Agora você confere as principais notícias de 05/05/2018, sábado.

Marco Aurélio põe no inquérito de Aécio relatório sobre dissimulação de doação

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que sejam anexados em uma segunda investigação contra senador Aécio Neves (PSDB), em que o ministro é relator, dados entregues pela Polícia Federal que sugerem a dissimulação de doação de campanha ao PSDB, em 2014, de acordo com a Procuradoria-geral da República (PGR). O pedido de juntada dos documentos foi feito pela PGR no mês passado.

Em busca e apreensão vinculada a investigação do suposto repasse de R$ 2 milhões de Joesley Batista, da J&F, ao senador, a PF encontrou em um HD apreendido na construtora Wanmix, de propriedade de um amigo de Aécio, extratos bancários que, para os investigadores, sugerem a dissimulação de doação de campanha, como informou o Broadcast Político/Estadão em 17 de abril.

Os documentos mostram que no dia 24 de junho de 2014 a empresa Conserva de Estradas recebeu um depósito de R$ 1,5 milhão do Consórcio Cowan Conserva. No mesmo dia, a empresa repassou a mesma quantia para o diretório nacional do PSDB.

A procuradoria pedia para que os extratos fossem anexados em quatro inquéritos em que o senador é investigado. Sob relatoria de Marco Aurélio, um deles apura suposto crime de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, aberto com base da delação da JBS. O outro, com relatoria ministro Gilmar Mendes, é destinado à verificação de pagamento de valores indevidos pela Odebrecht à campanha do senador à presidência, em 2014.

Toffoli tira foro de sete congressistas

Um dia depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir pelo fim do foro especial para senadores e deputados federais, o ministro Dias Toffoli declinou a competência de seis ações penais e um inquérito que estavam em seu gabinete.

A partir de agora, os deputados Alberto Fraga (DEM), Roberto Góes (PDT), Marcos Reategui (PSD), Cícero Almeida (PHS) e Helder Salomão (PT) passam agora a responder as ações penais em outras instâncias.

Outros dois casos que tramitam em sigilo —uma ação penal e um inquérito— também foram remetidos pelo ministro para outras instâncias do Judiciário. Os alvos são os deputados federais Takayama (PSC) e Wladimir Costa (SD).

Na última quinta (3) por unanimidade o STF restringiu o foro especial para congressistas. Agora, a corte vai processar e julgar apenas casos em que os crimes tenham sido cometidos em razão do cargo e durante o mandato. A decisão não tem efeito automático.

Depois que o resultado do julgamento for publicado, cada ministro vai decidir se envia o inquérito para outra instância ou se o processo se enquadra nos critérios de crime cometido no mandato e em função do cargo. Foi o que Toffoli fez.

Dólar sobe 1,8% em semana turbulenta e fecha a R$ 3,52; Bolsa cai 3,85%

A trajetória do dólar na semana pode ser contada a partir de duas narrativas: a preocupação com aumento adicional de juros nos Estados Unidos que levou a moeda ao patamar de R$ 3,55, e os dois dias de queda subsequentes após o recado do Banco Central brasileiro de que vai atuar para conter altas da divisa.

Ainda assim, o dólar acumulou valorização de 1,8% em relação ao real. Nesta sexta (4), o dólar comercial recuou 0,19%, para R$ 3,524. O dólar à vista, que fecha mais cedo, caiu 0,48%, para R$ 3,518.

A Bolsa brasileira também foi impactada pelas perspectivas de mais altas de juros nos Estados Unidos, o que enxuga dinheiro aplicado hoje em renda variável.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, recuou 3,85% na semana —a pior desde a encerrada em 19 de maio de 2017, quando a notícia da delação do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, provocou turbulências no mercado. Nesta sexta, a Bolsa caiu 0,2%, para 83.118 pontos.

BC da Argentina volta a aumentar juros e taxa básica vai a 40%

O Banco Central da Argentina elevou nesta sexta-feira, sua taxa básica de juros de 33,25% para 40% ao ano. A instituição havia aumentado os juros ontem, poucos dias após ter elevado a taxa na última sexta-feira em 3 pontos porcentuais, com o objetivo de frear um quadro de maior demanda por dólares e desvalorização do peso. Assim, em uma semana a taxa subiu 12,75 pontos percentuais. Antes do início das medidas, estava em 27,25%.

Na Argentina, o dólar se valorizou mais de 30% ante o peso nos últimos 12 meses. O movimento cambial na Argentina é atribuído em parte ao quadro internacional, com a elevação gradual dos juros nos Estados Unidos, mas também a desequilíbrios da economia nacional, em um quadro de alta inflação.

Nos últimos dias, o BC tem atuado bastante no mercado cambial, vendendo dólares, mas ainda sem conseguir frear o movimento de enfraquecimento do peso.

A equipe econômica da Argentina anunciou um conjunto de medidas para tentar  conter a disparada do dólar em relação ao peso, incluindo a elevação dos juros para 40% e a redução da meta de déficit fiscal. Em coletiva conjunta na Casa Rosada, o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, e o ministro de Finanças, Luis Caputo, disseram ter segurança de que essas modificações manterão a Argentina na rota de crescimento.

“Dependendo da duração desses juros altos, haverá um impacto no nível de atividade da economia, mas será menor do que o que haveria se nós ficássemos de braços cruzados”, disse Dujovne.

Redação Dinheirama
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