Agora você confere as principais notícias de 24/10/2018, quarta-feira.

Pesquisa Ibope mostra que distância de Bolsonaro para Haddad diminuiu

Levantamento do Ibope sobre o segundo turno das eleições presidenciais mostra Jair Bolsonaro (PSL) novamente à frente de Fernando Haddad (PT). O deputado conta com 57% dos votos válidos, enquanto o petista tem o apoio de 43% dos consultados na pesquisa divulgada nesta terça-feira (23).

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, mostra manutenção da vantagem do presidenciável do PSL sobre o petista.

Pesquisa anterior do Ibope, divulgada em 15 de outubro, mostrou Bolsonaro com 59% dos votos válidos e Haddad, com 41%. No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e Haddad, 29%.

Levando em conta o eleitorado total, Bolsonaro aparece à frente por 50% a 37%. Há ainda 10% que hoje pretendem anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder.

A pesquisa de intenção de votos é a primeira a sair após reportagem do jornal Folha de São Paulo mostrar que empresas estavam interferindo nas eleições ao comprar pacotes de disparos de mensagens contra o PT no WhatsApp. ​

A pesquisa do Ibope também mostrou movimentos de queda da rejeição a Haddad e crescimento no caso do militar.

Em relação ao petista, 41% dos entrevistados responderam que não o escolheriam em nenhuma hipótese. No levantamento anterior, 47% haviam dado essa resposta.

Sobre Bolsonaro, 40% afirmaram que não o escolheriam sob hipótese alguma (antes eram 35%), enquanto 41% disseram que certamente votariam nele (na semana passada eram 37%).

A sondagem do Ibope, de âmbito nacional, ouviu 3.010 eleitores entre os dias 21 e 23 de outubro. A margem de erro da pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o levantamento tem o registro BR‐07272/2018 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Leia também: Bolsonaro diz que se for presidente pegará país “destroçado” pelo PT

Após críticas de Haddad, Mourão afirma que vai processar artista que o acusou de ser torturador

O general da reserva Hamilton Mourão, vice na chapa do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse que vai processar o cantor e compositor Geraldo Azevedo que o acusou em um show no fim de semana de torturá-lo durante o regime militar. Ao Estado, Mourão afirmou que em 1969, ano em que o artista esteve preso pela primeira vez, ainda não tinha ingressado no Exército.

Procurado pela reportagem na manhã desta terça-feira, Azevedo negou que o candidato a vice na chapa de Bolsonaro estivesse entre os militares que o torturaram quando ele foi preso, em 1969 e em 1974. Nesta terça (23), o candidato do PT, Fernando Haddad, acusou Mourão de ter sido torturador durante a ditadura brasileira.

“É uma coisa tão mentirosa”, disse Mourão. “Ele me acusa de tê-lo torturado em 1969. Eu era aluno do Colégio Militar em Porto Alegre e tinha 16 anos”, afirmou o general da reserva. “Cabe processo.” Hamilton Mourão entrou em 1972 na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde, em 12 de dezembro de 1975, foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. É filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão.

O músico pernambucano teria feito as declarações durante um show em Jacobina, na Bahia, no sábado (20). “Olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá”, afirmou Azevedo. De acordo com sua biografia, Geraldo Azevedo foi preso em 1969 com a esposa durante a ditadura militar, sendo torturado por 41 dias.

Em nota, o artista pediu desculpa “pelo transtorno causado pelo equívoco e reafirmou sua opinião de que não há espaço no Brasil de hoje para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e cerceia a liberdade de imprensa”.

Pessimismo se espalha no exterior, derruba Bolsas e faz dólar voltar a subir

O mercado doméstico brasileiro não conseguiu passar incólume ao dia negativo do exterior e, nesta terça-feira (23), Bolsa brasileira recuou. O dólar voltou a subir, mas conseguiu se manter abaixo do patamar de R$ 3,70.

A moeda americana terminou o dia em alta de 0,24%, a R$ 3,6970. No exterior, o dia foi negativo para emergentes. De 24 divisas, o dólar ganhou força sobre 16.

Já a Bolsa brasileira recuou 0,34%, a 85.300 pontos, contagiada pelo exterior negativo. As perdas arrefeceram ao longo do dia, conforme os mercados americanos também reagiam.

Entre as principais perdas estiveram Vale e Petrobras, as duas companhias que ajudaram a sustentar a valorização do Ibovespa na véspera.

No cenário externo, investidores seguem preocupados com a desaceleração chinesa, a crise orçamentária da Itália e a dificuldade de um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit) e, por fim, com os rumos da economia americana.

Os principais índices asiáticos, europeus e americanos fecharam em queda nesta terça.

“No exterior, persistem muitas dúvidas sobre as reações da Itália e União Europeia por conta do orçamento deficitário de 2019. O primeiro ministro Conte disse não existir plano “B” e que está ansioso para reunião com a União Europeia para explicar”, escreveu Alvaro Bandeira, da Modalmais.

No mercado doméstico, o noticiário político foi um pouco mais esvaziado. Investidores seguem atentos à movimentação da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) em prol da formação de maioria no Congresso, caso seja eleito.

O principal movimento recente é a articulação com o DEM, partido do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que pode ser reconduzido ao posto.

‘Assassinato político’ de jornalista saudita foi planejado dias antes, diz Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, revelou nesta terça-feira (23), detalhes sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, um caso que tem prejudicado a imagem da Arábia Saudita. Em um discurso no Parlamento em Ancara, três semanas depois que ele desapareceu ao entrar no consulado saudita em Istambul, Erdogan disse que as câmeras da sede diplomática haviam sido desativadas e que a operação para matar Khashoggi foi planejada dias antes. Além disso, afirmou que um time de 15 pessoas entrou no prédio no dia da morte do jornalista.

Erdogan pediu uma “comissão de investigação independente” sobre o caso. Além disso, pediu que os 18 suspeitos sauditas de envolvimento na morte de Khashoggi sejam julgados em Istambul e que “todos os que desempenharam um papel” na operação sejam punidos. O presidente questionou ainda onde estaria o corpo do jornalista, que não foi encontrado, e quem deu as ordens para matá-lo.

O líder turco disse também que o sistema de vigilância por câmeras do consulado saudita foi desativado antes da morte de Khashoggi. “Antes, (os sauditas envolvidos) removeram o disco rígido do sistema”, afirmou ele. “Foi um assassinato político.”

“Desde o início, a linha do nosso presidente é clara: não haverá nenhum segredo sobre este caso”, declarou na segunda-feira o porta-voz da presidência turca, Ibrahim Kalin. Ele insistiu, contudo, na necessidade de preservar as relações entre Ancara e Riad. “A Arábia Saudita é um país importante para nós. É um país irmão e amigo. Temos muitas associações e não queremos que elas sejam prejudicadas.”

Os turcos questionaram rapidamente a versão oficial das autoridades sauditas, segundo as quais Khashoggi havia saído do consulado. O ministro saudita das Relações Exteriores, Adel al-Jubeir, afirmou nesta terça que medidas serão adotadas para que uma morte como a de Khashoggi nunca volte a acontecer, e prometeu uma investigação “exaustiva e completa”.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários