Agora você confere as principais notícias de 09/05/2018, quarta-feira.

Eleição não mudará Brasil, diz Joaquim Barbosa a jornal após desistir de disputa

Para o ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, que anunciou nesta terça-feira (8) sua desistência de concorrer à Presidência, este pleito não irá mudar o Brasil.

“Não acredito que esta eleição mude o país. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais, econômicos”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Barbosa disse temer que a escolha do novo mandatário brasileiro aprofunde as desigualdades sociais. “Meu temor é que os grupos que são indiferentes a isso vão se unir para dominar esse processo eleitoral. Se uniriam contra mim, não tenho dúvidas.”

Ao jornal o ex-presidente do Supremo afirmou que não vê “glamour na vida de quem tem poder” e que não morre de amores pelo poder. “Tudo aquilo que leva os políticos a conquistar o poder, nunca me atraiu.”

Barbosa disse que se filiou ao PSB há um mês, no prazo para quem deseja concorrer a um cargo, porque até então ainda tinhas dúvidas sobre seguir ou não a carreira política. Lamentou que o sistema eleitora do país não permite candidaturas avulsas.

Também contou que planeja estar fora do Brasil no dia da eleição, em outubro. Assim, não votará para presidente.

Crise da Argentina não deve contaminar o Brasil, diz ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, avaliou na tarde desta terça-feira (8), que o Brasil tem uma situação “confortável” frente ao cenário externo. Questionado sobre os problemas da economia argentina, o ministro disse não haver temor de contágio à economia brasileira.

“Nossa situação externa é extremamente confortável, com um déficit corrente pequeno que é financiado por investimentos estrangeiros diretos. Temos reservas elevadas de US$ 373 bilhões. Não vejo nenhum impacto”, respondeu.

Nesta terça-feira  (8), o presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que seu governo decidiu iniciar conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por uma linha de apoio financeiro. Além disso, com a forte desvalorização do peso, o Banco Central do país aumentou a taxa básica de juros de 27,5% para 40% – a maior taxa nominal do mundo.

O ministro disse que ainda não conversou com o representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), mas afirmou que não vê razões para o País não apoiar a abertura de uma linha de crédito do organismo para a Argentina.

Dólar sobe e encosta em R$ 3,57 após EUA deixarem acordo nuclear com Irã

A decisão dos Estados Unidos de se retirarem do acordo nuclear com o Irã fez o dólar encostar em R$ 3,57 nesta terça-feira (8). A preocupação é que possa haver retaliações por outros países, o que poderia levar a uma guerra. Já a Bolsa brasileira subiu impulsionada pelas ações da Petrobras, que divulgou lucro.

O dólar comercial subiu 0,42%, para R$ 3,568, ainda no maior nível desde 2 de junho de 2016, quando fechou a R$ 3,588. O dólar à vista, que encerra mais cedo, subiu 0,86%, para R$ 3,576.

A Bolsa brasileira teve alta de 0,29%, para 82.956 pontos. O volume financeiro foi de R$ 12,97 bilhões, ante média diária de R$ 11,2 bilhões em maio.

O dia foi marcado pela cautela com a decisão americana de se retirar com acordo firmado com o Irã em 2015 e que incluía sete países (EUA, Irã, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia).

Bolsa de NY planeja plataforma online para operações com bitcoin

Alguns dos maiores nomes em Wall Street estão começando a simpatizar com o bitcoin, moeda virtual que foi relegada por quase uma década às margens não regulamentadas do mundo financeiro.

A empresa que administra a Bolsa de Valores de Nova York está trabalhando em uma plataforma online para operações que permitiria que grandes investidores vendam e comprem bitcoins, de acordo com e-mails e documentos obtidos pelo jornal The New York Times, e com quatro pessoas informadas sobre o esforço que pediram que seus nomes não fossem revelados porque os planos ainda são confidenciais.

A notícia sobre a criação da nova bolsa virtual, que ainda não tinha sido divulgada, surgiu depois que o banco Goldman Sachs anunciou publicamente sua intenção de criar uma unidade para operar com o bitcoin —provavelmente a primeira desse tipo em um banco de Wall Street.

As decisões do Goldman Sachs e da ICE (Intercontinental Exchange), a empresa que administra a Bolsa de Valores de Nova York, representam uma virada dramática rumo à respeitabilidade para uma moeda digital que era conhecida primordialmente por suas associações com o submundo e status como investimento especulativo e de alto risco.

O novo interesse da parte dos poderosos de Wall Street também representa um capítulo novo e surpreendente na história renegada do bitcoin.

Trump retira EUA do acordo nuclear iraniano

Ignorando apelos de seus aliados europeus, o presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (8), a saída dos EUA do acordo sobre o programa nuclear do Irã. Mais importante decisão de política externa dos 15 meses de sua administração, a medida tem o potencial de fortalecer os conservadores no governo de Teerã, provocar uma corrida armamentista no Oriente Médio, aumentar o risco de conflito na região e afetar a credibilidade internacional de Washington.

Em resposta, o presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que, se for necessário, seu país “enriquecerá urânio mais do que nunca” nas próximas semanas.

Trump afirmou que os EUA restabelecerão todas as sanções econômicas que haviam sido suspensas em razão do pacto, que era uma das principais realizações internacionais de seu antecessor, Barack Obama, que considerou a decisão um ‘erro grave’. Ao abandonar o acordo, Trump cumpre uma de suas mais célebres promessas de campanha, o que certamente agradará sua base conservadora. “Os Estados Unidos não fazem mais ameaças vazias. Quando eu faço promessas, eu as mantenho”, declarou na Casa Branca.

Mas o presidente deixou aberta a possibilidade de negociação de um novo acordo, que abranja temas não abordados no atual, como limites ao desenvolvimento de mísseis balísticos e restrições às ações de Irã em vários países da região e a grupos considerados terroristas pelos EUA. Segundo Trump, o Irã é o principal Estado promotor do terrorismo no mundo. “Eles vão querer fazer um acordo. E quando fizerem, grandes coisas poderão acontecer no Irã e para a paz e estabilidade que todos nós queremos no Oriente Médio.”

Redação Dinheirama
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