Agora você confere as principais notícias de 25/03/2019, segunda-feira.

Com críticas a velha política líder do governo aumenta crise entre Bolsonaro e Maia

Em meio a uma crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL), afirmou a deputados de seu partido neste domingo (24) que o presidente Jair Bolsonaro está convicto de suas atitudes.

Em mensagens através do aplicativo Whatsapp para a bancada do PSL, ele indicou que Bolsonaro não negociará e fez críticas à velha política, acirrando a tensão entre poderes.

As postagens no grupo da sigla ocorreram logo depois de um encontro dele com o presidente, no Palácio da Alvorada.

“Nosso presidente está certo e também convicto de suas atitudes. Estive com ele hoje pela manhã. As práticas do passado não nos levaram ao caminho em que queremos estar. Todos nós, em particular do PSL, somos agentes para ajudar a mudar a situação em que nos encontramos”, escreveu o líder no grupo de deputados, por volta de 13h30.

“Todos que nos elegemos nessa legislatura (passamos, pois, pelo crivo das urnas e da população que não aguenta mais…), eleitos e reeleitos, temos a possibilidade de escolher de que lado estar… somos todos a nova política. Não dá mais…”, completou.

Duas postagens em seguida fazem referência a supostas negociações de cargos nos governos Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em troca do apoio do Congresso.

Bloco do Centro não aceita relatoria da previdência na CCJ

O envio de uma proposta de reforma da Previdência dos militares com compensações bilionárias para a carreira foi o estopim para os deputados do Centrão deflagrarem uma ofensiva contra a articulação do governo, que já vinha despertando a insatisfação dos parlamentares. Em meio à crise, o Centrão decidiu rejeitar a relatoria da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e trabalha para barrar qualquer nome do bloco para o posto.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, lideranças do Centrão ligaram para o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL), para pressioná-lo a designar um nome do próprio PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ou até mesmo da oposição. Entre os cotados agora estão os deputados Bia Kicis e General Girão, ambos do PSL.

A crise tem potencial de atrasar ainda mais a tramitação da reforma. A CCJ tem um prazo de até cinco sessões para avaliar se a proposta enviada pelo governo é admissível perante a Constituição, sem ferir nenhuma cláusula pétrea. Na última quinta-feira (21), foi realizada a quarta sessão – o que indica que o prazo será atingido na próxima sessão plenária, que deve ocorrer na terça-feira, dia 26.

A insatisfação com o projeto dos militares foi a cortina de fumaça para a disputa travada nos bastidores por maior interlocução com o governo. Segundo apurou a reportagem, os integrantes do Centrão se reuniram nesta quinta-feira com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e tentaram cancelar a audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, prevista para terça. O discurso propagado pelos parlamentares é de que não querem ouvir ninguém do governo, já que o governo não está ouvindo ninguém do Congresso.

Nem Maia nem Francischini aceitaram desfazer o convite ao ministro, mas agora há o risco de o Centrão esvaziar a sessão em que o ministro será ouvido na comissão

Relatório de Robert Mueller não vê evidência de conluio de Donald Trump com Rússia

A investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller não encontrou evidências de que a campanha de Donald Trump agiu em conluio com a Rússia para interferir nas eleições de 2016, nos EUA, nem que o presidente tenha obstruído a Justiça durante as apurações.

As principais conclusões de Mueller, enviadas ao Congresso americano e tornadas públicas neste domingo (24) pelo secretário de Justiça, William Barr, levaram alívio para a Casa Branca. Aliados de Trump estavam apreensivos quanto ao resultado final das investigações –caso houvesse fato concreto contra o presidente, adversários prometiam investir em um impeachment contra ele.

Apesar de não ter provas suficientes para concluir que houve conspiração com a Rússia ou obstrução da Justiça, nem fazer nenhuma acusação formal em seu relatório, Mueller diz não isentar o presidente.

“Embora este relatório não conclua que o presidente cometeu um crime, ele também não o isenta”, escreveu Muller, segundo carta de Barr enviado aos parlamentares neste domingo ao falar sobre obstrução da Justiça.

Apesar disso, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, apressou-se em divulgar uma nota para firmar justamente o contrário. Para ela, o conteúdo “isenta total e completamente o presidente dos Estados Unidos”.

Redação Dinheirama
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