Agora você confere as principais notícias de 29/05/19 quarta-feira.

Justiça manda bloquear recursos de Aécio Neves em até R$ 128 milhões

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de um valor de até R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves (PSDB), em inquérito que investiga suspeitas de corrupção apontadas na delação da JBS.

O tucano disse que já apresentou recurso e que, ao longo dos anos, não chegou a ter 1% desse valor em suas contas e aplicações financeiras.

A decisão, tomada em 14 de maio e divulgada nesta terça (28), é do juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, que também determinou o bloqueio de outros R$ 226 milhões em ativos financeiros de outros 15 investigados, inclusive os ex-deputados Cristiane Brasil (PTB) e Benito Gama (PTB), e cinco empresas.

O Ministério Público Federal, que fez o pedido, investiga se Aécio recebeu, para si e para aliados, a quantia citada na decisão de bloqueio.

Parte desses repasses, disseram os delatores, aconteceu nas eleições de 2014, quando Aécio, que era senador por Minas Gerais (2011-2018), concorreu à Presidência.

O restante teria sido pago na compra do prédio ligado ao jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, em 2015 e 2016, e à Rádio Arco Íris, relacionada à família do político.

Em contrapartida, haveria a promessa de influência junto ao Governo de Minas Gerais para viabilizar a restituição de créditos fiscais de ICMS em favor de empresas do Grupo J&F, que controla a JBS.

O hoje deputado é investigado sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e de associação criminosa.

Na representação da Procuradoria que pediu o bloqueio, segundo a Justiça Federal, constam documentos apresentados por executivos do Grupo J&F, elementos da Operação Patmos e de relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Moro e Guedes assinam carta pedindo que Senado vote Medida Provisória sem mexer no Coaf

O presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e da Economia, Paulo Guedes, assinaram uma carta pedindo que o Senado vote a Medida Provisória da reforma administrativa como o texto foi aprovado na Câmara, na semana passada.

O documento foi entregue pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – também signatário -, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), durante café da manhã, na terça-feira (28), no Palácio da Alvorada.

Até a manhã desta terça-feira, o líder do PSL na Casa, Major Olímpio (SP), dizia que ia apresentar emenda à proposta que passou pela Câmara, na tentativa de devolver o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a Sérgio Moro. Ao votar a MP da reforma administrativa, a Câmara tirou o Coaf das mãos de Moro e o transferiu para o Ministério da Economia.  Após reunião com o presidente, Olímpio recuou.

A MP diminui o número de ministérios de 29 para 22 e perde a validade no próximo dia 3 de junho. Se senadores fizeram qualquer modificação no texto, a medida terá de ser apreciada novamente pela Câmara. A votação no Senado está prevista para esta tarde. Na corrida contra o tempo, o receio do Palácio do Planalto é o de que, com uma mudança no tópico sobre o Coaf, a MP caduque e o governo tenha de recriar ministérios extintos, como o do Trabalho e o da Justiça.

“É muito difícil você defender quem não quer ser defendido”, disse Major Olímpio, sem esconder a contrariedade com o texto assinado por Moro. A carta foi apresentada, a portas fechadas, durante o encontro desta manhã entre o presidente Jair Bolsonaro, Alcolumbre e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no Palácio da Alvorada.

Otimismo com Previdência faz Bolsa subir 1,6% e dólar fechar a R$ 4,02

O bom humor deu o tom aos negócios no mercado local, com a possibilidade de o parecer sobre a reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara ser apresentado antes de 15 de junho, e após o anúncio de um pacto entre os três Poderes a favor das reformas e da retomada do crescimento.

A leitura de que a mudança das regras de aposentadoria deve mesmo deslanchar no Congresso fez o dólar recuar e o Ibovespa a fechar com alta superior a 1%, acima dos 96 mil pontos, apesar do ambiente negativo no exterior, onde predominaram temores de desaceleração da economia americana.

Com a melhora do cenário político, a moeda americana à vista fechou com perda de 0,29%, a R$ 4,0235, na contramão de outras divisas emergentes. O Ibovespa operou em alta durante a maior parte da sessão, encerrando com ganho de 1,61%, aos 96.392,76 pontos, zerando as perdas do mês de maio. Em Wall Street, na volta do feriado de segunda-feira nos Estados Unidos, as Bolsas foram no sentido oposto, batendo mínimas à tarde.

Declarações sobre Irã e Coreia do Norte expõem racha de Trump com assessor de segurança

Nos últimos dias, o presidente Donald Trump contradisse publicamente seu assessor de segurança nacional, John Bolton, em declarações sobre Irã e Coreia do Norte, o que despertou questões sobre suas posições e as do pessoal de seu governo, em meio a confrontos com adversários dos Estados Unidos.

Durante uma visita de quatro dias ao Japão encerrada na terça-feira (28), Trump contradisse Bolton ao declarar, incorretamente, que os recentes testes de mísseis da Coreia do Norte não violavam as restrições da ONU.

E Trump também declarou que não buscava uma mudança de regime no Irã, ao contrário de Bolton, que há muito advoga um novo governo em Teerã.

As declarações do presidente parecem ter revelado um desentendimento com seu assessor de segurança nacional, conhecido por sua abordagem linha dura quanto à política externa. Em conversas particulares, Trump brincou sobre a belicosidade de Bolton, dizendo que o assessor gostaria de envolvê-lo em uma guerra.

Como coordenador da equipe de segurança nacional de Trump, Bolton ocasionalmente se apõe ao Departamento de Defesa e ao Departamento de Estado.

Bolton é o terceiro assessor de segurança nacional escolhido por Trump, selecionando uma veterana voz conservadora que compartilha do pendor do presidente por falar sem medir as palavras, e que costumava defendê-lo frequentemente na rede de TV a cabo Fox News.

Bolton teve postos em diversos governos republicanos anteriores, mais recentemente como embaixador do presidente George W. Bush na ONU.

Mas os dois divergem de maneira aguda em suas abordagens quanto a algumas questões fundamentais.

Redação Dinheirama
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