Agora você confere as principais notícias de 20/05/19 segunda-feira.

Governo federal recua e decide apoiar evento sobre mudanças climáticas em Salvador

O Ministério do Meio Ambiente voltou atrás e informou que vai apoiar a realização da Convenção das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), marcada para agosto, em Salvador (BA). O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, divulgou no domingo (19), nota oficial sobre a decisão em seu perfil na rede social Twitter.

O evento, entre os dias 19 e 23 de agosto, é um dos que acontecem de forma preparatória antes da Conferência do Clima da ONU (COP 25), marcada para dezembro, em Santiago, no Chile. No ano passado, depois que foi eleito e antes de assumir oficialmente o cargo, o presidente Jair Bolsonaro determinou que o Brasil desistisse de disputar a sede do evento. A justificativa era a de que o País não poderia arcar com os custos da realização do evento, de R$ 500 milhões.

Na época, Bolsonaro declarou ainda ser contra algumas propostas discutidas na conferência que, em sua avaliação, ameaçavam a soberania brasileira sobre a Amazônia, como a suposta criação do corredor de preservação ecológica e cultural Triplo A, área de preservação que iria dos Andes até o Oceano Atlântico, que nunca foi tema da COP.

Depois de desistir de disputar a sede da COP 25, o Ministério do Meio Ambiente mandou a prefeitura de Salvador cancelar a realização do evento preparatório. Ao explicar a decisão, o ministro Ricardo afirmou que “não fazia sentido” o Brasil sediar um encontro para preparar a COP 25, uma vez que a conferência não iria acontecer no País. Salles chegou a dizer que manter o encontro em Salvador seria uma “oportunidade” apenas para a “turma fazer turismo em Salvador” e “comer acarajé”.

Após as declarações de Salles, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse, por meio da rede social Twitter, que a prefeitura da capital baiana tinha todo o interesse em sediar a convenção preparatória, independentemente de o Brasil não sediar a COP 25. A realização do evento havia sido confirmada no ano passado, ainda no governo Michel Temer.

Venezuela coloca soldados para supervisionar racionamento de gasolina

A ditadura de Nicolás Maduro colocou soldados para supervisionar o racionamento de gasolina em postos de combustíveis em várias partes da Venezuela no domingo (19), e o aumento da escassez fez com que motoristas tivessem de esperar até dias em filas para abastecer, gerando protestos em várias partes do país.

A escassez piorou depois que os EUA aumentaram as sanções contra a estatal petrolífera venezuelana, a PDVSA, em janeiro, fazendo com que a exportação de petróleo e a importação de combustíveis sofressem cortes.

Na cidade de San Cristóbal, próxima à fronteira com a Colômbia, soldados da Guarda Nacional Bolivariana com equipamentos antimotim limitaram as vendas de gasolina a 40 litros por veículos —o equivalente a um tanque cheio de um carro popular.

Em protesto, motoristas bloquearam as ruas com barreiras de metal, lixo e galhos de árvores em partes da cidade. Em alguns postos, motoristas disseram que estavam esperando na fila havia dias.

“Como pode um país funcionar assim?”, perguntou Antonio Tamariz, 58, que esperava para abastecer seu caminhão. “Ninguém explicou por que há tantas filas. Acho que o governo está perdendo o controle.”

“Estou fazendo fila desde ontem [sexta]; tenho companheiros que estão há dois dias”, afirmou o professor Edwin Contreras, 36.

O ministro do Petróleo, Manuel Quevedo, disse que a indústria petrolífera do país está sob cerco americano, provocando problemas de fornecimento.

‘Não serei uma marionete’, diz cabeça de chapa que terá Cristina como vice

O pré-candidato kirchnerista à presidência da Argentina, Alberto Fernández – alçado à cabeça de chapa no sábado pela ex-presidente Cristina Kirchner – deu as primeiras declarações no domingo (19), após o anúncio com a promessa de ser independente da madrinha política. Em paralelo, cresceram as especulações sobre uma união do peronismo após as primárias de agosto para fazer frente ao presidente Mauricio Macri.

“Muitos diziam (em 2007, quando foi chefe de gabinete de Cristina no primeiro mandato) que eu a influenciava e agora dizem que sou uma marionete dela”, afirmou Fernández. “Não sou nem uma coisa nem outra.”

O pré-candidato também afirmou que não acredita que Cristina será condenada no julgamento que começa amanhã, na qual é acusada de corrupção e fraude em licitações quando era presidente. “Sei da honestidade dela”, disse o presidenciável.  Cristina tem imunidade por ser senadora e não pode ser presa preventivamente sem autorização de seus pares.

Fernández e Cristina tiveram brigas públicas depois de a presidente romper com o setor agrícola e parte dos meios de comunicação da Argentina ainda no primeiro mandato. No segundo, os dois se distanciaram ainda mais e o ex-chefe de gabinete se aproximou de outro ex-kirchnerista, o ex-prefeito de Tigre Sergio Massa, coordenando sua campanha à presidência em 2015.

O pré-candidato e sua vice se reaproximaram a partir do fim do ano passado. “Num governo, quem toma as decisões é o presidente”, prometeu Fernández, sem deixar de elogiar a companheira de chapa. “Ela é uma figura central na política Argentina. É como você ser o centroavante do time e ter o Messi lhe dando passes para o gol.”

Fernández ainda afirmou que partiu de Cristina a avaliação de que ele seria o nome mais adequado para liderar a chapa kirchnerista. “Para ela, eu sou mais adequado para o momento atual. A Argentina de hoje não é a mesma de quando ela foi eleita”, disse.

Redação Dinheirama
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