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Com economia estagnada, governo quer liberar dinheiro de contas ativas do FGTS e do PIS/Pasep

Com a economia brasileira estagnada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou, os planos do governo de liberar saques de recursos de contas do PIS/Pasep e do FGTS, tanto ativas quanto inativas. “Vamos liberar os saques do PIS/Pasep e FGTS muito em breve, assim que saírem as reformas. Nas próximas três semanas, vamos anunciar muitas coisas”, afirmou.

O ministro disse que as “torneiras” de recursos não podem ser abertas sem mudanças fundamentais para evitar “voo de galinha”. “Na hora que você faz as reformas e libera isso, é como se fosse uma chupeta de bateria, você dá a chupeta com a certeza que o carro vai andar”, comparou.

Segundo Guedes, o desenho para a liberação do PIS/Pasep está pronto, mas o governo decidiu analisar também a autorização de saques do FGTS, o que atrasou o processo. “Cada equipe está examinando isso, não batemos o martelo ainda”, ressalvou.

Apesar do foco ser a reforma da Previdência, o ministro disse que outras medidas estão em andamento, como negociações internacionais e a reforma tributária.

“Estamos a semanas de anunciar o maior acordo comercial recente”, afirmou, em referência às negociações entre o Mercosul e a União Europeia. “A pauta será muito construtiva para frente e Brasil vai retomar o crescimento seguramente.”

Com economia estagnada, Brasil flerta com recessão

O Brasil está flertando com uma nova recessão, embora, oficialmente, o PIB (Produto Interno Bruto) não tenha recuado por dois trimestres consecutivos, critério popularmente usado para definir essa situação nos ciclos econômicos.

A desaceleração do consumo das famílias e a forte contração do investimento privado –revelados pelos dados da economia divulgados na quinta-feira (30) pelo IBGE – somados à recente piora das expectativas em relação ao futuro são sintomas de um ambiente recessivo, segundo analistas.

Alberto Ramos, diretor de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs, escreveu em um relatório nesta manhã que a situação atual já é sentida quase como uma recessão:

“Tecnicamente nós podemos ter evitado mergulhar de volta numa recessão, mas, de alguma forma, se sente quase como uma já que a demanda doméstica final (excluindo o consumo do governo) contraiu por dois trimestres consecutivos (e em três dos últimos quatro trimestres).”

O economista destaca que a renda per capita permanece 9,1% abaixo do nível do começo de 2014, antes do início da última recessão que se estendeu entre o segundo trimestre daquele ano e o último de 2016.

Em relatório, a LCA Consultores também ressalta que, do ponto de vista apenas da demanda doméstica, a economia está em recessão técnica, já que, somados, o consumo das famílias e a chamada formação bruta de capital fixo recuaram por dois trimestres seguidos. Isso não ocorria desde o fim de 2016.

Embora considere a ocorrência de uma recessão técnica para a economia como um todo no primeiro semestre deste ano pouco provável, a consultoria ressalta que, após a divulgação dos dados do primeiro trimestre, as projeções de crescimento próximas a 1% para 2019 já parecem muito otimistas.

As fases de expansão e contração da atividade no Brasil são estabelecidas pelo Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), ligado à Fundação Getúlio Vargas. Os critérios para determinar o início de uma recessão se baseiam no desempenho de uma série de indicadores e não se limitam à regra de dois trimestres consecutivos de queda do PIB.

Em 2014, por exemplo, a atividade econômica recuou no segundo trimestre e cresceu nos dois períodos subsequentes. No entanto, o Codace avaliou que as condições da economia já eram recessivas no período. As decisões do comitê são sempre tomadas olhando para trás, para permitir que as datações sejam feitas com maior precisão.

Por isso, é difícil para os economistas com base em indicadores correntes definirem se o Brasil vive ou não novamente uma recessão. A expectativa é que esse diagnóstico fique mais claro após o fim do segundo trimestre, para o qual o número de indicadores conhecidos ainda é limitado.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a economia brasileira está estagnada e o desempenho da atividade no primeiro trimestre não é novidade —o governo estuda liberar dinheiro de contas ativas do FGTS para impulsionar o consumo.

“A economia está parada, à espera das reformas”, disse Guedes. Ele afirma ver crescimento no segundo trimestre do ano, e ressaltou que, “de julho em diante, o Brasil começa a decolar.”

Bolsa atinge máxima do mês

A queda de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre não freou a alta da Bolsa brasileira nesta quinta-feira (30). Em sua quarta alta consecutiva, o Ibovespa retomou os 97 mil pontos. O dólar se manteve estável, a R$ 3,98.

A retração da economia foi de acordo com a expectativa dos economistas, que previam o percentual de 0,2%. Eles também ponderam que o resultado negativo foi, em grande parte, devido à tragédia de Brumadinho.

No exterior, o viés foi misto com a ​segunda leitura do PIB americano. No primeiro trimestre, os Estados Unidos cresceram 3,1% —na primeira leitura, a taxa estimada era de 3,2%. O resultado atestou o fortalecimento da economia do país, que deve registrar dez anos de expansão em julho, o mais longo período já registrado.

Na quinta, o presidente Donald Trump disse que os EUA estão indo bem nas negociações comerciais e que Pequim deseja firmar um acordo com Washington. Já o vice-ministro das Relações Exteriores adotou outro tom.

“Esse tipo de disputa comercial deliberadamente provocativa é puro terrorismo econômico, chauvinismo econômico, intimidação econômica”, disse Zhang Hanhui.

As declarações de Zhang derrubaram os índices asiáticos. O índice CSI300, que reúne as Bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,62%. A Bolsa japonesa cedeu 0,3% e Hong Kong, 0,44%.

Onyx insinua que Bolsonaro pode deixar o PSL e voltar para o DEM

Em discurso convenção nacional do DEM, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, insinuou na quinta-feira (30), que o presidente Jair Bolsonaro pode voltar para o partido. Bolsonaro se filiou ao PSL no ano passado para disputar a eleição ao Palácio do Planalto, mas em 2005 chegou a integrar as fileiras do PFL, hoje DEM.

“Temos um ex-filiado do PFL, do DEM, que olha para o nosso partido com imenso respeito e com olho de, quem sabe, querer voltar para casa”, afirmou Onyx. Em conversas reservadas, Bolsonaro já reclamou mais de uma vez dos problemas enfrentados no PSL, que tem uma bancada de novatos no Congresso e muitas vezes atua como oposição ao Palácio do Planalto. Interlocutores do presidente já disseram, em outras ocasiões, que ele avalia a possibilidade de deixar o PSL.

Questionado se havia conversado com Bolsonaro sobre o retorno ao DEM, Onyx abriu um sorriso. “Não. É um sonho meu”, respondeu ele. O presidente já trocou várias vezes de partido, desde o início de sua carreira política, nos anos 80.

Em vários momentos da convenção, que ocorreu em Brasília, Onyx ficou com a voz embargada ao discorrer sobre a trajetória do DEM e disse que Bolsonaro – chamado por ele de “capitão” – foi “o escolhido” por Deus para fazer a “transformação” do País e ser o alicerce de uma aliança “liberal-conservadora”.

Redação Dinheirama
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