Agora você confere as principais notícias de 22/11/2018, quinta-feira.

Escolha de Bolsonaro para Educação causa crise com bancada evangélica

A escolha do futuro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro gerou uma crise da equipe de transição com a bancada evangélica no Congresso. O nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, definido por Bolsonaro para assumir o cargo causou reação de deputados contrários à escolha.

Com a pressão por uma desistência do educador, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez foi chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro quarta-feira (21). O nome do professor já circulava entre os cotados para o Ministério da Educação.

Rodriguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Hoje é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

A informação da escolha vazou na quarta (21), um dia antes da reunião marcada entre Mozart e Bolsonaro para selar a indicação.

Em nota, o Instituto Ayrton Senna disse que Mozart não foi convidado e que ele terá reunião com Bolsonaro nesta quinta-feira (22).

Nas redes sociais, após a veiculação do nome de Mozart e a reação da bancada, o presidente eleito disse que “até o presente momento não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”.

Ao site O Antagonista, Bolsonaro afirmou que “não existe essa possibilidade” ao comentar a nomeação do diretor do instituto.

Segundo relato ao jornal Folha de São Paulo de pessoas próximas ao educador, ele foi sim procurado na semana passada e acenou ao futuro governo aceitar o posto.

O plano da equipe do presidente eleito era de que o nome fosse oficializado nesta quinta após a reunião, em Brasília, quando Mozart e Bolsonaro discutiriam condições para ele assumir a pasta.

Membro da bancada, Sóstenes Cavalcanti (DEM) disse que os parlamentares levaram a insatisfação ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM).

Onyx, segundo ele, confirmou que teve conversas com Mozart, mas que nada havia sido definido.

O deputado afirmou que o nome de Mozart “desagradou e muito”. “Para nós, o novo governo pode errar em qualquer ministério, menos no da Educação, que é uma questão ideológica para nós”, disse.

O perfil do educador é classificado por servidores do Ministério da Educação como moderado. Em nenhum momento, por exemplo, ele deu declarações a favor do projeto da Escola sem Partido ou contra discussões sobre gênero em sala de aula.

Os dois temas, em debate no Congresso Nacional contra o que seria uma doutrinação partidária por professores, serviram para alavancar o nome de Bolsonaro no cenário nacional bem antes de sua pré-candidatura presidencial.

Com apoio dos evangélicos, o presidente eleito foi um dos líderes de movimento contra a discussão de gênero nas escolas.

Paulo Guedes escolhe especialista em privatizações para o comando da Caixa

O futuro ministro da Economia Paulo Guedes escolheu Pedro Guimarães para ocupar a presidência da Caixa Econômica Federal (CEF).

Pelo estatuto do banco, o nome terá de ser indicado pelo futuro presidente Jair Bolsonaro. Os executivos atuais não poderão ser trocados pelo presidente porque, pelas novas regras, precisam ser escolhidos pelo conselho da instituição.

Sócio do banco de investimento Brasil Plural, Guimarães possui mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro na gestão de ativos e reestruturação de empresas. Doutor em Economia pela Universidade de Rockester (EUA), especializou-se em privatizações.

No comando da Caixa, Guimarães deverá comandar a venda da área de cartões de crédito e de seguros. A ideia de Guedes é delegar para a iniciativa privada negócios que não são fazem parte da “política pública” conduzida pelo banco.

Essa diretriz também será reproduzida no Banco do Brasil, que deverá vender seu braço de investimentos.

O atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, é o preferido de Guedes para comandar a instituição mesmo diante da resistência da ala política de Bolsonaro.

Caso seja aprovado por Bolsonaro, será mais uma prova de força de Guedes, que anunciou o ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Joaquim Levy na presidência do BNDES. Ivan Monteiro foi diretor da Petrobras na gestão petista.

Enquanto não define esses cargos, Guedes trabalha na reestruturação de seu superministério —fusão da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio.

Até o momento, seis secretarias estão previstas: comércio exterior; privatizações e desmobilização patrimonial; produtividade e competitividade; assuntos econômicos; arrecadação; e modernização do Estado.

Brasil cria 57.733 vagas formais de emprego em outubro, aponta Caged

O mercado de trabalho brasileiro criou 57.733 empregos com carteira assinada em outubro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados quarta-feira (21), pelo Ministério do Trabalho.

O presidente Michel Temer se antecipou ao Ministério do Trabalho e anunciou, pouco antes da divulgação oficial, a criação de “mais de 57 mil novas vagas formais” de emprego em outubro. Em sua conta no Twitter, ele comemorou o resultado. “Isso significa que o Brasil está no rumo certo”, disse.

No acumulado do ano, o País criou 790.579 vagas formais de trabalho. O resultado de outubro decorre de 1.279.502 admissões e de 1.221.769 demissões. O dado inclui os contratos firmados já sob as novas modalidades previstas na reforma trabalhista, como a jornada intermitente e a jornada parcial.

O saldo de empregos formais ficou positivo pelo décimo mês consecutivo, na série ajustada, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Em setembro foram abertas 137.336 vagas; em agosto, 110.431 postos e em julho, 47.319.

Em comparação a outubro do ano anterior, no entanto, o País apresentou piora. No mesmo mês do ano passado, foram geradas 76.599 vagas formais de emprego.

Para Fitch, coesão da equipe de Bolsonaro e coalizão forte serão essenciais

O viés liberal e favorável a reformas do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) é visto com bons olhos pela agência de risco Fitch Ratings. A preocupação é se o governo terá capacidade política de implementar suas propostas, segundo Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch no Brasil.

“Uma coisa é ter proposta e outra é implementar, por causa do Congresso”, afirmou ele, nesta quarta-feira (21), após o Fórum de Infraestrutura, promovido anualmente pela agência, em São Paulo.

“Vai depender da habilidade política e da coesão da equipe econômica. Vai ser importante que governo tenha equipe coesa para discutir agenda com Congresso”, disse.

Para Guedes, há uma expectativa de que as medidas consideradas mais importantes sejam apresentadas no primeiro ano do governo, quando tradicionalmente há maior chance de aprovação.

Em relação à participação de militares no governo com posições mais estatizantes, ele afirma que a agência analisa apenas ações concretas, e não cenários.

No entanto, diz ver a participação de forma positiva. “Geralmente, militares que estão em governos são pessoas extremamente preparadas, de perfil técnico”, diz ele, citando como exemplo a participação dos militares no governo dos Estados Unidos.

Redação Dinheirama
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