Agora você confere as principais notícias de 01/03/2018, quinta-feira.

Governador da Bahia compara PF com polícia nazista

Dois dias depois da operação em que foram feitas buscas no apartamento do ex-governador Jaques Wagner (PT), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), comparou a atuação da Polícia Federal com a Gestapo, polícia política que atuou no regime nazista da Alemanha.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (28) em evento de entrega de uma obra de contenção de encostas na periferia de Salvador.

Costa classificou a operação da Polícia Federal como “grande armação para tentar influenciar as eleições” e insinuou a existência de um conluio entre a PF e a TV Bahia, afiliada da TV Globo na Bahia, que pertence à família do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

“O dono da televisão é o mesmo dono de um partido político e arma essas coisas. Infelizmente, erra no horário, e a televisão chega antes da polícia na casa das pessoas e nos locais onde vai ser feita a apuração. […] Isso foi planejado, foi combinado anteriormente”, disse o governador baiano.

Ele fez referência ao fato de uma equipe da TV Bahia ter chegado ao prédio de Jaques Wagner antes dos agentes da Polícia Federal.

Rui Costa ainda comparou a atuação da Polícia Federal com a Gestapo. E criticou “a militância político-partidária de gente que não deveria usar o cargo que tem para fazer ações ilegais”.

“Isso eu me lembro dos livros que li de história da época da polícia fascista alemã, a Gestapo, que era usada como um braço da política. Ou seja, para atender aos interesses de um partido político, se usava agentes daquela polícia, difundindo mentiras, calúnia contra os seus adversários políticos”, afirmou.

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Jungmann anuncia reforço para PF e orçamento de R$ 2,7 bi na Segurança

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta quarta-feira (28), que o orçamento da nova pasta para este ano será de R$ 2,7 bilhões e que os valores não serão contingenciados. Segundo ele, o governo autorizou a realização de concursos públicos para contratação de novos agentes na Polícia Federal (PF) e na Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os concursos devem ser realizados ainda neste ano, com 500 novas vagas para PF e outras 500 para a PRF.

“Conversei com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e teremos contingenciamento zero no Ministério da Segurança”, afirmou.

O ministro anunciou ainda as primeiras ações do Ministério da Segurança Pública, voltadas para a solução de gargalos e que demandavam respostas imediatas. “São ações emergenciais e que serão sequenciadas continuamente”, afirmou. Segundo ele, metas nacionais serão definidas nos próximos meses. “É humanamente impossível falar em metas nacionais com apenas 72 horas à frente do ministério.”

Entre as medidas anunciadas, o ministro disse que o governo vai criar um programa para “comprar” o tempo de folga de agentes da PRF. A ideia é ampliar o contingente de agentes patrulhando rodovias. Os postos de videomonitoramento da PRF serão ampliados dos atuais 30 para 330. Na PF, 20 delegados da PF serão deslocados para a área de combate à corrupção e o número de agentes que atuam na fronteira será duplicado, para 300.

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Bolsa emenda 3º mês no azul

O mercado financeiro brasileiro conseguiu escapar praticamente ileso a um mês marcado por turbulências no exterior e por notícias negativas no front doméstico, entre elas o rebaixamento da nota de crédito do país e a desistência da reforma da Previdência.

A Bolsa brasileira, que refletiu em meados de fevereiro as preocupações internacionais com uma aceleração do ritmo de aumento de juros nos Estados Unidos, melhorou o desempenho nas últimas duas semanas, emendou nove altas seguidas e fechou o terceiro mês no azul.

Nesta quarta-feira (28), o Ibovespa, índice das ações mais negociadas, recuou 1,82%, para 85.353 pontos, sob peso de Vale e diante de cenário de aversão a risco no exterior. Em fevereiro, porém, conseguiu acumular alta de 0,52%.

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Desemprego fica em 12,2% em janeiro

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (28).

Apesar de se manter estável em relação ao trimestre anterior (agosto a outubro), a taxa veio acima do previsto pelos analistas. A mediana das previsões em pesquisa da agência Reuters era de que ficaria em 12% no período.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando registrou 12,6%, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua mensal mostra que a taxa de desocupação ficou 0,4 ponto percentual menor.

Entre novembro de 2017 e janeiro de 2018, o país tinha 12,7 milhões de pessoas desempregadas, contra 12,9 milhões no mesmo período do ano anterior.

Após alcançar 13,6% no trimestre de fevereiro a abril, o desemprego vinha acumulando quedas nos índices de maio a julho (12,8%) e de agosto a outubro (12,2%).

“O índice vinha caindo, mas agora houve essa estabilidade, interrompendo as duas baixas. É um movimento característico de janeiro, quando esse indicador tende a estabilizar ou até a subir”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Sobre o trimestre móvel anterior (outubro a dezembro), que registrou desemprego de 11,8%, houve alta.

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Redação Dinheirama
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