Agora você confere as principais notícias de 16/11/2017, quinta-feira.

Globo e duas empresas pagaram propina de R$ 49 milhões por Copas, diz Burzaco

A Rede Globo, Televisa e uma terceira empresa entraram em acordo para pagar US$ 15 milhões (R$ 49 milhões) em suborno a Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de Futebol durante três décadas e falecido em 2014, em troca de apoio para a obtenção dos direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030.

A afirmação foi feita pelo empresário argentino Alejandro Burzaco, ex-presidente da empresa Torneos y Competencias nesta quarta-feira, durante depoimento no Tribunal do Brooklin, em Nova York, no julgamento do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Burzaco é testemunha-chave de acusação no maior escândalo de corrupção da história da Fifa.

De acordo com o depoimento, o suborno foi acertado em 2013 durante uma reunião da Fifa, em Zurique, na Suíça. Além dos gigantes da comunicação do México e do Brasil, a terceira companhia envolvida era a Datisa, uma sociedade entre a própria Torneos y Competencias e as empresas Traffic e Full Play. Ainda de acordo com Burzaco, o dinheiro foi depositado em uma conta na Suíça.

Na primeira parte do depoimento, ainda na segunda-feira, Burzaco afirmou que a Rede Globo foi uma das companhias de mídia que pagaram subornos para vencer a concorrência por direitos de transmissão de competições internacionais, como a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.

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Temer recua e reavalia reforma ministerial ampla

Sob pressão dos partidos de sua base aliada, o presidente Michel Temer recuou e vai reavaliar a decisão de fazer uma reforma ministerial ampla no fim desse ano -em que sairiam do governo todos os políticos que disputarão eleições em 2018.

Temer agora estuda fazer substituições pontuais no primeiro escalão nas próximas semanas para contemplar as siglas de sua coalizão, redistribuindo os demais cargos de forma fatiada apenas nos meses seguintes.

O presidente e seu núcleo político preferem fazer uma reforma completa em dezembro, antecipando a exoneração de 17 ministros que vão se candidatar no ano que vem e precisariam deixar o cargo em abril.

Após reação negativa de pelo menos cinco partidos, o presidente passou a considerar novos cenários para fazer em duas etapas as mudanças que serão determinantes na fase final de seu governo.

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Deputados democratas apresentam acusações e pedem impeachment de Trump

Um pequeno grupo de deputados democratas apresentou nesta quarta-feira (15), a terceira iniciativa congressista para abrir um julgamento político – que pode levar a um impeachment – contra o presidente Donald Trump, alegando que “condutas ilegais” mantidas pelo republicano seriam motivo para sua destituição.

A iniciativa, no entanto, não foi respaldada pelo líder democrata na Câmara, que coloca como prioridade do partido neste momento ampliar a visibilidade para as políticas e condutas adotadas pelo republicano, consideradas impopulares e com potencial de causar impacto negativo sobre o governo.

“Um grande número de democratas acredita que este presidente deve sofrer um impeachment”, disse ao site especializado Político o líder da minoria democrata na Câmara, Steny Hoyer. “Mas fizemos a avaliação de que os fatos ainda não permitem tomar essa atitude”, completou.

Redação Dinheirama
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