Agora você confere as principais notícias de 04/06/19 terça-feira.

Governo faz acordo com oposição para votar MP do pente-fino no INSS

O governo fez um acordo com a oposição para garantir a votação da medida provisória (MP) que cria um pente-fino nos benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O grupo que compreende Rede (3 senadores), PDT (4), Cidadania (3) e PSB (3) pretendia não dar o quórum de 41 senadores necessário para a votação de medida provisória, que vence às 23h59 na segunda-feira (3).

O PT, com 6 senadores, no entanto, não participou da reunião e promete dificultar a votação.

Além de reclamar do prazo para apreciação, a oposição aponta que a MP prejudica as pessoas mais pobres.

Na versão aprovada na Câmara, o trabalhador rural poderá fazer uma autodeclaração de atividade no campo, cuja veracidade será comprovada por órgãos públicos. Isso valerá apenas até 2023.

Depois, autodeclaração não será mais aceita e o trabalhador rural terá que se inscrever no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para comprovar o tempo de serviço no campo e ter acesso ao benefício.

Pelo acordo feito, o Senado aprovará o texto vindo da Câmara e o governo se comprometeu a, no texto da reforma da Previdência, adotar um gatilho para que, se em cinco anos não forem atingidos 50% de cadastrados, o prazo será automaticamente renovado.

“Compreendemos que o prazo, seja de um ano, seja de cinco anos para transição para o cadastro nacional é insuficiente para um sistema que tem quase 98% de trabalhadores rurais e pescadores ainda sendo convalidados por sindicatos”, disse o líder da Minoria, Randolfe Rodrigues (Rede).

O detalhamento da proposta será negociado entre o senador Alessandro Vieira  (Cidadania) e o INSS e será incluído na reforma da Previdência pelo próprio relator, deputado Samuel Moreira (PSDB), que já foi contatado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

“O gatilho proposto é muito bem-vindo. Este tipo de correção que nós esperamos do Parlamento brasileiro. Não vejo nenhuma dificuldade para ele [o relator] acatar”, afirmou Marinho.

Presidente do BC quer simplificar acesso ao mercado financeiro

Para a administração do Banco Central, o governo brasileiro tem feito muito na área macro e agora precisa avançar na área micro.

“Precisamos simplificar e desburocratizar o acesso aos mercados financeiros para todos, dando um tratamento homogêneo ao capital, independentemente de sua nacionalidade ou se provém de um grande ou de um pequeno investidor”, afirmou na segunda-feira (3), o presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

“Essa é uma importante ação estratégica voltada para o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, com base no livre mercado”, afirmou Campos Neto, em discurso no lançamento da Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK), um conjunto de medidas para estimular o mercado. “O mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo.”

Campos Netos disse que a IMK é um novo grupo de trabalho do governo com o objetivo de “avaliar e propor medidas de aperfeiçoamento regulatório” para reduzir o custo de capital no Brasil; estimular o crescimento da poupança de longo prazo e da eficiência da intermediação financeira e do investimento privado; e desenvolver os mercados de capitais, de seguros e de previdência complementar.

Sob a coordenação do BC, a IMK conta com representantes do Ministério da Economia, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), todos com representantes no evento nesta tarde.

No discurso, o presidente do BC disse que nessa fase de trabalhos, o objetivo é ampliar o campo de atuação das ações para o mercado de capitais. “Além dos assuntos que já vinham sendo tratados, nossos esforços serão voltados à modernização e ampliação do ecossistema de instrumentos de private equity, do mercado imobiliário, de hedge, do mercado de derivativos, além de produtos de seguradoras, entre outros.”

A atuação do IMK, disse o presidente do BC, será guiada por duas premissas. “A primeira delas é a existência de correlação entre o desenvolvimento dos mercados de capitais e o crescimento econômico”, afirmou ele. “A segunda é que a saída do público e a entrada do privado abre espaço para que a modernização dos instrumento de mercado gere efeitos multiplicadores.”

Dólar fecha abaixo de R$ 3,90 pela primeira vez desde abril

O dólar recuou 0,89% nesta segunda-feira (3) e fechou cotado a R$ 3,89, menor patamar desde 15 de abril. A moeda americana se desvalorizou no âmbito internacional após sinalização do Fed (Federal reserve, banco central americano) de um corte de juros estar próximo. As Bolsas globais, no entanto, não despontaram com notícia, com receio de desaceleração global e incertezas quanto à guerra comercial.

Nesta segunda, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse que um corte na taxa de juros americana “pode ser garantido em breve” devido aos riscos econômicos da guerra comercial entre Estados Unidos e China —e, agora, com o México— e da inflação americana.

Também nesta segunda, dados americanos mostram que a atividade industrial no país diminuiu em maio e atingiu o nível mais fraco em mais de dois anos. Dados da indústria europeia também recuaram e, os chineses se mantiveram estáveis.

o Ibovespa, maior índice acionário do país, também fechou estável, a 97.020 pontos. O dia, no entanto, foi volátil, com mínima de 96.429 e máxima de 97.756. O giro financeiro foi de R$ 14,3 bilhões, abaixo da média diária para o mês.

Mercado reduz projeção de crescimento do PIB de 2019 de 1,23% para 1,13%

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 caiu pela 14ª semana consecutiva e passou de 1,23% para 1,13%, conforme o Relatório de Mercado Focus na segunda-feira, 3. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,49%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do Banco Central para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

No Focus desta segunda-feira, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 1,47% para 1,49%. Há um mês, estava em 1,76%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,20% para 56,28%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,40% para 58,55%, ante 58,30% de um mês atrás.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. Segundo o Relatório,  a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 7,25% ao ano, ante 7,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 8,00%, igual ao verificado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,50%, ante 8,00% de um mês antes.

No dia 8 de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, o Banco Central indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manterá a “cautela, serenidade e perseverança” em suas próximas decisões, “inclusive diante de cenários voláteis”.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 7,00%, ante 7,21% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 8,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 passou de 7,75% para 7,50%, ante 7,75% de um mês antes.

Redação Dinheirama
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