Agora você confere as principais notícias de 04/10/2018, quinta-feira.

Toffoli mantém proibição de Lula dar entrevistas da prisão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu nesta quarta-feira (3) manter a proibição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conceder entrevistas da prisão. Para o presidente da Corte, deve ser cumprida “em toda a sua extensão” a decisão liminar do vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que impediu na última sexta-feira (28) Lula de falar com a imprensa no período eleitoral.

Toffoli também reiterou que a proibição vale até o plenário da Suprema Corte analisar definitivamente a questão, o que só deve ocorrer após as eleições. O novo despacho de Toffoli deverá pacificar a questão, alvo de uma guerra de liminares no tribunal que envolveu nos últimos dias o próprio Toffoli, Fux e o ministro Ricardo Lewandowski.

“Louvando a iniciativa do eminente Relator, ministro Ricardo Lewandowski, registro que a decisão liminar proferida (…) em 28/9/18, pelo vice-presidente da Corte, Ministro Luiz Fux, no exercício da Presidência, deverá ser cumprida, em toda a sua extensão, nos termos regimentais, até posterior deliberação do plenário”, escreveu Toffoli, em despacho assinado na noite desta quarta-feira.

A avaliação de integrantes do STF é a de que o episódio desgastou institucionalmente a imagem do Supremo e aprofundou as divisões internas da Corte. Dois ministros ouvidos reservadamente pela reportagem consideram a situação “péssima”, “difícil” e “horrível” para o tribunal. Há também um entendimento de que, quando o plenário do STF se debruçar sobre a questão, deverá ser avaliado o aspecto processual do embate, ou seja, a ação pela qual Fux, na última sexta-feira, derrubou a autorização concedida por Lewandowski em outro processo.

Nesta quarta-feira, Lewandowski não compareceu a um almoço marcado por Toffoli com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, do qual participaram outros integrantes da Corte. Lewandowski e Toffoli tiveram uma dura conversa sobre o episódio na última segunda-feira (1), quando estiveram em um debate na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em São Paulo.

A nova decisão de Toffoli ocorre depois de o ministro Ricardo Lewandowski atender a um pedido da defesa de Lula para autorizar que o petista seja entrevistado da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso.

Lewandowski enviou o caso para Toffoli decidir como seria executada sua autorização, deixando com o colega a palavra final em torno do imbróglio.

A controvérsia envolvendo a possibilidade de Lula conceder entrevistas começou com os pedidos do jornal “Folha de S. Paulo” e do jornalista Florestan Fernandes Júnior feitos ao STF. Em resposta a estas solicitações, Lewandowski autorizou as entrevistas na última sexta-feira (28). Mas, no mesmo dia, a decisão foi cassada pelo vice-presidente da Corte, Fux, na condição de presidente em exercício.

Nesta segunda-feira, no entanto, Lewandowski reafirmou a autorização e atacou a decisão de Fux, dizendo que o despacho do colega é “absolutamente inapto a produzir qualquer efeito no ordenamento legal”.

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Bolsonaro chega a 32% e Haddad vai a 23%, mostra Ibope

Os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ampliaram a distância sobre os demais candidatos na corrida presidencial, de acordo com a mais nova pesquisa Ibope, de 1 e 2 de outubro. O Datafolha da corrida presidencial divulgado na terça-feira foi a campo no dia 2 de outubro.

O capitão reformado aparece com 32% das intenções de voto, contra 23% do petista. Ciro Gomes (PDT) tem 10% e Geraldo Alckmin (PSDB), 7%. Marina Silva (Rede) está com 4%.

Brancos e nulos somam 11%, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, o capitão reformado chega a 38%, contra 28% do petista.

Em um eventual segundo turno, Haddad e Bolsonaro apresentam empate técnico (43% para o ex-prefeito de São Paulo contra 41% do deputado).

Em uma disputa com Ciro, Bolsonaro seria superado por 46% a 39% e empataria tecnicamente com Alckmin (41% a 40% para o tucano). O candidato do PSL alcançaria ainda 43% contra 39% em uma disputa com Marina, empatando tecnicamente no limite da margem de erro.

Bolsonaro e Haddad também lideram os índices de rejeição junto ao eleitorado: 42% não votariam de jeito nenhum no candidato do PSL, enquanto 37% rejeitam Haddad.

A pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-08245/2018. O instituto ouviu 3.010 eleitores em 209 municípios.

Bolsa fecha no maior nível desde maio

Após as pesquisas eleitorais reforçarem o fortalecimento de Jair Bolsonaro (PSL) nas intenções de voto e apontarem uma distância ainda maior entre ele e Fernando Haddad (PT), a Bolsa abriu o pregão desta quarta-feira (3), em alta de mais de 4% e chegou a superar o patamar dos 85 mil pontos. O Ibovespa, principal índice de ações do País, terminou cotado a 83.273,40 pontos, em alta de 2,04%.

Esse é o maior patamar de fechamento do índice desde 17 de maio, quando terminou aos 83.621,95 pontos.

O dólar, por sua vez, manteve a trajetória de queda iniciada nesta manhã, quando atingiu a cotação de R$ 3,82, na mínima do dia. A moeda americana terminou o pregão cotada a R$ 3,8800, em queda de 1,28%. É o menor valor de fechamento do dólar desde 14 de agosto, quando fechou a R$ 3,8620.

Cristina Kirchner e seus filhos irão a julgamento por lavagem de dinheiro

A justiça argentina decretou o julgamento por lavagem de dinheiro da ex-presidente Cristina Kirchner e de seus dois filhos, entre outros acusados, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (3).

O julgamento, que será oral e público, foi determinado pelo juiz Julián Ercolini e se refere ao chamado caso “Los Sauces”, no qual a ex-presidente e seus filhos, o deputado Máximo Kirchner e sua irmã Florencia, são acusados.

Segundo a investigação, a locação de propriedades da empresa Los Sauces S/A, da família Kirchner, era uma forma de encobrir a propina pedida pela mandatária nas licitações vencidas por empresários como Cristóbal López e Lázaro Báez, ambos presos.

Báez e López foram responsáveis por 86% do faturamento da empresa imobiliária, segundo o jornal Clarín.

De acordo com o processo, Cristina liderou, entre janeiro de 2009 e março de 2016, uma associação ilegal que executou “um esquema para reciclar fundos de origem ilícita através da Los Sauces S.A.”. Máximo Kirchner está sendo processado como suposto organizador do esquema e Florencia, como integrante.

A acusação alega que, com esse esquema, Cristina “conseguiu lavar uma parte do dinheiro de procedência ilegal que foi canalizado por empresas do grupo Báez Indalo (…), através da atividade imobiliária e hoteleira”.

O esquema teria funcionado durante mais de dez anos, até dezembro de 2016, afirma o juiz Ercolini, que é o responsável por outros dois processos contra a ex-presidente.

Redação Dinheirama
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