Agora você confere as principais notícias de 14/05/19 terça-feira.

Guerra comercial faz Bolsa despencar ao menor nível em 4 meses

A tensão que afeta os mercados internacionais provocada pelo impasse comercial Estados Unidos e China atingiu em cheio o Ibovespa, que perdeu o patamar dos 92 mil pontos nesta segunda-feira (13). O principal índice de ações do País registrou forte queda de 2,69%, fechando aos 91.726,54 pontos.

É o menor nível da Bolsa em quatro meses (em 7 de janeiro, o índice fechou aos 91.699,05 pontos). À exceção dos papéis da Via Varejo e da BRF, todas as ações que fazem parte do Ibovespa terminaram o dia no vermelho.

No mercado de câmbio, o real chegou a superar a marca dos R$ 4 pela manhã, mas se recuperou e acabou o pregão negociado a R$ 3,9795, em alta de 0,87%.

Depois que os EUA ampliaram as tarifas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o gigante asiático elevou as tarifas de US$ 60 bilhões em produtos americanos. O cenário de aversão ao risco coincide com uma agenda esvaziada no mercado doméstico, com os investidores à espera de novidades sobre a tramitação da reforma da Previdência.

Em relatório divulgado nesta segunda, a agência de classificação de risco Moody’s disse que as economias de mercados emergentes enfrentam um cenário de menor crescimento da economia mundial. “O estresse macroeconômico sobre os negócios variará de acordo com a região, país e indústria”, disse a diretora-gerente da Moody’s Marianna Waltz.

De acordo com ela, as tendências de consumo na América Latina irão refletir “as condições econômicas de cada país, o desenvolvimento de projetos de infraestrutura será lento e a demanda por imóveis refletirá, em grande escala, a saúde das economias locais em 2019 e 2020”.

Explicações de Flávio Bolsonaro sobre extrato bancário não se sustentam

Filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL) apresentou versões sem sustentação ao falar de duas transações imobiliárias e sobre a investigação contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz, policial militar aposentado que era uma espécie de chefe de gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio

O extrato bancário do senador não foi exposto na televisão e ele também não comprou duas quitinetes em Copacabana com proprietários “loucos para vender”, como disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo divulgada neste domingo (12).

“Por que estão querendo agora pedir autorização para quebrar meu sigilo bancário, se meu extrato já apareceu na televisão? Eles [promotores] querem requentar uma informação que eles conseguiram de forma ilegal, inconstitucional”, disse o senador, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Flávio se refere a um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do governo federal, que apontou duas movimentações atípicas na sua conta bancária. O documento foi revelado pela TV Globo em janeiro.

Neste episódio, tanto não houve divulgação de extrato bancário como as comunicações do Coaf não podem ser consideradas quebra de sigilo bancário.

Conforme as decisões da Justiça até agora, a mera solicitação de manifestação do Coaf não constitui “necessariamente risco de obtenção de informações protegidas por sigilo fiscal e, portanto, independente de prévia autorização judicial”, como apontou julgamento em 2017 no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Mercado reduz previsão do PIB pela 11ª semana seguida

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 recuou pelo 11.ª semana consecutiva e passou de 1,49% para 1,45%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (13).

Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 1,95%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava em 2,58%.  A projeção do Banco Central (BC) para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,0%. Esse porcentual foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.

A projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 1,76% para 1,70%. Há um mês, estava em 2,30%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram previsão para o IPCA (índice oficial de preços) em 2019, em alta de 4,04%. Há um mês, estava em 4,06%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%, enquanto 2021 e 2022 seguiram em 3,75%.

As projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020 também foram mantidas. A previsão seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 7,50% ao ano, igual a quatro semanas atrás.

Rússia espalha fake news para influenciar eleições europeias, dizem investigadores

Menos de duas semanas antes das importantes eleições para o Parlamento Europeu, inúmeros sites e contas de redes sociais ligadas à Rússia ou a grupos de extrema direita estão disseminando a desinformação, encorajando discórdia e ampliando a desconfiança nos partidos de centro que governam há décadas.

Investigadores da União Europeia, acadêmicos e grupos de defesa dizem que os novos esforços de desinformação compartilham muitas das mesmas “impressões digitais” ou táticas usadas nos ataques russos anteriores, incluindo a interferência do Kremlin na campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016.

Os sites marginais de comentários políticos na Itália, por exemplo, têm as mesmas assinaturas eletrônicas dos sites pró-Kremlin, enquanto alguns grupos políticos alemães dividem os mesmos servidores usados pelos hackers russos que atacaram o Comitê Nacional Democrata dos EUA.

Investigadores da União Europeia, acadêmicos e grupos de defesa dizem que os novos esforços de desinformação compartilham muitas das mesmas “impressões digitais” ou táticas usadas nos ataques russos anteriores, incluindo a interferência do Kremlin na campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016.

A atividade oferece novas evidências de que, apesar das acusações, expulsões e recriminações, a Rússia permanece resoluta em sua campanha para ampliar as divisões políticas e enfraquecer as instituições ocidentais. Além da Rússia, dizem os pesquisadores, numerosos imitadores frequentemente repetem os pontos de discussão do Kremlin, tornando difícil discernir as divisões entre a propaganda russa, a desinformação de extrema-direita e o genuíno debate político.

“O objetivo aqui é maior do que qualquer eleição”, disse Daniel Jones, ex-analista do FBI e investigador do Senado, cujo grupo sem fins lucrativos, Advance Democracy, recentemente indicou vários sites suspeitos e contas de mídia social a autoridades policiais. “É um divisionismo constante, aumento da desconfiança e solapamento de nossa fé nas instituições e na própria democracia. Eles estão trabalhando para destruir tudo o que foi construído após a 2.ª Guerra.”

Redação Dinheirama
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