Agora você confere as principais notícias de 04/03/2019, segunda-feira.

Guaidó volta a convocar protestos e vice-presidente promete petróleo por cooperação russa

O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse no domingo (3), que pretende voltar para a Venezuela nesta segunda (4), onde pretende liderar novos protestos contra o chavismo convocados pela oposição. Guaidó está viajando pela América Latina e se encontrando com líderes de nações que o apoiam desde a semana passada.

Em viagem ao Equador, ontem, Guaidó confirmou seu retorno. “Anuncio meu regresso do Equador, país irmão, que hoje também reinicia relações produtivas entre nossos povos, para enfrentar não apenas a crise migratória, mas também o flagelo da corrupção”, disse Guaidó à imprensa após se reunir com o presidente equatoriano Lenín Moreno. “Embora também seja carnaval na Venezuela, hoje temos pouco a comemorar e muito a fazer. Vamos convocar novos protestos.”

Guaidó chegou na tarde de sábado ao Equador para se reunir com Moreno, que expressou seu apoio a uma “profunda transformação” na Venezuela. “Estaremos atentos às coordenadas que marcam o povo venezuelano e você, como seu líder, como o líder desta cruzada de profunda transformação de que precisa o povo venezuelano”, disse Moreno.

Depois de visitar também a Colômbia, o Brasil, o Paraguai e a Argentina, Guaidó disse que “pronunciamentos de presidentes amigos reconhecendo a luta dos venezuelanos são muito importantes” para o país. Ele viajou para a cidade equatoriana de Salinas acompanhado por sua esposa, Fabiana Rosales, e o embaixador nomeado para Quito, René De Sola. Durante sua visita, Guaidó caminhou com Moreno ao longo de um calçadão, onde tirou fotos com algumas pessoas que também passeavam ali.

Guaidó deixou a Venezuela no último dia 22, após a Justiça ter proibido sua saída, para apoiar uma ação de ajuda internacional ao seu país. O presidente Nicolás Maduro afirmou que Guaidó “terá de se entender com a Justiça quando voltar”, e ele pode ser preso por ter desrespeitado a determinação judicial.

Nos últimos dias, Maduro e os principais dirigentes chavistas sugeriram que o líder opositor deveria ser levado à Justiça. No entanto, ninguém pediu abertamente sua prisão e fontes ligadas ao governo ouvidas pelo diário espanhol El País asseguravam que a principal determinação era “evitar cair em provocações”. Tudo indica que o sucessor de Hugo Chávez na Presidência ainda deverá tomar sua decisão após consultar um grupo de colaboradores próximos.

Uma das opções que circulam por Caracas é a de que as autoridades migratórias impeçam seu retorno à Venezuela, condenando-o a uma espécie de exílio. Ele também poderia ser detido, uma vez que é — tecnicamente — um fugitivo. Uma detenção aproximaria seu caso do de Leopoldo López, mentor político de Guaidó e líder de seu partido, o Vontade Popular, detido em 2014.

Vale anuncia nomes para assumir cargos deixados por presidente e diretores da empresa

A Vale anunciou no sábado (2) que o executivo Eduardo de Salles Bartolomeo, atual diretor-executivo de metais básicos da mineradora, assume o cargo de diretor-presidente interino, no lugar de Fabio Schvartsman.

O conselho de administração da companhia se reuniu desde a noite desta sexta-feira (1) após receber do Ministério Público Federal, do Ministério Público de Minas Gerais, da Polícia Federal e da Polícia Civil de Minas a recomendação de afastar 14 profissionais da empresa durante o andamento das investigações sobre a tragédia que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos, após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, no dia 25 de janeiro.

Schvartsman e outros três diretores —Peter Poppinga, diretor-executivo de ferrosos e carvão, Lucio Flávio Gallon Cavalli, diretor de planejamento e desenvolvimento de ferrosos e carvão, e Silmar Magalhães Silva, diretor de operações do corredor sudeste— se afastaram temporariamente dos cargos neste sábado. De acordo com comunicado divulgado pela Vale, os próprios diretores enviaram pedidos de afastamento temporário de suas funções, que foram aceitos pela companhia.

O comunicado da Vale já nomeia outros profissionais para ocupar alguns dos cargos vagos.

Claudio de Oliveira Alves, atual diretor de pelotização e manganês, ocupará interinamente a função de diretor-executivo de ferrosos e carvão, no lugar de Poppinga.

Mark Travers, atual diretor jurídico, de relações institucionais e sustentabilidade de metais básicos, será interinamente o novo diretor-executivo de metais básicos, na vaga deixada após a realocação de Bartolomeo para a presidência.

Na mensagem, a empresa diz que seu “conselho de administração permanece em prontidão, na busca de um relacionamento transparente e produtivo com as autoridades brasileiras visando o esclarecimento dos fatos, a reparação apropriada dos danos e a integridade da empresa e que manterá a sociedade e os mercados informados sobre qualquer fato novo”.

A tragédia em Brumadinho deixou 186 mortos e 122 pessoas estão desaparecidas.

Idade mínima para a aposentadoria já subiu em 55 países

A definição de uma idade mínima na aposentadoria, de 62 anos para mulheres e 65 para homens, como prevê a reforma da Previdência proposta pelo atual governo, é realidade em vários países.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que pelo menos 55 deles aumentaram a idade para pedir o benefício entre os anos de 1995 e 2017.

Na Europa e na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), muitos países estão reformando seus sistemas de seguridade social desde a década de 1990.

No caso dos países emergentes, a reforma no Chile, na década de 1980, acabou servindo de modelo para diversos países na América Latina e para nações em desenvolvimento, afirmaram os pesquisadores Rogério Nagamine e Otávio Sidone.

O levantamento mostra que há tentativas de estabelecer uma idade mínima no Brasil desde a década de 1990.

As tentativas, frustradas, ocorreram nos governos FHC, Lula, Dilma e Temer. Os pesquisadores do Ipea afirmam que dados da Fiap (Federação Internacional dos Administradores de Fundos de Pensão) mostram que, entre 1995 e 2017, pelo menos 76 países aumentaram a taxa de contribuição previdenciária.

Além disso, 55 elevaram a idade de aposentadoria e 60 ajustaram a fórmula de cálculo dos benefícios, reduzindo o valor pago aos segurados.

Na proposta do governo, a aposentadoria vai exigir, além da idade mínima, 20 anos de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O valor do benefício será igual a 60% média salarial do segurado, mais 2% para cada ano de contribuição acima dos 20 anos mínimos. Dessa forma, para ter a aposentadoria integral, será preciso ter contribuído por pelo menos 40 anos para a Previdência.

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Redação Dinheirama
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