Agora você confere as principais notícias de 25/02/2019, segunda-feira.

Guaidó diz que não descarta pedir intervenção militar estrangeira na Venezuela

Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela, jogou mais lenha na fogueira em seu avanço contra a ditadura de Nicolás Maduro, quando no sábado (23) à noite, declarou via redes sociais que: “os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: sugerir à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções para conseguir a libertação desta pátria que luta e seguirá lutando.”

Indagado pelo jornal Folha de São Paulo, em entrevista por telefone, no domingo (24), sobre se estava fazendo referência a uma possível intervenção militar, Guaidó respondeu: “eu quis dizer exatamente isso, que devemos considerar todas as opções. A Constituição venezuelana dá à Assembleia Nacional o direito de solicitar apoio desse tipo. Não é o que buscamos, mas é uma possibilidade que, responsavelmente, não podemos descartar dada a atitude das forças e interesses que sustentam a usurpação na Venezuela.”

Recém-chegado a Bogotá, onde participará, nesta segunda-feira (25), da reunião do Grupo de Lima, com chanceleres e representantes dos países membros —pelo Brasil estará presente o vice-presidente Hamilton Mourão— Guaidó disse não temer como irá voltar à Venezuela.

Afirmou ter entrado na Colômbia com ajuda de militares que apoiam sua causa e que o número deles vem crescendo, e que não teme como será o retorno. Voltou a elogiar os oficiais que aproveitaram a confusão do último sábado para desertar do Exército venezuelano. Cerca de 60 oficiais ficaram na Colômbia.

“Eles fizeram a coisa certa e queria alentar que outros o seguissem. Me disseram que o fizeram por suas famílias e pelo país e terão anistia”. E acrescentou: “Tivemos uma oportunidade única de fazer entrar em nosso país alimentos e remédios de que nossa população tanto precisa, e isso foi impedido, houve feridos e mortos. É uma lástima desperdiçar a oportunidade de um país que precisa dessas coisas. Mas é preciso seguir adiante.”

Indagado sobre o papel do Brasil nas tentativas do sábado, Guaidó respondeu: “O governo do Brasil fez tudo o que pôde apoiando a entrada da ajuda humanitária, e o fez corretamente, sem ingressar no território da Venezuela. Estou muito agradecido. Além disso, o Brasil foi testemunha da repressão brutal que as forças que respondem a Maduro cometeu contra a população venezuelana da fronteira, especialmente contra a população indígena dos Pemón”, disse, referindo-se aos mortos e feridos no enfrentamento. “Estes crimes que estão sendo cometidos pela ditadura são terríveis, não podem e não ficarão impunes.”

Supremo e parlamentares querem limitar atuação da Receita

O vazamento de dados sobre uma investigação tributária envolvendo Gilmar Mendes gerou um movimento entre congressistas e ministros do Supremo Tribunal Federal para discutir um projeto de lei com o objetivo de limitar os poderes de atuação da Receita Federal. Se concretizada, a mudança poderá causar impacto no modo como o Fisco tem cooperado com grandes investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro, a exemplo da Operação Lava Jato.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, ministros do Supremo, durante almoço na semana passada, reprovaram a atuação da Receita, que elaborou relatório apontando possíveis atos de “corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência por parte do ministro Gilmar Mendes e familiares”. Dos 11 ministros, sete estavam no encontro.

O projeto de lei com limites à atuação do Fisco vem sendo discutido em conversas reservadas de ministros do Supremo com parlamentares. A boa interlocução de integrantes da Corte com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), é considerada um dos trunfos para fazer a ideia prosperar.

O descontentamento de setores do Judiciário ficou claro em discurso do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, em evento de posse da diretoria do Sindifisco – entidade que representa os auditores –, na quarta-feira passada.

Em seu discurso, Toffoli disse ser necessário “delimitar” o modo como age a Receita. “Qual seria o nível de detalhamento dessas explorações bancárias e fiscais cometidas pelo Fisco no seu exercício legítimo de fiscalizar?”, questionou o presidente do Supremo. “É extremamente relevante delimitarmos para dar mais segurança para a atuação do Fisco e dos auditores da Receita.”

O presidente do Supremo afirmou ainda que já votou em alguns casos a favor da possibilidade de o Fisco ter acesso ao sigilo bancário dos contribuintes sem autorização da Justiça. No entanto, os auditores presentes entenderam a afirmação como um recado de Toffoli de que poderá mudar de postura.

Trump adia aumento de tarifas sobre produtos chineses, esfriando guerra comercial

O presidente americano, Donald Trump, afirmou em sua conta no Twitter que irá postergar o aumento de tarifas sobre produtos importados da China. Segundo ele, o motivo é o avanço nas negociações entre os dois países.

Trump havia prometido elevar as taxas sobre produtos chineses em 1º de março caso não houvesse um acordo.

Em duas mensagens na rede social, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos e China avançaram nas conversas sobre pontos importantes, incluindo proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia, agricultura, serviços, taxa de câmbio e muitos outros temas.

“Como resultado dessas conversas muito produtivas, eu vou adiar o aumento de tarifas dos Estados Unidos previsto para 1º de março”, escreveu.

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Redação Dinheirama
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