Agora você confere as principais notícias de 24/01/2018, quarta-feira.

Na véspera de julgamento, Lula ataca mercado, imprensa e governo

Um mercado com “yuppies, meninos”, uma “elite perversa” e uma “imprensa mentirosa” foram os principais alvos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu discurso na Esquina Democrática, praça em Porto Alegre que sediou um ato em seu desagravo nesta terça (23). Sempre citado no bolão de presidenciáveis, o apresentador global Luciano Huck também foi golpeado pelo pugilato verbal de Lula.

Cerca de 70 mil pessoas compareceram naquele que teria sido o maior comício da cidade, realizado na véspera do julgamento do petista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, segundo a organização.

“Ah, o mercado tem medo de Lula”, disse, reproduzindo uma impressão que seria disseminada contra sua candidatura.

“Não sei se é mercado ou um bando de yuppies, meninos. Não preciso do mercado, preciso de empresas produtivas, preciso de agricultura produtiva e a agricultura familiar, responsável por 70% do alimento na mesa do povo brasileiro. Preciso que o povo participe para que a gente possa recuperar esse país”, afirmou o homem que, em 2002, divulgou a Carta ao Povo Brasileiro para apaziguar desconfianças de empresários e investidores com sua chapa presidencial.

“Se eu fosse a tranqueira que eles falam… Tranqueira por tranqueira, eles arrumaram o Temer, arrumaram o golpe. Eles sabem que nós sabemos cuidar do povo brasileiro.”

Marun diz que Previdência será votada em fevereiro ‘de qualquer jeito’

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, contradisse nesta terça-feira (23) a equipe econômica e afirmou que a reforma previdenciária será votada em fevereiro “de qualquer jeito”.

Com o risco de não haver apoio suficiente no mês que vem, assessores e auxiliares presidenciais começaram a cogitar a possibilidade da iniciativa ser retomada em novembro, hipótese revelada pelo jornal  Folha de São Paulo.

Segundo Marun, é “impossível” colocar em votação a proposta em novembro, após a disputa eleitoral, e a opinião do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que cogita a possibilidade, “não condiz com o pensamento” do Palácio do Planalto.

“O ministro Henrique Meirelles não participou das últimas conversas que tivemos aqui. Ele viajou a Davos e não participou das últimas reuniões”, disse.

Para o ministro, não existe Plano B sobre a proposta, apenas Plano A. De acordo com ele, o Palácio do Planalto conta com cera de 268 votos, número inferior aos 308 necessários para aprová-la.

Com certeza haverá cortes no Orçamento este ano, afirma Dyogo

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, confirmou nesta terça-feira (23), que o governo fará um contingenciamento no orçamento de 2018 nos próximos dias, mas disse que ainda não há um valor para o corte. Segundo ele, entre as principais dúvidas que ainda pairam sobre o bloqueio de despesas estão os recursos esperados com a privatização da Eletrobrás.

“Estamos revisando as estimativas de receitas e despesas de 2018 e, a partir desse cálculo, chegaremos ao número do contingenciamento deste ano”, disse o ministro, após participar de entrevista à rede estatal de televisão NBR.

De acordo com Oliveira, o reajuste dos servidores precisa ser contabilizado nas despesas enquanto estiver em vigor a decisão liminar do STF que impediu o governo de adiá-lo para 2019. Segundo ele, medidas que não foram votadas no ano passado, como a tributação de fundos exclusivos e a reoneração na folha de pagamentos também devem ser incorporadas na revisão de receitas, reduzindo os recursos disponíveis este ano.

Investidores embolsam lucro e Bolsa cai 1,2%

Os investidores optaram, nesta terça-feira (23), por embolsar os lucros obtidos nas últimas sessões e a Bolsa brasileira fechou em queda, abaixo dos 81 mil pontos, um dia antes do início do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas do mercado brasileiro, recuou 1,22%, para 80.678 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,7 bilhões –a média diária de janeiro está em R$ 8,46 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,90%, para R$ 3,239. O dólar à vista, que fecha mais cedo, teve alta de 1,15%, para R$ 3,240.

Redação Dinheirama
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