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Guedes rejeita deixar militares para 2ª fase da reforma da Previdência

As divergências dentro do governo envolvendo a aposentadoria dos militares ganharam um novo capítulo ontem, no Fórum Econômico Mundial. Em Davos, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, reforçou a ideia de que as Forças Armadas ficariam para uma segunda etapa da reforma. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que “se não for simultâneo, fica estranho”.

A equipe econômica quer que todo o processo seja consumado de uma só vez. O ministro foi aconselhado durante o evento na Suíça a não deixar os militares de fora da reforma da Previdência porque poderia colocar em risco a aprovação no Congresso. O ex-presidente Michel Temer já enfrentou fortes críticas por ter excluído os militares das mudanças. “Os militares são patriotas. Gostam dessa ideia de liderar pelo exemplo”, afirmou Guedes.

Na véspera, em almoço fechado para investidores internacionais, o presidente Jair Bolsonaro também havia dado essa a indicação, ainda que de forma mais sutil, de que os militares também passarão por mudanças de regras. Segundo um participante do encontro, ele se mostrou otimista com a aprovação da proposta pelos parlamentares, mas ponderou que é preciso “ir com calma”. “Ele quis dizer que em algumas áreas, que todos sabem quais são, é preciso ter cuidado e, com isso, ficou muito claro que essas áreas serão incluídas na reforma”, disse uma fonte que participou do encontro.

A alegação de Bolsonaro para que não haja pressa foi ilustrada como um caso médico em que não se pode errar na dose de um remédio que poderia acabar por matar o paciente. No Brasil, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, também foi pela mesma linha. Ele sugeriu que o endurecimento nas regras para os militares seja enviado entre as duas votações da proposta de emenda à Constituição que mexerá nas regras para os segurados do INSS e os servidores públicos. “A nossa é mais fácil de ser aprovada. De repente, é aprovada a dos militares e não é aprovada a dos outros”, afirmou o general.

Em Davos, Heleno, revelou que já é antiga a ideia de incluir os militares nas alterações das normas para aposentadoria. Disse, no entanto, que isso ocorreria apenas em uma segunda etapa. “Estamos de acordo com isso. Já está acertado há muito tempo”, afirmou, argumentando que a separação se daria porque os oficiais fazem parte de um regime diferente do da Previdência Social. E previu muita negociação em torno do caso.

Recibos de ações da Vale fecham em queda de 8% em NY após rompimento de barragem

Os recibos de ações (ADRs) da mineradora Vale despencaram na Bolsa de Nova York na sexta-feira (25), reflexo do rompimento de barragem da companhia em Brumadinho, em Minas Gerais.

Os papéis fecharam em baixa de 8%, a US$ 13,66. Na mínima da sessão, os recibos de ações chegaram a perder 12%. As Bolsas americanas encerrou em alta, enquanto a brasileira está fechada devido ao feriado de aniversário da cidade de São Paulo.

A barragem que se rompeu em Brumadinho faz parte do complexo Paraopeba, que produziu 7,3 milhões de toneladas de minério do terceiro trimestre de 2018, dado mais recente divulgado pela companhia. O volume representa 7% da produção total de minério de ferro da Vale no período.

A operação da Mina Córrego do Feijão, dentro do complexo, tem três barragens. No começo da noite, a Vale afirmou que apenas uma delas se rompeu e a segunda, de proteção, transbordou.

O rompimento ocorreu na Barragem 1, utilizada para disposição de rejeitos, mas desativada desde 2014. Foi construída em 1976, com volume de 12,7 milhões de m³.

A Barragem 6 foi construída em 1998, e é usada “para recirculação de água da planta e contenção de rejeitos em eventos de emergência”, diz a companhia em seu site. Tinha 1 milhão de m³ de volume.

A Barragem Menezes 2, ainda na Mina Córrego do Feijão, tem um volume de aproximadamente 290 mil m³ e era utilizada para a contenção de sedimentos e clarificação do efluente final.

Quando houve o rompimento da barragem de Mariana, também em Minas Gerais, em novembro de 2015, os papéis da mineradora recuaram por quatro pregões consecutivos. À época, o recibo de ação era negociado ao redor de US$ 4 por ação. A Vale é uma das acionistas da Samarco, responsável pela tragédia de Mariana.

Desde então, a companhia passou por uma reestruturação societária que resultou na migração da empresa para o Novo Mercado da B3.

Em vitória democrata, Trump aceita assinar lei para encerrar paralisação

No que pode ser considerada uma vitória democrata, o presidente Donald Trump aceitou nesta sexta-feira (25) assinar uma lei que permite financiar o governo federal por três semanas sem qualquer recurso para a construção do muro que o republicano quer erguer na fronteira com o México.

“Chegamos a um acordo para reabrir o governo”, afirmou o presidente na tarde desta sexta, no jardim da Casa Branca.

O presidente lembrou que tinha a opção de declarar emergência nacional, “mas não quis usar desta vez”. “Espero que seja desnecessário”, afirmou.

No pronunciamento, ele agradeceu à população americana e afirmou que vai assegurar que os funcionários que trabalharam sem remuneração recebam seu pagamento.

Trump disse ter instruído o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, a colocar em votação na Casa a lei pactuada com os democratas.

A lei não inclui dinheiro para o muro que Trump quer construir na fronteira com o México. O republicano exige US$ 5,7 bilhões (R$ 21,5 bilhões) para a obra.

O muro foi justamente o motivo do impasse que provocou a mais longa paralisação parcial do governo americano, com 35 dias. O presidente se recusava a assinar qualquer medida que não tivesse dinheiro para a obra, e os democratas rejeitavam negociar o assunto enquanto o governo estivesse fechado.

Segundo o presidente, as negociações em torno do muro continuam pelas próximas três semanas. Se os dois lados não chegarem a um acordo “justo” sobre o financiamento à obra, Trump disse que o governo vai fechar novamente após 15 de fevereiro ou que ele pode usar os poderes que possui para declarar emergência nacional.

A medida, controversa, possivelmente seria questionada na Justiça.

“Nenhum plano de segurança de fronteira pode funcionar sem uma barreira física. Simplesmente não funciona”, afirmou o presidente, que, durante a campanha eleitoral, prometeu que o México pagaria pelo muro.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse esperar que a legislação bilateral seja assinada por Trump ainda na sexta (25).

Redação Dinheirama
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