Agora você confere as principais notícias de 09/10/2018, terça-feira.

Doria diz não ser igual a Bolsonaro e que se diferencia no tema das mulheres

No primeiro pronunciamento após o fim do primeiro turno, o candidato ao governo pelo PSDB, João Doria, afirmou nesta segunda-feira (8) não ser igual a Jair Bolsonaro (PSL) e citou diferenças em relação a ele nos temas da ditadura militar e das mulheres.

Neste domingo (7), logo após o resultado do primeiro turno, ele anunciou apoio ao militar contra o PT de Fernando Haddad no segundo turno da campanha presidencial.

No entanto, pontuou diferenças em relação ao candidato do PSL.

“Não sou igual ao Bolsonaro e não apoio integralmente as posições de Jair Bolsonaro. Votarei em Jair Bolsonaro, contra o PT, a esquerda, Haddad e Lula. Mas não endosso tudo”, disse, ao ser questionado sobre a ditadura militar. “Endosso sim as políticas econômicas que ele manifestou e fundamentadas no trabalho de Paulo Guedes“.

Questionado sobre outra diferença em relação ao militar, disse: “No campo das mulheres. Meu apoio integral às mulheres, proteção às mulheres, igualdade das mulheres, o valor das mulheres e aquilo que elas representam”.

O PSDB fez fortes ataques a Bolsonaro neste tema, mas, para Doria, isso se tratou de consequência de uma “campanha dura”.

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Bolsa tem recorde de negociações e sobe 4% após 1º turno com vantagem de Bolsonaro

A larga vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) sobre Fernando Haddad (PT) no primeiro turno e os resultados expressivos de apoiadores do deputado no Congresso levaram a Bolsa brasileira a subir mais de 4% nesta segunda-feira (8) e atingir volume recorde de negociação. O dólar recuou mais de 2% e agora ronda o patamar de R$ 3,75.

O Ibovespa avançou 4,57%, a 86.083. O volume financeiro no pregão somou R$ 28,9 bilhões de reais, recorde para um dia em sessão sem vencimento de opções. O giro recorde, de 17 de dezembro de 2014, foi de R$ 44 bilhões, em dia de exercício de opções. Excluindo-se o exercício, o volume no mercado à vista naquela data somou R$ 26 bilhões de reais, máxima histórica anterior.

Além disso, o real foi a moeda emergente que mais ganhou força ante o dólar nesta segunda. A moeda americana caiu 2,35%, a R$ R$ 3,7670. Na mínima, foi negociada a R$ 3,7110.

Nas mesas de negociação, a vitória de Bolsonaro no segundo turno, em 28 de outubro, é dada como certa, e analistas do mercado financeiro destacam que o capitão reformado do Exército provavelmente terá maioria no Congresso para aprovar reformas, algo que até então era motivo de preocupação.

No domingo, eleitores deram 46,04% dos votos válidos a Bolsonaro, enquanto o petista Fernando Haddad, que vai disputar com ele o segundo turno, ficou com 29,26%. O PT ficou com 57 cadeiras na Câmara dos Deputados, a maior bancada, e o PSL, com 51.

Gigante chinesa Tencent vai investir US$ 200 mi no Nubank, diz site

A gigante chinesa de internet Tencent vai investir US$ 200 milhões (R$ 750 milhões) na startup brasileira Nubank, em uma operação que avalia a fintech brasileira em cerca de US$ 4 bilhões (R$ 15 bilhões), informou nesta segunda-feira (8) a publicação The Information.

O primeiro investimento da Tencent no Brasil faz do Nubank a startup brasileira mais valiosa da América Latina, disse a publicação online especializada na indústria de tecnologia.

Na quinta rodada de investimentos, em dezembro de 2016, o Nubank recebeu US$ 80 milhões (cerca de R$ 256,8 milhões).

O investimento foi feita pela empresa DST Global, líder de fundos que faz aportes somente em empresas de internet. Desde 2014, o Nubank já recebeu cerca de R$ 600 milhões.

Além da DST, o Nubank tem entre os investidores o Sequoia Capital (empresa de private equity dos Estados Unidos), Kaszek Ventures (baseado na Argentina) e Tiger Global Management (fundo de investimento de Nova York), entre outros.

Em outubro do ano passado, o Nubank anunciou a criação de uma conta-pagamento, a NuConta, em que o dinheiro do cliente seria investido automaticamente em títulos públicos.

Pacote ajuda Argentina, mas instabilidade segue

A revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), mudanças no comando do Banco Central com posterior ajuste na política monetária e medidas do governo ajudaram a aliviar o quadro de pressão dos mercados sobre os ativos da Argentina nos últimos dias.

Analistas em geral consideram que Buenos Aires tem dado sinalizações positivas, mas alertam sobre como o quadro ainda é delicado e não estão descartados novos sobressaltos, enquanto o governo de Mauricio Macri tenta conduzir um ajuste ambicioso nas contas públicas, em um quadro de recessão, inflação e desemprego.

“Obviamente, o programa oficial agora é muito mais consistente”, considera o economista Ramiro Castiñera, da consultoria Econométrica. Segundo ele, a meta de déficit zero e emissão monetária zero mostra uma coordenação melhor das autoridades, faltando agora o governo conseguir cumprir, de fato, o objetivo de equilibrar as contas primárias.

A Argentina enfrentou meses de estresse, sobretudo no câmbio, com investidores temerosos sobre os déficits externo e fiscal e a trajetória da dívida no país. No poder desde 2015, o presidente Mauricio Macri tentava levar adiante sua plataforma de ajuste gradual nas contas, sem sufocar a economia. A piora no quadro internacional e a uma crise de confiança de investidores, porém, tornaram a tarefa mais delicada. Em junho, Macri fechou um empréstimo emergencial de US$ 50 bilhões com o FMI para tentar acalmar a situação. Não foi o suficiente e o peso continuou sob forte depreciação. Com isso, Buenos Aires recorreu novamente ao FMI e conseguiu elevar o montante do resgate para US$ 57,1 bilhões.

Redação Dinheirama
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