos, no menor patamar do ano. Parte da queda desta quinta foi causada pela Vale. A companhia tem forte peso no Ibovespa, o principal índice acionário do país, e recuou mais de 3% com o risco de rompimento de uma barragem.

Neste ano, a Bolsa brasileira tem alta acumulada de 2,43%, percentual menor do que o ganho registrado apenas no dia 2 de janeiro, o primeiro dia útil após a posse do presidente.

A modesta valorização contrasta com a euforia que levou o Ibovespa para perto dos 100 mil pontos ainda em março. Desde então, a queda é de quase 10%.

Presidente do Inep é demitido

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, foi demitido nesta tarde. Ele estava no órgão desde 29 de abril. O órgão é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Vicenzi estava em meio a uma disputa com integrantes da procuradoria, a área jurídica do órgão, e acabou demitido.

O ex-presidente defendia a divulgação dos dados produzidos pelo Inep, como avaliações e indicadores educacionais. A procuradoria é a favor de uma política de sigilo dos dados, que envolvem informações de alunos e escolas.

Os advogados do Inep ameaçaram pedir demissão caso houvesse uma política de divulgação dos dados. Atualmente, as informações não são passadas ao público individualmente, apenas por escola, município ou Estado. Os nomes dos estudantes são protegidos. O Inep faz, por exemplo, censos educacionais, que recolhem dados de todos os estudantes.

Vicenzi é ex-delegado da Polícia Federal e assumiu após a demissão de Marcus Vinicius Rodrigues, que caiu porque resolveu acabar com a avaliação de alfabetização.

Oficialmente, o MEC informou que Vicenzi teria pedido demissão. Mas, o ministro Abraham Weintraub, defenderia a mesma posição de Vicenzi sobre os dados. Não conseguiu, no entanto, mantê-lo diante da pressão.

Havia divergências também em relação ao Enem, cujas inscrições acabam amanhã e já passaram de 5 milhões.

Vicenzi é a primeira baixa do MEC na gestão de Abraham Weintraub. A pasta ficou marcada pelas dezenas de demissões quando Ricardo Vélez Rodríguez era o ministro.

Em prêmio, Bolsonaro critica imprensa brasileira e ironiza protestos

O presidente Jair Bolsonaro utilizou seu discurso de agradecimento nesta quinta-feira (16), durante cerimônia que o homenageou como “personalidade do ano”, para fazer críticas à imprensa brasileira e aos partidos de esquerda e para ironizar as manifestações contra reduções orçamentárias na área da educação.

No evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em Dallas, ele afirmou que sofre com a mídia brasileira, que segundo ele não é isenta, e disse que a esquerda no país se infiltrou em universidades e escolas de ensino médio e fundamental.

“Até hoje sofremos com a mídia brasileira. Até venho sempre dizendo à mídia brasileira: ‘Se vocês fossem isentos, já seria um grande sinalizador de que o Brasil poderia, sim, romper obstáculos e ocupar um lugar destaque no mundo'”, disse.

Em tom irônico, ele disse que foram feitos protestos em capitais do país “como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha no Brasil”. Na quarta-feira (15), também em viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro disse que manifestantes eram “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

“Ontem, vimos algumas capitais de estado com marchas pela educação, como se a educação até o final do ano passado fosse uma maravilha no Brasil. Temos um potencial humano fantástico, mas a esquerda brasileira entrou, infiltrou e tomou não só a imprensa brasileira mas também grande parte das universidades e as escolas do ensino médio e fundamental”, afirmou.

No evento, no qual prestou continência à bandeira dos Estados Unidos, o presidente criticou seus antecessores no Palácio do Planalto, ressaltando que eles implementaram “políticas nefastas” e que tinham uma “ambição pessoal acima de tudo” que não permitia o crescimento do país.

Prefeito de Nova York anuncia pré-candidatura às eleições presidenciais dos EUA

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou na quinta-feira (16), sua pré-candidatura às eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020. O democrata fez o anúncio em um vídeo lançado por sua equipe de campanha nesta manhã e se torna o 23.º pré-candidato pelo Partido Democrata.

“É preciso deter Donald Trump. Sou Bill de Blasio e me candidato à presidência porque é hora de colocar os trabalhadores em primeiro lugar”, afirma o prefeito de 58 anos em um vídeo de três minutos publicado em sua conta no YouTube.

“Há muito dinheiro neste país, ele só está em mãos erradas”, diz ele antes de enumerar seus feitos na prefeitura e os questionamentos que fez ao atual presidente americano sobre imigração e mudanças climáticas. “Sou de Nova York, sei que Trump é um valentão há muito tempo.”

Redação Dinheirama
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