Agora você confere as principais notícias de 09/09/2018, domingo.

Bolsonaro passará sua campanha para as redes e deixará ruas para aliados

Impossibilitado de fazer atos públicos de campanha após ter sido atingido por uma facada na quinta-feira (6), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) deve usar as redes sociais para se dirigir a seus eleitores nos próximos 30 dias que antecedem as eleições.

Menos de 24 horas depois de ter sofrido o atentado, ele recorreu à internet para tranquilizar seguidores: “Estou bem e me recuperando!”, escreveu. “Agradeço do fundo do meu coração a Deus, minha esposa e filhos, que estão ao meu lado, aos médicos que cuidam de mim e que são essenciais para que eu pudesse continuar com vocês aqui na Terra, e a todos pelo apoio e orações!”.

De acordo com o mais recente boletim médico, o capitão reformado já caminha pelo quarto e não tem sinais de infecção. Familiares e pessoas próximas a Bolsonaro dizem que ele também está de bom humor.

Como a internação pode durar pelo menos dez dias, outros assumirão a dianteira nos atos de rua. Já foram escalados para a função dois de seus filhos, o candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que disputa reeleição. O vice da chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), também deve assumir algumas das agendas.

Para os debates, no entanto, não haverá substitutos. Segundo o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, Bolsonaro “marcará sua presença pela ausência”.

Governo da Venezuela modifica normas para flexibilizar controle cambial

O governo da Venezuela publicou neste sábado (8) uma nova regra cambial que autoriza a compra e venda de dólares em bancos e casas de câmbio a uma taxa flutuante que será definida pelo Banco Central, em uma nova tentativa de flexibilizar o rígido controle cambial vigente há quase 15 anos.

O governo, que deixou de vender moedas para consumo privado este ano em meio a uma severa crise econômica, promove as modificações em meio a um plano para tirar o país da recessão e da hiperinflação e depois de esforços inúteis para captar milhões de dólares que venezuelanos fora do país estão enviando para suas famílias.

Segundo o texto publicado no diário oficial extraordinário número 6.405, de 7 de setembro, o banco central da Venezuela e o Ministério das Finanças tomarão medidas para “procurar o devido equilíbrio do sistema cambial”.

Embora as novas normas busquem “a livre conversibilidade da moeda em todo o território nacional”, como diz o texto, o banco central vai regular o mercado onde será possível negociar moedas, e as pessoas poderão comprar a uma taxa que diariamente será aprovada pelo BC. As vendas de moedas no varejo também estarão sujeitas a essa taxa.

As regras afirmam que o banco central publicará em sua página da internet a taxa de câmbio média ponderada das transações negociadas no Sistema de Mercado Cambial e que flutuará de acordo com a oferta e a demanda de pessoas físicas e jurídicas.

O BC se reserva ao direito de comprar moedas que sejam oferecidas por essa taxa, segundo indica o texto.

Analistas afirmam que é um erro usar o termo “livre conversibilidade”, como está escrito no artigo primeiro do texto, porque foram mantidas restrições e com um preço estabelecido pelo Estado venezuelano.

Jack Ma se prepara para deixar presidência executiva da Alibaba

Jack Ma, bilionário cofundador Alibaba, uma das maiores companhias de e-commerce do mundo, prepara sua transição no cargo de presidente executivo e deve se dedicar a filantropia, de acordo com uma fonte familiarizada com a situação.

A expectativa é de que Ma anuncie seus planos, incluindo uma linha do tempo para transição, na segunda-feira, quando completará 54 anos, acrescentou a fonte, enfatizando que Ma quer garantir uma transição tranquila e planeja permanecer no conselho da companhia.

Mais cedo, o New York Times noticiou que Ma pretendia anunciar sua saída na segunda-feira.

Nos anos que passou no comando da Alibaba, o executivo se tornou o empresário mais famoso da China, conhecido por seu carisma e franqueza, e uma fluência em inglês aprimorada por anos de ensino do idioma e orientando turistas americanos ao longo das margens do Lago Oeste em sua cidade natal, Hangzhou.

“Tanto no exterior como no mercado doméstico Jack é o símbolo mais forte da explosão da China na internet e mais amplamente do boom de consumo chinês”, disse Duncan Clark, consultor de negócios para o mercado chinês e autor do livro “Alibaba: a casa que Jack construiu.” “Então você tem uma figura icônica associada a duas grandes forças que planeja desistir de suas funções executivas”

A decisão de Ma poderia ser um sinal de mudanças no ambiente de negócios na China, observou Clark, ao passo que o governo chinês tem exercido maior controle sobre as empresas de tecnologia, inclusive por meio de uma lei de cibersegurança adotada no ano passado.

A repressão afetou em grande parte as empresas voltadas para conteúdo. “Existe uma preocupação agora que o oxigênio para os empreendedores esteja se esgotando?”, pergunta Clark.

Ma deu início ao processo de transição há cinco anos, quando deixou a direção executiva do grupo. Atualmente, o executivo-chefe da Alibaba é Daniel Zhang e o vice-presidente executivo é Joe Tsai.

Em julho, Ma se tornou o quarto maior acionista da Alibaba, com cerca de 4% das ações, atrás da Altaba Inc., holding que restou após a empresa ter vendido a maior parte dos seus ativos no Yahoo para a Verizon Communications e o SoftBank Group. Mesmo assim, Ma e outros executivos reunidos em uma entidade conhecida como “Alibaba Partnership” ainda detém boa parte do poder de decisão dentro da companhia.

Desde a renúncia, Ma tem passado a maior parte do seu tempo no campus da Alibaba em Hangzhou recebendo visitantes dignitários ou viajantes de todo o mundo para falar em defesa de causas que acredita.

Redação Dinheirama
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