Agora você confere as principais notícias de 13/09/2018, quinta-feira.

Fachin dá 15 dias para PGR decidir se denuncia Temer em inquérito da Odebrecht

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, decida se apresenta ou não denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia).

A decisão de Fachin foi tomada no âmbito de um inquérito no qual delatores da Odebrecht apontam que integrantes do grupo político liderado pelo presidente Michel Temer e pelos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco teriam recebido recursos ilícitos da empreiteira como contrapartida ao atendimento de interesses da Odebrecht pela Secretaria de Aviação Civil – pasta que foi comandada pelos dois ministros de Temer entre 2013 e 2015.

No relatório final do inquérito, que apura propinas de R$ 14 milhões da Odebrecht para a cúpula do MDB, a Polícia Federal concluiu pela existência de indícios de que o presidente Michel Temer, Padilha e Moreira Franco cometeram os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O caso está relacionado com o jantar no Palácio do Jaburu, realizado em 2014, e que foi detalhado nos acordos de colaboração premiada de executivos da Odebrecht. Então vice-presidente, Temer teria participado do encontro em que os valores foram solicitados.

No caso do presidente Temer, a PF mapeou a entrega de R$ 1,4 milhão para João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo do emedebista. Para sustentar a tese, a PF ouviu o doleiro Alvaro Novis, responsável pelas entregas, e anexou um conversa de telefone em que o próprio Lima aparece em ligação para a empresa de Novis em dois dias das entrega dos valores.

“Tendo em vista que foi acostado aos autos o relatório conclusivo da autoridade policial, dê-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, para que se manifeste no prazo de 15 (quinze) dias”, determinou Fachin, em decisão assinada na última terça-feira (11).

Na semana passada, quando o relatório da PF foi concluído, o Palácio do Planalto afirmou que a conclusão do inquérito “é um atentado à lógica e à cronologia dos fatos.” “A investigação se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo aos princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito”, diz a nota enviada pelo Planalto.

‘Efeito Bolsonaro’ segura dólar e Bolsa sobe com cenário internacional

O resultado da última pesquisa de intenções de voto, que mostrou o eleitorado mais convicto em colocar o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no segundo turno repercutiu no mercado nesta quarta-feira (12). O dólar, que fechou o dia anterior cotado a R$ 4,15, permaneceu estável, em ligeira queda de 0,11%, aos R$ 4,1511.

Já a Bolsa, também impulsionada pelo cenário externo, registrou alta de 0,63%, ante queda de 21,3% na véspera.

Dados da pesquisa de intenção de voto Ibope/Estadão/TV Globo divulgada na terça-feira, (11), apontaram que após o atentado contra o candidato do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, seu eleitorado se tornou mais convicto – que reduz as chances de ele ficar de fora do segundo turno –  e se concentrou ainda mais no segmento masculino.

A parcela de bolsonaristas que afirmam que sua escolha é “definitiva e não mudará de jeito nenhum” deu um salto de 13 pontos porcentuais entre a pesquisa Ibope divulgada em 5 de setembro e a do dia 11. Na semana anterior, a ala convicta era 41% do eleitorado do candidato. Agora, essa taxa subiu para 54%.

Esse resultado acalmou o mercado, que vê no candidato do PSL um perfil pró-reformas econômica, como da Previdência. O candidato tem seu programa escorado no economista Paulo Guedes.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 145 municípios de todo o país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo  BR-05221/2018. A pesquisa foi custeada pelo próprio Ibope.

No mercado de capitais, o Ibovespa registrou alta de 0,63%, um dia após queda de 2,3%. A principal cesta de ações comercializadas no Brasil fechou o dia 75.124,81 pontos, acompanhando o movimento das bolsas internacionais.

As bolsas de Nova York e da Europa atingiram máximas após a informação de que os EUA propuseram à China uma nova rodada de negociações comerciais, em um esforço para dar a Pequim outra oportunidade de abordar preocupações de Washington sobre questões comerciais antes que a administração do presidente americano, Donald Trump, implemente tarifas adicionais sobre as importações chinesas, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires.

Industriais americanos lançam coalização contra tarifas de Trump

Mais de 60 grupos de industriais dos Estados Unidos se uniram para combater as tarifas comerciais do presidente Donald Trump. Após meses em uma guerra de bastidores contra as taxas, que cresceram muito além do que empresários imaginavam, os industriais formaram uma coalizão.

O surgimento do grupo, Americans for Free Trade (Norte-americanos pelo Livre Comércio), surge após Trump se acostumar ao uso de tarifas, implementando bilhões de dólares no esforço para usá-las como ameaça para ganhar concessões ou na crença de que elas criarão empregos nos EUA.

“Muitos outros grupos pensaram que isso não iria tão fundo, mas o efeito das tarifas finalmente fez com que todos dissessem: ‘Chega, é o suficiente'”, disse Nicole Vasilaros, lobista da Associação Nacional de Fabricantes Marítimos, cujos membros avaliam demitir trabalhadores após verem os custos subirem até 35%.

Trump impôs tarifas de 25% sobre bens chineses no valor de US$ 50 bilhões (R$ 207,75 bilhões), principalmente maquinário industrial e componentes eletrônicos intermediários, como chips.

Uma lista pendente de US$ 200 bilhões (R$ 831 bilhões) pode estender os impostos para bens de consumo, e a ameaça de mais US$ 267 bilhões (R$ 1,1 trilhão) cobriria basicamente todas as exportações chinesas para os EUA. A China ameaça retaliar, o que pode incluir ações contra empresas norte-americanas que operam no país.

A coalizão de negócios inclui grupos que representam algumas das maiores empresas do país. Entre elas, o Instituto Norte-Americano de Petróleo – que representa as maiores refinarias como a Exxon Mobil e a Chevron – e a Associação de Líderes da Indústria de Varejo, que representa empresas como Target e Autozone.

“Tem havido muito trabalho que vem acontecendo nos últimos oito meses para tentar convencer o presidente e a administração de que as tarifas não vão funcionar. Nossa visão é que não é tarde demais”, disse Dean Garfield, presidente-executivo do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação, cujos membros incluem Microsoft, Alphabet e Apple.

Apple anuncia os novos iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR

A Apple anunciou nesta quarta-feira (12), em um evento na sua sede na Califórnia, três novos modelos de iPhone, todos com tela “infinita”, quase sem bordas, seguindo o design apresentado em 2017 com o iPhone X. Os novos aparelhos são o iPhone XS, o iPhone XS Max e o iPhone XR – com telas de 5,8 polegadas, 6,5 polegadas e 6,1 polegadas, respectivamente.

Os dois primeiros são modelos topo de linha com tela OLED e custam US$ 999 e US$ 1099, respectivamente. Já o iPhone XR, com tela LCD, é a versão “econômica” do dispositivo e chegará ao mercado americano com o valor de US$ 749. Os aparelhos ainda não tem preço ou data de lançamento previstos para o Brasil.

Os dispositivos são à prova d’água – os modelos topo de linha têm um recurso mais avançado nesse sentido – e contam com o Face ID, sistema de reconhecimento facial lançado pela empresa no ano passado, com o iPhone X.

Os celulares também contam com um novo chip de processamento, o A12 Bionic, que traz núcleos dedicados para processamento computacional, gráfico e de redes neurais – segundo a Apple, ele é capaz de processar 5 trilhões de operações por minuto, enquanto seu antecessor, o A11 Bionic, presente no iPhone X, processava 600 bilhões de operações por minuto. Além disso, os três celulares serão equipados com recursos de aprendizado de máquina em tempo real, que pode ser aplicado para diversas finalidades.

Redação Dinheirama
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