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Guedes diz que é possível consertar decisão ‘não muito razoável’ de Bolsonaro na economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no sábado (13) que é possível reverter decisão “não muito razoável” de Jair Bolsonaro e que o presidente deveria estar preocupado com “efeitos políticos” ao interferir nos preços do diesel da Petrobras.

“Acho que o presidente tem muitas virtudes, fez muita coisa acertada e ele já disse que não conhece muito economia. Então se ele, eventualmente, fizer alguma coisa que não seja muito razoável, tenho certeza que conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo”, afirmou Guedes em Washington, após participar de reuniões com autoridades no FMI (Fundo Monetário Internacional).

O ministro lembrou que Bolsonaro já disse reiteradas vezes que não conhece muito de economia e admitiu que a ação do Planalto sobre os preços do combustível refletiu de maneira negativa no mercado financeiro.

Segundo o chefe da equipe econômica, a preocupação do presidente pode ter sido a ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros, que gerou uma crise de abastecimento no Brasil em maio do ano passado.

“O presidente já disse para vocês que ele não era um especialista em economia, então é possível que alguma coisa tenha acontecido lá. Ele, ao mesmo tempo, é preocupado com efeitos políticos, estavam falando em greve de caminhoneiro, esse tipo de coisa, então é possível que ele esteja tentando manobrar com isso”,

Questionado por jornalistas sobre o fato de o governo ter cedido tão rápido à pressão política e à ameaça de uma nova greve de caminhoneiros, Guedes disse que concordava com as preocupações dos repórteres.

Deputada federal do PSL afirma que foi ameaçada por ministro do Turismo

A deputada federal Alê Silva (PSL) acusou no sábado (13), o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, presidente da legenda em Minas Gerais, de tê-la ameaçado de morte e também de prometer acabar com sua carreira política. A parlamentar conta que soube, na última quarta-feira (10), que ele teria afirmado a alguns parlamentares do PSL que “iria usar de toda a sua influência como ministro e dentro do próprio partido para acabar com ela”.  O ministro nega as acusações.

A parlamentar não apresentou provas das possíveis ameaças e disse que foi informada também por interlocutores que Marcelo Álvaro estaria com “ódio mortal” dela após descobrir que foi a congressista que havia passado as informações sobre candidaturas laranjas ao Ministério Público, por meio de uma associação. “O ódio dele está tão evidente que ele não me chama pelo apelido – Alê –, mas sim pelo meu nome, Alessandra. Isso foi observado por um dos que participaram da reunião”, conta a deputada. Reportagem do jornal Folha de São Paulo revelou no sábado (13), que ela prestou depoimento espontâneo à Policia Federal na última semana.

Fontes da PF também informam que a deputada não apresentou gravações para comprovar as ameaças. E ressaltam que ela não estava na reunião em que Álvaro Antônio teria feito as afirmações. Mas, embora a deputada não estivesse presente na conversa em que diz que o ministro a ameaçou, a PF entende que é preciso avaliar o contexto das acusações que cercam Álvaro Antônio. Se fosse um fato isolado o peso da acusação seria um, mas como o ministro está no foco de uma investigação o peso do depoimento dela é outro.

Colômbia recebe US$ 31,5 mi para ajudar migrantes venezuelanos

A Colômbia receberá US$ 31,5 mi, cerca de R$ 122 mi, como apoio aos seus esforços para atender imigrantes venezuelanos e por dar apoio às comunidades acolhidas, conforme anunciou o Banco Mundial, responsável pela doação.

O Mecanismo Global de Financiamento Concessional (GCFF) integra um plano de desenvolvimento de US$ 750 mi que o Banco Mundial está preparando para contribuir com a “sustentabilidade fiscal, competitividade e migração na Colômbia”, afirma por meio de nota.

Nos últimos anos, cerca de 3,7 mi de venezuelanos deixaram seu país, dos quais 1,2 milhão vive atualmente em território colombiano, ainda segundo o Banco Mundial.

“Esses recursos não reembolsáveis ajudarão a financiar o esforço fiscal significativo que a Colômbia está fazendo para acolher e ajudar os venezuelanos da melhor maneira possível”, disse o ministro das Finanças da Colômbia, Alberto Carrasquilla, em comunicado.

Em um fórum em Washington sobre o êxodo venezuelano, Carrasquilla estimou que a Colômbia gaste entre 0,5 e 0,8% de seu PIB anualmente para remediar a crise.

A Venezuela, que vive escassez de alimentos e medicamentos, colapso do sistema de água e eletricidade, e uma queda acentuada na produção de petróleo, sofrerá neste ano uma contração de 25% do PIB (acumulado de 61% desde 2013), hiperinflação de 10.000.000% e desemprego de 44,3%, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas na terça-feira (9).

Redação Dinheirama
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