Agora você confere as principais notícias de 07/03/2019, quinta-feira.

Lava Jato pede suspeição de Gilmar Mendes após ligações ao tucano Aloysio Nunes

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná pediu na quarta-feira (6) a suspeição do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes no julgamento de reclamação movida por Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas em favor de tucanos.

O pedido se baseia em ligações trocadas entre o juiz e o ex-ministro e senador tucano Aloysio Nunes, cujo celular foi apreendido na última fase da Lava Jato.

O tucano fez diversos contatos telefônicos com o gabinete de Gilmar em fevereiro deste ano, às vésperas da concessão de um habeas corpus em favor de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (estatal paulista de rodovias).

A decisão de Gilmar anulou a fase final de um processo contra Souza, que investiga desvios de dinheiro público nas rodovias de São Paulo, o que levaria o caso à prescrição.

Cerca de duas semanas depois, porém, a liminar foi reconsiderada pelo próprio ministro, já que as diligências na Justiça Federal de São Paulo já haviam sido realizadas ou estavam prejudicadas.

Segundo os registros do celular, o ex-senador tucano fez contato telefônico com o gabinete de Gilmar no dia 11, dois dias antes da concessão da liminar em favor de Paulo Preto.

Nas mensagens, o advogado José Roberto Figueiredo Santoro, com quem Aloysio comenta o assunto, chama o ministro do Supremo de “nosso amigo”.

O tucano, porém, diz que Gilmar foi “vago, cauteloso, como não poderia ser diferente”. “Compreensível, dadas as circunstâncias”, escreve. O ex-ministro da Justiça Raul Jungmann também é contatado pelo ex-senador nas mensagens, em busca do número de telefone celular de Gilmar.

Dois dias depois, Santoro celebra em mensagens a concessão do habeas corpus, a que Aloysio comenta: “Nosso causídico é foda!”.

Para os procuradores, as mensagens demonstram que Aloysio Nunes tem “laços de proximidade de natureza pessoal, diretos e/ou indiretos” com Gilmar, e que ele buscou interferir a favor de Paulo Preto “em contato direto e pessoal” com o ministro do STF.

O pedido de suspeição foi encaminhado via ofício a Raquel Dodge, procuradora-geral da República. Cabe a ela peticionar sobre o caso no STF.

Presidente diz que não pretendia criticar Carnaval ao publicar vídeo obsceno

Depois de publicar vídeo polêmico nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse por meio de nota que não pretendia criticar o Carnaval de forma genérica.

“Não houve intenção de criticar o carnaval de forma genérica, mas sim caracterizar uma distorção clara do espírito momesco, que simboliza a descontração, a ironia, a crítica saudável e a criatividade da nossa maior e mais democrática festa popular”, diz texto divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Palácio do Planalto.

A nota foi distribuída à imprensa no início da noite desta quarta após o presidente ter usado sua conta oficial do Twitter na terça (5) para divulgar um vídeo em que um homem aparece dançando sobre um ponto de táxi após introduzir o dedo no próprio ânus. Na sequência, surge outro rapaz que urina na cabeça do que dançava.

Em sua publicação no Twitter, Bolsonaro dizia não se sentir “confortável em mostrar”, mas argumentou que tem “que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões [conclusões]”.

O presidente diz que a cena escandalizou o país e que se trata de um crime, sem especificar qual. “É um crime, tipificado na legislação brasileira, que violenta os valores familiares e as tradições culturais do carnaval”, diz o texto.

Inicialmente, a assessoria de imprensa disse que não iria se manifestar sobre o caso por se tratar de conta pessoal de Bolsonaro.

Dólar fecha a R$ 3,83, maior cotação do ano

A cautela predominou nos negócios de quarta-feira (6), pressionando os ativos brasileiros. O Ibovespa se desvalorizou e renovou mínimas nesta tarde, fechando em queda de 0,41%, aos 94.216,87 pontos. O movimento seguiu a deterioração dos mercados acionários em Nova York, com o preço do petróleo e as ações dos setores de energia e tecnologia em queda levando os índices para baixo.

O mau humor dos investidores também se refletiu no dólar, cuja cotação no segmento à vista subiu 1,41%, cotado a R$ 3,8347. É o maior valor da moeda americana ante o real desde 28 de dezembro do ano passado.

Entre as ações mais negociadas, se destacaram em alta os papéis ordinários de Vale (+2,80%), no primeiro dia útil no Brasil após a saída temporária do presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, e do anúncio de Eduardo de Salles Bartolomeo como diretor-presidente interino.

No setor de educação, as ações da Kroton e da Estácio registraram queda, após o presidente Jair Bolsonaro defender a “Lava Jato da Educação” na segunda-feira, emenda de feriado, em seu perfil do Twitter.

No exterior, investidores aguardam novidades sobre o comércio global e as negociações entre Estados Unidos e China. O Livro Bege, relatório do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que embasa as decisões de juros, também esteve no radar dos investidores nesta quarta-feira.

EUA ameaçam impor novas sanções à Coreia do Norte por reconstrução de instalação de mísseis

A Coreia do Norte restaurou parte de uma instalação de teste de mísseis que começou a desmontar após promessa feita na primeira cúpula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no ano passado. Em reação, o conselheiro de Segurança Nacional de Trump alerta que novas sanções podem ser adotadas se Pyongyang não encerrar seu programa nuclear.

Na terça-feira (5), a agência de notícias sul-coreana Yonhap e dois centros de estudos dos EUA relataram obras em andamento na Estação de Lançamento de Satélites Sohae de Tongchang-ri, apesar de Trump ter se encontrado com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para uma segunda cúpula na semana passada em Hanói.

A segunda reunião fracassou devido às diferenças sobre o quão longe Pyongyang está disposta a ir para limitar seu programa nuclear e até que ponto os EUA estão inclinados a amenizar as sanções que impôs ao país.

Ainda na terça-feira, John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional de Trump, disse à rede Fox Business Network que encerrada a cúpula de Hanói, Washington verá se Pyongyang está comprometida a abdicar de seu “programa de armas nucleares e tudo associado a ele”.

“Se eles não estiverem dispostos a fazê-lo, acho que o presidente Trump foi muito claro, eles não terão alívio das sanções econômicas massacrantes e, na verdade, estudaremos intensificar estas sanções”, disse Bolton, um linha-dura que já postulou uma abordagem severa com a Coreia do Norte no passado.

Separadamente, dois senadores dos EUA procuraram aumentar a pressão sobre Pyongyang reapresentando na terça-feira um projeto de lei para impor sanções a qualquer banco que negocie com o país.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse na segunda-feira (4) que tem esperança de que seu país envie uma delegação à Coreia do Norte nas próximas semanas, mas os comentários de Bolton e o desenvolvimento aparente da instalação de teste de Sohae podem criar novos desafios para os diplomatas que esperam retomar as negociações após a cúpula fracassada de Hanói.

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Redação Dinheirama
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