Agora você confere as principais notícias de 23/10/2017, segunda-feira.

Lava Jato confirma ordens de pagamento à cúpula do PMDB

Em busca de provas para corroborar os depoimentos dos delatores da Odebrecht, a Procuradoria-Geral da República encontrou, no sistema eletrônico da empresa, arquivos originais com os nomes do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima. A PGR localizou ordens de pagamentos e descartou fraudes na criação dos arquivos.

Os relatórios da SPEA (Secretaria de Pesquisa e Análise), órgão técnico da PGR, foram produzidos por um perito criminal entre 27 de julho e 8 setembro deste ano.

Os nomes dos dois peemedebistas estavam em uma planilha no sistema da Odebrecht que os associa aos codinomes “Fodão” e “Babel”, respectivamente.

A análise da PGR também encontrou arquivos originais com programações de pagamentos para o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Alves (RN), todos do PMDB.

Segundo os relatórios, eles estavam identificados por codinomes que, para serem vinculados às pessoas, dependem dos depoimentos.

Para investigadores, a importância dos arquivos reside no fato de mostrar que foram criados e modificados na época dos repasses delatados, e não forjados recentemente.

A existência deles, porém, não comprova a efetiva entrega do dinheiro aos políticos.

Todos eles –Padilha, Moreira, Cunha, Geddel e Alves– são apontados nas delações como operadores de arrecadação de recursos da empreiteira para o PMDB. Os três últimos estão presos.

Os relatórios foram anexados aos autos da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e a cúpula do PMDB, incluindo os ministros Padilha e Moreira Franco.

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Caixa pode ter de recorrer ao Tesouro para reforço bilionário

Sem recursos, a Caixa Econômica Federal pode ter de recorrer a instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) junto ao Tesouro Nacional para fazer frente às novas regras de Basileia III.

No passado, a própria Caixa e também o Banco do Brasil já acessaram esse tipo de captação. Resta saber se, agora, o Tesouro terá apetite para uma operação bilionária como essa. Embora não impacte do lado fiscal, a operação aumenta a dívida pública e vai na contramão do que tem pregado o governo, de que não haverá aporte nos bancos públicos como ocorreu na gestão anterior.

O martelo, contudo, ainda não estaria batido. Bom lembrar que a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, também integra o Conselho de Administração da Caixa.

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Primeiro-ministro Abe ressurge forte e vence eleições antecipadas no Japão

A chuva intensa e os fortes ventos trazidos pela passagem do tufão Lan não atrapalharam os planos da coalizão governamental do primeiro-ministro Shinzo Abe, que conquistou uma vitória ressonante nas eleições legislativas antecipada de domingo, dia 22, no Japão.

De acordo com as pesquisas de boca de urna feitas pelas principais emissoras de tevê e pelos jornais, o Partido Liberal Democrata e o aliado Komeito garantiram dois terços das 465 vagas para a Câmara Baixa, que equivale à Câmara dos Deputados no Brasil.

É praticamente certo que Abe conquiste então o terceiro mandato, entrando assim para a história como o líder que mais ficou no cargo após a Segunda Guerra Mundial. Ele está no poder desde 2012 —e pode continuar no cargo até 2021—, após uma rápida e desastrosa passagem entre 2006 e 2007.

Com a maioria ampla na Câmara, analistas políticos preveem que o primeiro-ministro deve colocar como pauta prioritária uma ambição antiga: rever a Constituição pacifista do Japão.

A situação, no entanto, pode não ser tão encorajadora para as forças pró-Abe.

Pesquisas divulgadas neste domingo (21) pelas mídias japonesas mostraram um paradoxo: grande parte da população tem uma frustração acumulada com o governo do primeiro-ministro, justamente por causa da ideia irredutível de Abe de querer mudar o artigo 9 da Constituição, na qual diz que o Japão renuncia à guerra.

Redação Dinheirama
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