Agora você confere as principais notícias de 12/05/2018, sábado.

Gilmar solta operador do PSDB

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, nesta sexta-feira (11), a prisão do ex-diretor do Departamento de Engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB, e preso desde o dia 6 de abril.

Para Gilmar, a prisão preventiva de Souza não “encontra amparo em fatos”. Na decisão, o ministro explica que a prisão preventiva do ex-diretor da Dersa foi decretada a pedido do Ministério Público Federal, em função de “supostas de três supostas ameaças à integridade física da também acusada Mércia Ferreira Gomes”, que é ex-funcionária terceirizada da Dersa.

O processo em que os dois são acusados investiga desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa, entre  2009 e 2011 (governos Serra e Alckmin). “Na segunda oportunidade, ela teria sido empurrada. Nas outras duas, as ameaças foram verbais.

Em nenhum dos casos, houve registro policial”, diz Gilmar.

Para o ministro, além da “comprovação do ocorrido não ser sólida”, não há indício da autoria das ameaças por parte de Souza. “A prisão preventiva é fundada no suposto interesse do paciente em impedir os depoimentos da corré”. “A prisão preventiva não se justifica para permitir o depoimento da corré em Juízo. A versão de Mércia Ferreira Gomes foi dada no curso da investigação. Sua reiteração, ou não, em Juízo, dificilmente teria o efeito de prejudicar ainda mais os delatados”, afirma Gilmar.

Maior corrente do PT insiste na candidatura de Lula

Reunida em São Paulo, a CNB (Construindo um Novo Brasil) —maior corrente do PT— insistiu nesta quinta-feira (10) na reafirmação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. Pelo menos por enquanto.

Segundo participantes, a avaliação é que este não é o momento para discussão de um nome alternativo ao de Lula —preso há mais de um mês em Curitiba, após ser condenado pelo caso do tríplex.

A ideia é manter o cronograma pelo qual a candidatura de Lula seria registrada no dia 15 de agosto, deixando a cargo do ex-presidente a indicação de um substituto, o chamado plano B.

Defensores da candidatura de Lula tiveram o cuidado de usar a expressão neste momento ao afirmar que seu nome está mantido.

Integrantes da CNB também duvidaram da possibilidade de o PT abrir mão de uma candidatura própria em apoio a outro candidato —por exemplo, Ciro Gomes (PDT).

Apesar da aposta no lançamento de um petista para a corrida presidencial, os participantes da reunião têm pregado respeito aos demais candidatos de esquerda, sedimentando pontes para o segundo turno.

Principal risco para o Brasil é agenda econômica mudar após eleições, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que “um grande risco” para o Brasil é uma alteração da política macroeconômica que pode surgir depois das eleições presidenciais deste ano.

“Um risco chave, no entanto, é que a agenda da política pode mudar na sequência das eleições presidenciais de outubro, elevando a volatilidade de mercado e maior incerteza sobre a perspectiva de médio prazo.”

O FMI ressaltou que estima que o Brasil crescerá 2,3% em 2018, graças a condições externas favoráveis e recuperação do consumo privado e investimento. “A melhora da atividade levará a moderada deterioração das contas correntes”, aponta a instituição multilateral. As avaliações do Fundo foram manifestadas no documento Perspectiva Econômica Regional para o Hemisfério Ocidental divulgado nesta sexta-feira  (11).

O FMI espera que a inflação no Brasil deva acelerar gradualmente de 3% na direção do centro da meta em 2019, devido “a política monetária acomodatícia e aumento de preços de alimentos.”

Em relação à gestão das contas públicas, o Fundo apontou que a consolidação fiscal no País continuou em 2017, com melhora da arrecadação de impostos e adiamento de despesas discricionárias. “O atual orçamento implica atuação fiscal expansionista em 2018 e consolidação fiscal começando em 2019, com reduções anuais de gastos do governo de 0,5% do PIB nos próximos 10 anos”, apontou. “A reforma da Previdência Social, que foi adiada devido a desdobramentos políticos, é chave para assegurar tanto a viabilidade do sistema de pensões e sustentabilidade de finanças públicas.”

Dólar avança para R$ 3,60 em semana ruim para emergentes; Bolsa cai 0,75%

A preocupação dos investidores com um aumento adicional de juros nos Estados Unidos provocou alta de 2,2% do dólar nesta semana e levou a moeda americana a fechar cotada em R$ 3,60 nesta sexta-feira (11).

O cenário eleitoral também voltou a pesar, em meio à expectativa pela divulgação de novas pesquisas nos próximos dias, as primeiras após o ex-ministro Joaquim Barbosa desistir de concorrer à Presidência.

O dólar comercial subiu 1,52%, para R$ 3,600. É o maior nível desde 31 de maio de 2016, quando fechou a R$ 3,614. Na semana, a valorização foi de 2,16%, e nas três semanas em que as turbulências internacionais afetaram a moeda, a alta acumulada foi de 5,5%.

​O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 1,28%, para R$ 3,593 —alta de 2,1% na semana e de 5,4% em três semanas.

A Bolsa brasileira fechou em baixa de 0,75%, para 85.220 pontos. O volume financeiro de R$ 13,1 bilhões, ante média diária de R$ 12,4 bilhões em maio.

EUA darão dinheiro a Pyongyang se regime se desfizer de armas nucleares

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou nesta sexta-feira (11), que os Estados Unidos ajudarão economicamente a Coreia do Norte se o regime se desfizer de suas armas nucleares e iniciar o caminho rumo a uma desnuclearização “completa, verificável e irreversível” da península coreana.

“Se a Coreia do Norte tomar medidas valentes para se desnuclearizar rapidamente, os EUA estão dispostos a trabalhar com a Coreia do Norte para conseguir uma prosperidade no nível de nossos amigos sul-coreanos”, disse Pompeo em entrevista coletiva no Departamento de Estado junto à chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha.

Até que haja um acordo, Washington pretende manter uma campanha de “máxima pressão” com sanções sobre a Coreia do Norte, que viu dificultada sua capacidade para fazer negócios com empresas procedentes da China, sua tradicional aliada, algo que acabou por isolar ainda mais economicamente o fechado país.

Perguntada pela imprensa, Kang indicou que a Coreia do Sul quer que as sanções sejam mantidas até que Pyongyang adote medidas “mais amplas e mais concretas”. “Não estamos falando sobre um alívio das sanções neste momento”, destacou.

Redação Dinheirama
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