Agora você confere as principais notícias de 04/02/2019, segunda-feira.

Governo prepara ‘roadshow’ e campanha publicitária para reforma da Previdência

Em estratégia semelhante ao governo anterior, a equipe do presidente Jair Bolsonaro prepara um “roadshow” para apresentar a reforma da previdenciária ao mercado financeiro e o lançamento de uma campanha televisiva para esclarecê-la à população.

A ideia é que os líderes das siglas aliadas ao Palácio do Planalto sejam os primeiros a receber o conteúdo do projeto. Na sequência, o texto da proposta será detalhado em encontros com entidades empresariais, centrais sindicais, veículos de imprensa e partidos políticos.

O lançamento de um “roadshow” e de campanhas televisivas para tentar reduzir as resistências à iniciativa também foram táticas escolhidas pelo ex-presidente Michel Temer quando tentou aprovar no Congresso Nacional mudanças nas regras de aposentadoria.

Apesar do fracasso de Temer, integrantes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, estão confiantes. Eles dizem que a reforma de Bolsonaro irá atacar os privilégios e lembram que já apresentaram medidas para combater fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o que pode diminuir a margem de críticas.

O novo governo deve concluir as medidas de endurecimento nas regras de aposentadoria até meados de fevereiro. Depois disso, as lideranças partidárias na Câmara serão chamadas ao Palácio do Planalto para que o governo apresente a proposta a todos.

Só então é que o texto da reforma da Previdência será encaminhada ao Congresso Nacional, como uma emenda ao projeto enviado por Temer e que já está pronto para ser votado no plenário da Casa. Isso está planejado para a segunda ou terceira semana de fevereiro.

Até balizar a base de apoio na Câmara e os votos favoráveis à reforma, o governo adotará dois movimentos: em Brasília, levará técnicos a reuniões de bancadas e, fora da capital federal, visitará agentes de mercado, entidades da sociedade e representantes de trabalhadores, exaltando a necessidade de aprovação da proposta.

A equipe econômica também marcará uma série de entrevistas para detalhar o assunto. Uma cartilha com os detalhes do projeto também deve ser produzida para municiar com informações a base aliada, dando-lhe argumentos para defender a iniciativa.

Na estratégia política, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, montou um time de ex-parlamentares que está responsável pela articulação no Congresso. A liberação de cargos e emendas para conseguir o apoio necessário é uma das opções, segundo integrantes do governo, que ainda não sabem qual o tamanho da base nas Casas.

O calendário de votação da proposta de reforma da Previdência irá depender da construção dessa base e será acordado com os presidentes da Câmara e do Senado. A ideia é que Bolsonaro já se reúna com os novos presidentes para discutir o assunto assim que voltar a Brasília.

Moro apresenta nesta segunda projeto da Lei Anticrime

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apresenta nesta segunda (4), a governadores e secretários de segurança pública o projeto de Lei Anticrime. A proposta traz medidas para o combate de crimes contra corrupção, crime organizado e crime violento e deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias.

“Na nossa concepção, esses três problemas caminham juntos”, disse o ministro, em vídeo divulgado em redes sociais. Moro definiu o projeto como “simples, mas robusto, com medidas bastante objetivas. É um projeto que interessa a todo o Brasil e a toda sociedade.”

“O crime organizado alimenta a corrupção, que alimenta o crime violento”, disse Moro. “Boa parte dos homicídios estão relacionados à disputa por tráfico de drogas ou dívida de drogas. Por outro lado, a corrupção esvazia os recursos públicos que são necessários para implementar políticas públicas efetivas.”

Moro disse que a corrupção pode envolver empresários em esquemas de pagamentos de propina e extorsão que encarecem contratos, serviços e fornecimento de mercadorias. “A corrupção acaba tendo uma espécie de imposto obscuro”, apontou.

Nos últimos anos, diz o Ministério da Justiça, o Brasil registrou queda acentuada em ranking mundial da corrupção, passando da 46ª posição, em 2001, para a 96ª, em 2017.

Trump afirma que enviar militares à Venezuela ‘é uma opção’

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em entrevista à rede CBS no domingo (3) que enviar tropas militares à Venezuela é “uma opção” e que ele recusou pedidos do chefe de Estado do país, Nicolás Maduro, para uma reunião.

“Certamente é algo que está… É uma opção”, disse Trump sobre o envio de tropas em entrevista ao programa Face the Nation. “Bem, ele [Maduro] requisitou uma reunião e eu recusei, porque já estamos muito longe no processo”.

Outros líderes de países ocidentais têm pressionado o governo Maduro na direção do afastamento do ditador. Também neste domingo a ministra de Assuntos Europeus da França, Nathalie Loiseau, afirmou que o país reconhecerá Juan Guaidó como presidente a menos que Maduro mostre-se ainda hoje aberto a convocar eleições presidenciais.

Seis países da União Europeia —além da França, Alemanha, Espanha, Holanda, Portugal e Reino Unido— haviam dado um ultimato para que Maduro convocasse uma eleição presidencial, com prazo que expira neste domingo. O chefe de Estado venezuelano voltou a propor eleições legislativas antecipadas em resposta a essa pressão, mas não cedeu quando ao pleito para a Presidência.

Em 23 de janeiro, Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, proclamou-se presidente interino da Venezuela e obteve apoio de países como Estados Unidos, Brasil, Colômbia e, nesta semana, do Parlamento Europeu.

Redação Dinheirama
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