Agora você confere as principais notícias de 26/08/2018, domingo.

Eleitor do PSDB prefere Bolsonaro a Alckmin em pesquisa espontânea do Datafolha

Entre os eleitores que dizem ter o PSDB como partido de preferência, Jair Bolsonaro, candidato do PSL, lidera as intenções de voto na pesquisa espontânea, à frente do tucano Geraldo Alckmin, segundo revelou a última pesquisa Datafolha, divulgada na quarta (22).

Em todo o país, 22% dos eleitores que afirmaram preferir o PSDB responderam que votariam em Bolsonaro, em outubro, ao serem questionados de forma espontânea sobre o pleito. Do mesmo universo, 14% disseram que escolheriam Alckmin, e 35% declararam não saber em quem votar.

O cenário muda quando os pesquisadores mostram a lista de candidatos. No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin fica com 34% das intenções, contra 27% de Bolsonaro. Se Lula, que está preso e virtualmente inelegível, disputar, ele leva 13% dos votos, mas Alckmin lidera com 31% e Bolsonaro tem 24%.

O candidato do PSL também leva a melhor em São Paulo, reduto de Alckmin, que governou o estado nos últimos sete anos.

Segundo a pesquisa, que ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios, de 20 a 21 de agosto, e tem margem de erro de dois pontos, 15% dos eleitores do estado votariam em Bolsonaro, contra apenas 4% que votariam em Alckmin, considerando a resposta espontânea.

No cenário de resposta estimulada —quando os pesquisadores mostram o nome dos 13 candidatos registrados junto ao TSE, incluindo Lula—, a margem entre os dois presidenciáveis fica menor: 19% para Bolsonaro, 14% Alckmin. O ex-presidente petista lidera nesse cenário, com 26% das intenções. Sem ele e com Fernando Haddad (PT), o candidato do PSL tem 21%, Alckmin tem 18%.

O desempenho de Bolsonaro é bem menor na capital, o que mostra que o ex-governador tucano terá mesmo que brigar com o capitão reformado pelo eleitorado do interior paulista.

Na cidade de São Paulo, Bolsonaro e Alckmin empatam nas respostas estimuladas. Em cenário com Lula, o nome do PSL tem 15% das intenções contra 14% do candidato do PSDB. Sem o petista, os números sobem para 16% e 15%, respectivamente.

Na pesquisa espontânea, 12% dos entrevistados na capital declararam voto no deputado federal e 6% no ex-governador paulista.

Barroso diz que mudar jurisprudência em função do réu é ‘Estado de compadrio’

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, classificou de “Estado do compadrio” o País que muda sua jurisprudência de acordo com o réu.

Relator do registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro abordou o tema da mudança de jurisprudência enquanto falava sobre a possibilidade do cumprimento da pena após sentença em segunda instância. A decisão foi tomada pelo STF, em 2016, e reafirmada em outros dois outros julgamentos posteriores na Corte.

A fala de Barroso foi durante palestra realizada na noite de sexta-feira  (24), no 3.º Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, realizado pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), em Salvador.

“Não há razão para mudar jurisprudência. Um país que vai mudando sua jurisprudência em função do réu não é um Estado democrático de direito, mas um Estado de compadrio”, disse Barroso para uma plateia de cerca 800 pessoas espalhadas em três salas de cinema.

Ele foi aplaudido após a crítica à mudança de jurisprudência.

Questionado antes do evento sobre o caso Lula, Barroso não quis comentar o assunto.

Elon Musk desiste de fechar capital da Tesla

Dezessete dias depois de causar rebuliço no mercado financeiro ao anunciar em um tuíte que fecharia o capital da Tesla, Elon Musk, seu presidente-executivo e fundador, voltou atrás e afirmou que a montadora de carros elétricos continuará com as ações cotadas em Bolsa.

“Acredito que o melhor caminho para a Tesla é continuar uma empresa pública”, escreveu Musk no site da empresa no fim da noite de sexta-feira (24).

O empresário disse ter tomado a decisão após consultar acionistas, os grandes e os pequenos. Logo depois, diretores da empresa divulgaram comunicado em que afirmaram apoiar a manutenção de Musk no comando da empresa.

No dia 7, o empresário provocou polêmica com um tuíte em que dizia cogitar fechar o capital da Tesla quando as ações chegassem a US$ 420 (o equivalente hoje a R$ 1.700)   e que o financiamento para a compra dos papéis estava garantido. Naquele dia, as ações subiram 11% em reação à publicação e fecharam cotadas a US$ 379,57.

Dias depois, publicou nota em que dizia haver um fundo árabe interessado em financiar a operação.

O episódio levou a SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos) a abrir uma investigação.

Uma lei de 1934 proíbe que empresas com ações na Bolsa anunciem planos para comprar ou vender títulos se seus executivos não têm a real intenção de fazê-lo, não tiverem os meios para fechar o negócio ou se querem manipular o preço das ações.

No dia 17, os papéis da empresa despencaram após Musk dizer ao jornal The New York Times que seu tuíte não havia sido revisado e que vivia o seu pior ano.

O sul-africano Musk, que também é fundador do Space X —empresa de sistemas aeroespaciais—, tenta resolver os problemas de atraso na produção do sedã Model 3, primeiro carro da Tesla a ser fabricado em grande escala, e tornar a montadora rentável ainda neste semestre.

Redação Dinheirama
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