Agora você confere as principais notícias de 26/01/2018, sexta-feira.

Doria diz que condenação de Lula é ‘golpe fatal’ que beneficia Alckmin

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), definiu nesta quinta-feira (25) a condenação em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um “golpe praticamente fatal” que vai beneficiar a candidatura à presidência de seu padrinho político, Geraldo Alckmin (PSDB).

“A candidatura de centro do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sai ganhando diante dessa fragilidade do ex- presidente Lula. Outras candidaturas fora do campo da esquerda também vão se beneficiar, em que ponto as pesquisas vão dizer”, disse, após sair de um encontro com o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, na Catedral da Sé.

Para ele, a condenação do ex-presidente por três votos a zero no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) foi um “goleada”.

“Foi o mais duro golpe que o PT já recebeu na sua história. Mais forte que o próprio impeachment da Dilma. Porque estabeleceu uma pena mais dura que o juiz Sergio Moro havia definido, por unanimidade”, disse. “Isso vai contagiar outras decisões e outras manifestações futuras, mesmo nos apelos nos embargos que o PT vai recorrer, dificilmente algum desembargador, algum juiz fará decisão diferente.”

O prefeito afirmou também acreditar que Lula será preso. “Diante desse resultado é bem provável que Lula seja encarcerado até o fim deste ano e comece a pagar pelos seus crimes”.

‘Não consideramos alta de impostos agora’, diz Meirelles, em Davos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (25), que não há um plano B do governo no caso da reforma da Previdência ser engavetada. Ele reafirmou estar confiante que o texto será aprovado em fevereiro no Congresso, de acordo com entrevista à agência de notícias Bloomberg News concedida em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial. Meirelles descartou elevar impostos e ressaltou que as medidas do governo para o ajuste fiscal são mais pelo lado do controle de despesas.

Meirelles começou a entrevista afirmando que a agência de classificação de risco S&P Global Ratings deixou “muito claro” os motivos que provocaram o rebaixamento da nota soberana do Brasil e o principal deles foi a não aprovação da reforma da Previdência até agora.

“Mais importante, eles (os técnicos da S&P) indicaram o que será necessário para a melhora do rating que é a votação da reforma, que acredito que será agora, e em segundo lugar que o Brasil cresça em 2018, que é um fato dado, porque o Brasil está crescendo”, disse ele, mencionando ainda que um terceiro fator é a eleição presidencial.

Incerteza com eleições deve impactar crescimento do Brasil, diz FMI

Em novo relatório sobre a expectativa de crescimento do Brasil divulgado nesta quinta-feira (25), o FMI (Fundo Monetário Internacional) considera que o processo eleitoral do país deve pesar no desempenho da economia em 2018.

A incerteza sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sua condenação em segunda instância nesta quarta (24), não chegou a ser levada em conta na análise —mas é “um fator adicional”.

“Um processo eleitoral com maior nível de conflito gera mais incerteza, obviamente”, afirmou a jornalistas o diretor do FMI Alejandro Werner, que comanda as análises para a América Latina.

Recentemente, o órgão elevou a expectativa de crescimento do Brasil, de 1,5% para 1,9% em 2018.

Werner afirma que a retomada de investimentos no país, somada à queda da inflação e dos juros, “surpreendeu” a equipe do FMI, e ajudou a melhorar a previsão de crescimento.

Ela é, porém, menos otimista que a de outros analistas, que preveem uma taxa de quase 3% –o que se dá exatamente pela incerteza do processo eleitoral.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários