Agora você confere as principais notícias de 14/10/2018, domingo.

Cotado para Casa Civil de Bolsonaro questiona déficit da Previdência

Cotado para ser o ministro-chefe da Casa Civil de um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM) defende uma reforma da Previdência que inclua um sistema de contas individuais.

Ele, porém, diz que o atual regime vai bem e duvida que o buraco nas contas exista.

As opiniões do deputado, opostas às de boa parte dos especialistas, foram dadas durante o primeiro semestre de 2017 em comissões sobre a reforma da Previdência do governo Michel Temer ou no plenário da Câmara.

Elas complementam as afirmações feitas na semana passada, de que a proposta de Temer é uma “porcaria” e não tem chance de ser encaminhada neste ano. Lorenzoni é o coordenador político de campanha de Bolsonaro.

Em 2017, o deputado já qualificava a reforma de Temer como “medíocre, pouco inteligente e insuficiente” e dizia que teria sido desenhada pelo governo com o objetivo de “fazer caixa”.

Procurado, Lorenzoni disse à Folha que a proposta de Temer “não é ruim, é muito ruim”.

“Existem várias [sugestões de reforma] que serão discutidas a partir do dia 28 e durante o período de transição”, afirmou.

As declarações ganham relevância porque Lorenzoni pode ser, como ministro, personagem cujas atribuições incluem assessorar o presidente, em especial no relacionamento com o Congresso.

Serão deputados e senadores os responsáveis por aprovar uma reforma.

Assim, se o seu pronunciamento mais recente causou desconforto, as falas feitas há pouco mais de um ano são ainda mais polêmicas.

Economistas e analistas do mercado apostam em um viés mais liberal de um eventual governo Bolsonaro para colocar ordem nas finanças públicas e encaminhar o que eles consideram crucial neste contexto.

Eles esperam uma reforma da Previdência mais dura, que estabeleça idade mínima mais alta, eleve o tempo de contribuição para obter o benefício, ataque privilégios e o mais importante: seja encaminhada com celeridade.

Lorenzoni claramente pensa diferente.

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Paulo Guedes sugere criar ‘superconselho’ econômico

Coordenador do programa econômico de Jair Bolsonaro (PSL) e fiador de seu programa liberal, o economista Paulo Guedes ventilou para colaboradores da campanha e empresários entusiastas da candidatura do capitão reformado a ideia de criar um conselho econômico aos moldes do que existe nos Estados Unidos. No governo americano, o Conselho Nacional Econômico (The National Economic Council, em inglês) tem como função definir a política econômica e assessorar o presidente em temas sobre economia.

Guedes foi anunciado novamente ontem por Bolsonaro como seu nome para a Fazenda. A proposta do economista, no entanto, tem causado confusão nos bastidores. Alguns aliados interpretaram a menção à formação de um conselho desse tipo como indicação de que Guedes acabaria declinando do posto de chefe da Economia de Bolsonaro para assumir o papel de “superassessor”, dando as diretrizes liberais do novo governo para um gestor executar. Oficialmente, ele nega a intenção.

Duas fontes da campanha confirmam que a ideia foi exposta por Guedes em reuniões, mas asseguram que ele mantém intenção de se tornar o ministro da Economia de um eventual governo Bolsonaro. Questionado pela reportagem, Guedes afirmou que falar sobre esse tema é iniciativa de “quem quer tomar o seu lugar”.

Para Bolsonaro e seu núcleo duro, a figura de Guedes é crucial para dar credibilidade aos intentos liberais do presidenciável. Um aliado de Bolsonaro, que esteve em reuniões com Guedes, diz ter conhecimento da ideia, mas que ela não avançou para uma proposta formal.

Outra fonte da equipe diz que a formação de um conselho chegou a ser mencionada em reunião com integrantes da equipe econômica de Michel Temer, mas no contexto de um elogio ao time do governo. A intenção de Guedes, explicou essa fonte que pediu para não ser identificada, era sinalizar que nomes do atual Ministério da Fazenda teriam espaço na equipe do Bolsonaro caso assim quisessem.

Guedes gosta do trabalho do ministro Eduardo Guardia, do secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, e da secretária executiva do Tesouro, Ana Paula Vescovi. Por isso, diz o aliado, ele brincou em uma reunião que, se esse grupo permanecesse, “ele nem precisaria assumir” e poderia ficar apenas como conselheiro econômico de Bolsonaro.

Trump diz que haverá punição severa caso sauditas estejam por trás do sumiço de jornalista

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Arábia Saudita pode estar por trás do desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi e advertiu que, se esse for o caso, Washington adotará “severa punição”.

“Vamos chegar a uma conclusão disso e haverá uma severa punição”, disse Trump à CBS.

“Neste momento, eles negam veementemente. Poderiam ser eles? Sim”, afirmou o presidente dos EUA na entrevista feita na quinta (11), que será transmitida na íntegra neste domingo (14).

Khashoggi, que é colaborador do jornal The Washington Post e crítico do governo saudita, não é visto desde que entrou no Consulado da Arábia Saudita, em Istambul, em 2 de outubro.

Na sexta-feira (12) o Post publicou que  autoridades turcas informaram aos EUA que obtiveram gravações de áudio e vídeo que mostram o interrogatório, a tortura, a morte e o esquartejamento do corpo do jornalista saudita no consulado em Istambul.

O Ministério das Relações Exteriores turco e o Departamento de Estado americano não comentaram a existência das gravações.

Trump disse a CBS que o assunto é importante por se tratar de um jornalista. Mas, ao ser indagado sobre qual seria a punição adotaria contra o governo saudita, que é aliado próximo de Washington no Oriente Médio, Trump se limitou a dizer ser contra a restrição da venda de armas ao país. “Há outras maneiras de punir.”

Alvo de protesto de ativistas e amigos de Khashoggi, o consulado saudita em Istambul reforçou a segurança. Turquia e Arábia Saudita já discordaram em relação às condições da investigação.

Neste sábado (13), Trump recebeu na Casa Branca o pastor americano Andrew Brunson, libertado pelas autoridades turcas após passar mais de dois anos preso sob a acusação de terrorismo.

“Você realmente lutou por nós. Não é tão mal sair de uma prisão turca e em 24 horas estar na Casa Branca.”

O presidente considerou a soltura um passo tremendo para a melhora das relações com os turcos.​

Redação Dinheirama
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