Agora você confere as principais notícias de 02/07/19 terça-feira.

Carlos Bolsonaro ataca general Heleno e cria novo atrito com militares

A disputa interna de poder no governo Jair Bolsonaro (PSL) ganhou novo capítulo na segunda (1º), com um ataque indireto do filho presidencial Carlos Bolsonaro contra o general Augusto Heleno, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Como nos outros episódios em que pontificou ofensiva da ala autoproclamada ideológica do governo contra os militares que cercam o pai, o vereador carioca iniciou a carga com uma mensagem algo cifrada na rede social Twitter.

Carlos fez o comentário em uma página bolsonarista, a @snapnaro. Ela havia postado um vídeo de uma pessoa que se identifica como jornalista acusando o GSI e a FAB (Força Aérea Brasileira) como cúmplices do sargento Manoel Silva Rodrigues.

O militar foi preso na semana passada na Espanha com 39 kg de cocaína no avião a serviço da Presidência que levava uma equipe precursora da comitiva que acompanhou Bolsonaro à reunião do G20, no Japão. O episódio virou vexame mundial, e Heleno o classificou de “azar”.

Carlos então comenta: “Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI? Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que seja, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado”.

O site bolsonarista ataca diretamente Heleno, dizendo que “a culpa é dele”, replicando o que assessores palacianos haviam dito quando o caso estourou. O general chegou a responder, dizendo que a responsabilidade pelas revistas de aeronaves era da FAB.

Carlos não chega a tanto, e nem é preciso. O vídeo replicado traz uma teoria conspiratória usual entre os apoiadores mais radicais do presidente: de que os militares em torno dele são influenciados pelo Foro de São Paulo, a entidade que reúne partidos de esquerda na América Latina.

Relator vai reduzir tempo mínimo de contribuição de professoras em novo parecer da Previdência

O relator da proposta de reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB), deverá fazer pequenos ajustes no voto complementar ao parecer já apresentado na Comissão Especial.

O relator quer ajustar a regra de aposentadoria de professoras, mas as fontes garantem que a mudança não terá grande impacto fiscal. A equipe econômica, porém, era contra essa alteração.

Moreira deve apresentar o voto complementar em sessão do colegiado nesta terça-feira, (2). Não está garantido que a votação comece no mesmo dia. Algumas lideranças dos partidos do Centrão continuam querendo empurrar a votação para depois do recesso parlamentar.

O novo parecer do relator diminuiria o tempo de contribuição exigido para a aposentadoria das professoras. Atualmente, no setor privado, não há idade mínima para a aposentadoria de professores, mas se exige tempo de contribuição de 25 anos para mulheres e de 30 anos para homens. A proposta da reforma prevê contribuição de 30 anos para ambos e idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens).

No setor público, a idade mínima exigida é de 50 (mulheres) e 55 anos (homens), com 25 anos (mulheres) e 30 anos (homens) de tempo mínimo de contribuição, sendo 10 anos como servidor público e 5 anos no cargo de professor. A proposta é exigir idade mínima de 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens), com 30 anos de tempo de contribuição.

Trégua em guerra comercial leva Bolsas a baterem máximas

A trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China e retomada da negociação entre os dois países animou investidores na segunda-feira (1º). Mesmo após dados fracos da indústria europeia e chinesa, a Bolsa de Frankfurt bateu a máxima do ano e o índice S&P 500, na Bolsa de Nova York, quebrou seu recorde histórico.

A Bolsa brasileira voltou aos 101 mil pontos, puxada pela maior alta do minério de ferro no ano, que fez as ações da Vale dispararem. O dólar teve leve alta de 0,1%, a R$ 3,845.​

Durante a reunião do G20, o presidente americano Donald Trump e chinês, Xi Jinping se reuniram para retomar as negociações de um acordo comercial entre os países.

O encontro superou as expectativas do mercado, já que Trump decidiu abandonar a ameaça de impor novas tarifas à importação produtos chineses e falou, sem dar detalhes, sobre a possibilidade de abrandar o veto à Huawei, gigante tecnológica chinesa.

“As empresas americanas podem vender seus equipamentos para a Huawei”, afirmou o presidente dos EUA em coletiva de imprensa ao final da cúpula.

Manifestantes invadem Parlamento de Hong Kong e aprofundam crise

Manifestantes invadiram o Conselho Legislativo (Parlamento) de Hong Kong nesta segunda-feira, 1º, aniversário da devolução da cidade ao controle chinês em 1997, em meio à revolta generalizada com um projeto de lei que permitiria extradições à China, aprofundando o caos na cidade.

Dezenas de pessoas entraram no edifício. Os manifestantes tinham a intenção de permanecer durante toda a madrugada de terça-feira (2), dentro do prédio, mas segundo a Agência AFP, o edifício foi controlado pela polícia por volta da 1:30h da manhã de terça, totalizando mais de quatro horas de ocupação do prédio. O uso de cassetetes e gás lacrimogênio foi utilizado pela polícia para dispersar os manifestantes nos arredores do Parlamento, que responderam atirando ovos. Aqueles que estavam do lado de dentro fugiram antes da polícia entrar.

Policiais do batalhão de choque equipados com capacetes, escudos e bastões usaram spray de pimenta para tentar impedir a invasão. No momento da entrada da multidão, no entanto, as forças de segurança aparentemente recuaram para evitar confrontos mais violentos.

“Quando ouvi que havia enfrentamento do lado de fora (do Parlamento) fiquei realmente preocupada, disse Amy Siu, uma contadora de 37 anos que participa da manifestação. “Me preocupo pela segurança desses jovens”, completou.

As manifestações refletem o temor dos moradores de Hong Kong ante a crescente influência do governo da China, com a ajuda dos líderes do mundo das finanças na cidade. Pequim nega interferência na autonomia do território.

Redação Dinheirama
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