Agora você confere as principais notícias de 04/04/19 quinta-feira.

Durante audiência no Congresso Paulo Guedes defende reforma da Previdência

O ministro Paulo Guedes (Economia) travou, mais uma vez, um embate com deputados durante audiência pública no Congresso, na quarta-feira (3).

Ao dizer que quem é contrário à reforma da Previdência tem que ser internado, Guedes protagonizou mais uma discussão com oposicionistas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que deve votar até meados de abril a proposta que endurece as regras de aposentadorias e pensões.

“Quem acha que [a reforma da Previdência] não é necessária é um problema sério. É caso de internamento. Tem que internar.”

A oposição reagiu imediatamente, alegando que a internação não seria democrática.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) gritou: “É doente mesmo!”

Guedes teve de baixar o tom.

“Eu não estou dizendo que precisa internar quem não aprovar essa reforma [enviada pelo presidente Bolsonaro]. Tem que internar quem não entender que precisa haver uma reforma”.

Mas isso não foi suficiente. A confusão não foi amenizada e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL), ameaçou encerrar a sessão.

Empresários, sindicatos, bancos e religiosos se unem para defender STF

Mais de 100 lideranças das áreas sindical, empresarial, jurídica, estudantil, religiosa e de bancos apresentaram na quarta (3), um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto, as lideranças dizem ser “inadmissíveis” os ataques e discursos de “ódio e violência” contra o Supremo e que a democracia não permite “retrocessos institucionais”.

Um dos organizadores do manifesto é o líder do partido Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, além do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O documento tem também a assinatura do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner e o presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), Robson Rodovalho.

Também assinam lideranças como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf; o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano de Azevedo Marques Neto; a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mariana Dias; o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, e os presidentes das seis maiores centrais sindicais do Brasil assinam o manifesto junto com outras dezenas de representantes de sindicatos e entidades patronais.

Bolsa não reage positivamente a Guedes na CCJ

O mercado reagiu mal a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara na quarta-feira (3). A Bolsa, que vinha em alta até o começo da tarde, virou e fechou em queda. O dólar também inverteu o sinal e encerrou em alta após quatro pregões de baixa.

Durante a sessão, Guedes entrou em um bate-boca com a oposição, levando o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL), a pedir decoro de ambas as partes. A tensão da audiência é um fator preocupante para o mercado, já que o ministro é o principal articulador da reforma no congresso.

Outro receio é que a reforma aprovada seja muito desidratada. O ministro sinalizou que o BPC (benefício pago a idosos carentes) pode ser opcional e que o sistema de capitalização não será lançado caso a economia projetada seja de apenas R$ 500 bilhões.

A mudança no BPC já havia sido discutida na véspera pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho.

A proposta inicial de reforma prevê economia de R$ 1,1 trilhão em dez anos, mas desde que cresceu o atrito entre o governo Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o mercado passou a questionar a viabilidade de economia tão significativa. A Bolsa saiu dos 100 mil pontos e recuou à mínima de 91 mil pontos.

Foi o bate-boca entre os dois políticos, que elevou a tensão entre o Executivo e o Congresso, que fez Guedes adiar em uma semana sua sabatina na CCJ. Naquele dia, o mercado minimizou a ausência por considerar que os atritos do ministro com parlamentares seriam ainda maiores.

Nesta quarta, o Ibovespa, principal índice acionário do país, encerrou o pregão em queda de 0,93%, a 94.491 pontos. Na máxima, a Bolsa atingiu 96.442 pontos; a mínima foi de 94.124 pontos. O giro financeiro caiu para R$ 14 bilhões, abaixo da média do ano.

O dólar também reagiu à incerteza com a reforma e avançou 0,54%, cotado a R$ 3,8790.

Donald Trump ironiza Joe Biden por acusações de assédio

O presidente Donald Trump ridicularizou o ex-vice-presidente Joe Biden por causa das acusações de que ele “tocou mulheres de forma inadequada”. “Eu ia dizer: ‘Bem-vindo ao mundo, Joe. Você está se divertindo, Joe? ”, afirmou Trump, em uma prévia dos ataques que Biden pode enfrentar se ele se lançar candidato à disputa presidencial de 2020.

Durante um discurso em uma campanha de arrecadação de fundos para o Comitê Republicano Nacional do Congresso, Trump contou uma conversa que teve com um general. “Eu disse: ‘General, me dê um beijo’. Eu me senti como Joe Biden. Mas eu quis mesmo dizer isso”, afirmou Trump, provocando risos da multidão.

Em outro ponto de seus comentários, Trump mencionou a corrida para a Casa Branca em 2020 e disse que o único candidato democrata que não é socialista está “sendo bem cuidado pelos socialistas” – um aceno às alegações não comprovadas de alguns defensores de Biden de que as acusações recentes contra ele estão sendo impulsionadas por seus rivais políticos, a maioria da ala mais à esquerda do Partido Democrata, como Bernie Sanders.

Ao menos 12 mulheres acusaram Trump de má conduta sexual. A acusação mais recente veio em fevereiro, quando Alva Johnson, ex-membro da campanha presidencial de Trump, disse que Trump a beijou contra sua vontade em 2016. Trump negou todas as acusações contra ele.

As ironias  de Trump são um sinal do perigo político para Biden no momento em que ele se aproxima de um anúncio sobre uma potencial candidatura presidencial em 2020. O ex-vice-presidente há muito é conhecido por seu estilo físico, mas a adequação de seu comportamento em relação às mulheres está cada vez mais sob escrutínio.

Redação Dinheirama
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