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Lula réu por lavagem de R$ 1 milhão em negócio na Guiné Equatorial

A Justiça Federal em São Paulo colocou na sexta-feira (14), o ex-presidente Lula no banco dos réus por lavagem de R$ 1 milhão em negócio na Guiné Equatorial, envolvendo o grupo brasileiro ARG. Na denúncia, a força-tarefa da Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal, em São Paulo, aponta que os valores foram dissimulados na forma de doação ao Instituto Lula.

As informações foram divulgadas pelo Ministério Público Federal em São Paulo A acusação é subscrita por 11 procuradores da República.

Lula está preso desde 7 de abril deste ano em Curitiba. O petista já foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá. O ex-presidente responde ainda a outras duas ações penais perante a Justiça Federal do Paraná. Uma sobre supostas propinas da Odebrecht – um terreno que abrigaria o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao imóvel do petista em São Bernardo do Campo –  e outra sobre reformas no sítio de Atibaia.

Segundo a Lava Jato, o pagamento teria sido feito depois que o ex-presidente, ‘usufruindo de seu prestígio internacional, influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, as quais resultaram na ampliação dos negócios da empresa no país africano’.

Além de Lula, também responderá ao processo o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, que foi denunciado por lavagem de dinheiro e por tráfico de influência em transação comercial internacional. Os fatos ocorreram entre setembro de 2011 e junho de 2012. Como Lula tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu em relação a ele, mas não para o empresário.

De acordo com as investigações, a transação teve início entre setembro e outubro de 2011. Na ocasião, relata a Lava Jato, Rodolfo Geo procurou Lula e solicitou ao ex-presidente que buscasse o auxílio do mandatário da Guiné Equatorial para que o governo africano continuasse realizando transações comerciais com o Grupo ARG, especialmente na construção de rodovias. As provas do crime foram encontradas nos e-mails do Instituto Lula, apreendidos em busca e apreensão realizada na entidade em março de 2016 durante a Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.

Moro diz que Lula ‘fez coisas boas’ e lamenta ter condenado o ex-presidente

O ex-juiz e futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse lamentar o fato de ter sido o autor da sentença que condenou o ex-presidente Lula.

“Da minha parte nada tenho contra o ex-presidente. Acho até lamentável que eu, infelizmente, tenha sido o autor da decisão que condenou uma figura pública que tem a sua popularidade e que fez até coisas boas durante sua gestão, mas também erradas”, afirmou durante entrevista ao apresentador José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

“Isso no fundo não é um bônus para mim, é um ônus. Mas o fiz cumprindo o meu dever.”, completou o ex-juiz.

Lula foi condenado por Moro, em julho de 2017, a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Em janeiro deste ano, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aumentou a pena para 12 anos e um mês de detenção. Depois de negados os recursos da defesa, Moro determinou a prisão do petista. Lula se entregou à Polícia Federal em 7 de abril e continua preso na Superintendência da PF, em Curitiba.

A defesa de Lula já entrou com vários de liberdade junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça) alegando atuação política de Moro no julgamento do ex-presidente. Um dos recursos teve análise suspensa pela Segunda Turma do Supremo, no último dia 4, e não tem data para ser retomado

O ex-juiz negou perseguição a um determinado grupo político e afirmou que a Lava Jato atingiu representantes de diferentes partidos.

Com mau humor externo, dólar fecha em alta de 0,6%, cotado a R$ 3,91

Os ativos foram penalizados na sexta-feira (14), pelo mau humor externo, com dados piores da China, no início do pregão, reforçando a percepção de desaceleração global e com o petróleo em queda. O dólar operava valorizado lá fora e, aqui, terminou o dia aos R$ 3,9066, em alta de 0,58%. No mercado de ações, o Ibovespa caiu 0,44%, aos 87.449,50 mil pontos.

O destaque foram as ações da Gol, que chegaram a entrar em leilão e terminaram com alta de 7,5%. Elas foram beneficiadas pela promulgação de medida provisória que liberou até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas atuantes no Brasil. A percepção do mercado é de que a medida deve ajudar no custo de captação do setor.

Com a queda do preço do barril de petróleo, as ações da Petrobrás ficaram no vermelho, enquanto o setor financeiro, que puxou o pregão de quinta-feira, teve comportamento prioritariamente de baixa, com exceção das ações do Santander e dos papéis do Banco do Brasil.

Doações estrangeiras para posse de Trump serão investigadas

Promotores federais dos EUA estão examinando se estrangeiros canalizaram ilegalmente doações para o comitê da posse do presidente Donald Trump e para um super PAC (comitê de ação política) pró-Trump, na esperança de comprar influência na política americana, segundo pessoas inteiradas do inquérito.

A investigação se concentra na possibilidade de pessoas de países do Oriente Médio —incluindo Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos— terem usado “laranjas” para disfarçar suas doações aos dois fundos. A lei federal dos EUA proíbe contribuições estrangeiras a campanhas federais, PACs e fundos de posse.

A linha de questionamento salienta o alcance cada vez maior de inquéritos criminais que representam ameaças ao governo Trump.

O procurador especial Robert Mueller está concentrado em se alguém na campanha de Trump conspirou com a Rússia para inclinar a eleição presidencial de 2016 em favor de Trump, enquanto promotores de Nova York buscam provas de que ele secretamente autorizou pagamentos ilegais para calar acusações de casos extraconjugais que ameaçavam sua campanha.

O inquérito sobre potenciais doações estrangeiras ao fundo de posse e ao super PAC é mais uma frente seguida por diversas equipes de promotores. Thomas Barrack, financista bilionário e um dos amigos mais próximos de Trump, angariou dinheiro para os dois fundos.

“Tom nunca falou com qualquer indivíduo ou entidade estrangeira com o objetivo de levantar dinheiro ou obter doações relacionadas a qualquer campanha, à posse ou alguma atividade política”, disse Owen Blicksilver, porta-voz de Barrack. O enfoque no comitê de posse foi relatado no início da quinta-feira (13) pelo The Wall Street Journal.

O super PAC, chamado Reconstruir a América Agora, foi formado no verão de 2016, quando a campanha presidencial de Trump estava sem dinheiro e sem o apoio de doadores republicanos. Trump insistiu que podia financiar sua própria campanha, mas se recusou a ir fundo no próprio bolso.

Segundo várias pessoas informadas sobre a investigação, Paul Manafort, que liderava a campanha, sugeriu que Barrack pisasse no vazio criando e levantando fundos para o PAC, que poderia coletar quantidades ilimitadas desde que evitasse se coordenar estreitamente com o candidato.

Em uma entrevista a investigadores um ano atrás, Barrack disse que Manafort parecia considerar o comitê político um braço da campanha, apesar das leis destinadas a evitar essa coordenação, segundo uma pessoa inteirada da entrevista.

A lei eleitoral federal exige um período de esfriamento de pelo menos 120 dias antes que membros da campanha entrem para um comitê político de apoio ao mesmo candidato, mas Manafort despachou dois amigos da campanha, Laurance Gay e Ken McKay, para dirigirem a operação.

Redação Dinheirama
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