Agora você confere as principais notícias de 11/05/2018, sexta-feira.

Fraudes da Dolly acumulam R$ 4 bi e já duram ao menos 20 anos, diz Procuradoria

A prisão de Laerte Codonho, sócio da marca de refrigerantes Dolly, nesta quinta-feira (10), foi fruto de um esquema fraudulento que se arrasta desde ao menos 1998 e que já acumulou um montante de R$ 4 bilhões em impostos estaduais e federais não pagos, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo. Apenas de ICMS não pagos, foram R$ 2,1 bilhões.

“A dívida bilionária foi constituída por fraudes praticadas por muitos anos, que foram evoluindo ao longo do tempo, à medida que aumentava o cerco da procuradoria”, afirma Rodrigo Silveira, promotor de Justiça do Gedec (Grupo de Representação a Delitos Econômicos).

Inicialmente, a empresa trabalhava emitindo notas de valores menores que os reais e apresentava rendas sem notas, segundo a investigação.

Com o tempo, foi aperfeiçoando a fraude: por meio de laranjas, passou a constituir distribuidoras que simulavam a compra de refrigerantes, gerando créditos irregulares.

A fraude evoluiu para um sistema formado por três fábricas, em que duas delas emitiam notas de refrigerantes que na verdade eram produzidos na planta central, de Diadema (SP), afirmou Silveira.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo.   ​

A prisão de Codonho tem prazo de cinco dias, prorrogáveis por outros cinco. Também foram presos o ex-contador da empresa, Rogério Raucci, e o gerente financeiro, César Requena Mazzi.

Petrobrás passa Ambev e se torna empresa com maior valor de mercado da Bolsa

A alta verificada nesta quinta-feira (10), das ações da Petrobrás, combinada com a queda na cotação da Ambev, levou a estatal a se tornar a empresa com maior valor de mercado entre as empresas listadas na B3, ultrapassando a fabricante de bebidas.

Os papéis da Petrobras encerraram com avanços de 3,91% (PN) e 5,95% (ON). Com o desempenho de hoje, a petroleira fechou com dia com valor de mercado de R$ 358,9 bilhões. Ambev ON caiu 0,50%, e assim, o valor da fabricante de bebidas está em R$ 342,4 bilhões. Na quarta-feira, 08, as duas empresas fecharam com valores de mercado de R$ 341,4 bilhões e R$ 344,2 bilhões, respectivamente.

Segundo analistas, a Petrobras é beneficiada por uma combinação de bons resultados do primeiro trimestre, alta do petróleo e valor da ação descontada em relação a seus pares no exterior. Já a Ambev teve números considerados fracos, e inclusive perdeu participação de mercado no segmento de cervejas no Brasil.

Nesta quinta, o Bank of America Merril Lynch elevou a recomendação da Petrobras de neutro para compra, citando a possibilidade de resultados acima do esperado nos próximos anos em função de um ambiente para os preços do petróleo significativamente mais favorável.

“Esperamos agora que a relação dívida líquida/patrimônio líquido diminua para abaixo de 40% dentro de dois anos, mesmo sem considerar recursos adicionais de vendas de ativos”, diz o documento. Levando em conta a venda de ativos, segundo os analistas, o perfil geral de risco da empresa deve melhorar ainda mais rapidamente.

Inflação em quatro meses fica abaixo de 1%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,22% em abril, ante um avanço de 0,09% em março, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,92%, menor variação acumulada até abril desde a implantação do Plano Real.

Com o resultado de abril, a inflação no Brasil também ficou igual à dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, divulgado nesta quinta-feira, subiu 0,2% no mês ante março.

Segundo o gerente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Fernando Gonçalves, a aceleração do índice se deve principalmente ao grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que, com aumento de 0,91%, comprometeu metade da taxa de abril.

“Dos 0,22% de abril, 0,11 ponto percentual veio do grupo Saúde e Cuidados Pessoais. Dois itens desse grupo, de preços administrados, se destacaram: os planos de saúde, com um aumento de 1,06%, e os remédios, cujos preços subiram, em média, 1,52%”, explicou Fernando.

Dólar acompanha exterior e cai com dado fraco de inflação nos EUA

Dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos dissiparam parte dos temores de uma aceleração das altas de juros no país e devolveram o dólar ao patamar de R$ 3,54 nesta quinta-feira (10). No mercado acionário, a Petrobras voltou a ter forte valorização e impulsionou a Bolsa brasileira.

O dólar comercial recuou 1,33%, para R$ 3,546. Foi a primeira queda da moeda americana, após três altas seguidas. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve queda de 1,37%, para R$ 3,548.

No mundo, o dólar se enfraqueceu ante 24 das 31 principais moedas do mundo.

A Bolsa brasileira subiu 1,89%, aos 85.861 pontos. O volume negociado foi de R$ 14,9 bilhões —a média diária de maio está em R$ 11,99 bilhões.

O alívio refletiu dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos, com preços mais moderados de serviços de saúde compensando os custos crescentes da gasolina e do aluguel, de acordo com dados do Departamento de Trabalho americano.

Redação Dinheirama
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