Agora você confere as principais notícias de 25/04/19 quinta-feira.

Rodrigo Maia barra pedido de impeachment de Mourão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), barrou o pedido de impeachment apresentado contra o vice-presidente Hamilton Mourão. O requerimento para afastá-lo havia sido feito pelo deputado Marco Feliciano (Podemos), que é um dos vice-líderes do governo Jair Bolsonaro.

A decisão de Maia foi tomada no momento em que Mourão sofre ataques em série de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e da ala do governo alinhada com o escritor Olavo de Carvalho.

O arquivamento do pedido de impeachment foi o primeiro anúncio feito por Maia na sessão desta quarta- feira (24). O presidente da Câmara disse que “inexiste no direito prático lei que tipifique as condutas” atacadas por Feliciano.

“Na ausência de lei em vigor que desempenhe essa função, lançar mão dos dispositivos da lei aplicáveis ao presidente da República para estender-lhe o âmbito da incidência no intuito de alcançar o vice-presidente traduz inadmissível emprego da analogia com propósito incriminador”, afirmou Maia.

Feliciano queria afastar Mourão sob a alegação de que o vice conspira para derrubar Bolsonaro. O deputado elencava como indício o fato de Mourão ter curtido uma publicação em que a jornalista Rachel Shererazade critica o presidente.

Maia negou seguimento ao pedido de Feliciano, apesar de o presidente da Câmara não ser obrigado a tomar decisões sobre requerimentos dessa natureza. Muitos deles permanecem intocados durante os mandatos de presidentes da República, por exemplo.

Governo Bolsonaro é aprovado por 35% da população, diz Ibope

O governo Jair Bolsonaro (PSL) é aprovado por 35% da população. Os dados são da pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada nesta quarta-feira (24). O desempenho do governo variou dentro da margem de erro em relação à última pesquisa do instituto, em março.

De acordo com o Ibope, 35% consideram o governo “ótimo ou bom”; 27% “ruim ou péssimo” e outros 31% classificam como “regular”, e 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

O levantamento foi realizado de 12 a 15 de abril, com 2.000 pessoas, em 126 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A última pesquisa Ibope, divulgada em março, indicou que a Presidência de Bolsonaro tinha a pior avaliação dos últimos 24 anos.

Naquele estudo, 34% da população consideraram a gestão “ótima ou boa”. Entre os presidentes eleitos e em primeiro mandato, Bolsonaro tem a pior avaliação em início de governo. Fernando Collor (maio de 1990) foi classificado como “ótimo ou bom” por 45% dos entrevistados; contra 41% de Fernando Henrique Cardoso (março de 1995); 51% de Luiz Inácio Lula da Silva (março de 2003) e 56% de Dilma Rousseff (março/2011).

Dólar fecha a R$ 3,99, maior valor desde período pré-eleitoral

Um dia após a aprovação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o dólar terminou a quarta-feira (24) cotado a R$ 3,9870, valorização de 1,63%. O preço de fechamento é o maior desde 1º de outubro de 2018, quando a moeda estava em movimento de desvalorização após tensão pré-eleitoral.

A valorização da moeda foi impulsionada pelos fortes resultados da economia americana no primeiro trimestre de 2019. A maioria dos balanços superou as expectativas dos investidores e indicam melhora da economia dos EUA.

Na terça (23), os índices Nasdaq e S&P 500 bateram a máxima histórica, com valorização de papéis de gigantes como Coca-Cola, Twitter e Hasbro.

O movimento puxou a maior valorização do dólar frente às principais moedas globais em dois anos. O Dollar Index (DXY), que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, registrou nesta quarta-feira 98.077 pontos. Desde maio de 2017 o índice não atingia os 98 mil pontos.

Os bons números, no entanto, não devem se perdurar, afirmam economistas. No pregão desta quarta, as Bolsas americanas operaram em baixa, com realização dos lucros da véspera.

No contraponto, a economia brasileira não se recupera como o esperado. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta vieram abaixo da expectativa do mercado. O Brasil fechou 43.196 vagas formais de emprego em março. Segundo estimativa da agência Bloomberg, era esperada a criação de 80 mil vagas.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, acompanhou as demais Bolsas globais, que, em sua maioria, fecharam em queda. A Bolsa brasileira caiu 0,91%, a 95.045 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

Durante o pregão, o dólar teve mínima de R$ 3,9190 e chegou a R$ 3,9950. ​O real foi a segunda moeda emergente que mais se desvalorizou, atrás apenas do peso argentino, que perdeu 2,40% de valor frente ao dólar.

Kim Jong-un desembarca na Rússia para cúpula com Putin

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, chegou na quarta-feira (24; quinta-feira no horário local) a Vladivostok, na Rússia, para um encontro histórico com o presidente russo, Vladimir Putin. O primeiro encontro entre os dois líderes é visto como um gesto aos EUA de que Washington não é a única potência capaz de influenciar o programa nuclear norte-coreano.

Os líderes se encontrarão na ilha Russky, próxima à cidade de Vladivostok. A cúpula ocorre dois meses após o ditador e o presidente dos EUA, Donald Trump, abandonarem a mesa de negociações em Hanói, no Vietnã.

A visita oferece a Pyongyang a possibilidade de angariar novo apoio internacional e um eventual alívio das sanções que afetam gravemente sua economia. Para Putin, trata-se de uma oportunidade de se posicionar como um ator diplomático global, fazendo face às tentativas dos países ocidentais, principalmente dos EUA, de isolar a Rússia.

Porém, Moscou continua comprometida a manter as sanções econômicas contra a Coreia do Norte até que o regime abra mão de seu programa nuclear. Nesse cenário, analistas acreditam que é improvável que o encontro resulte em alguma assistência significativa a Kim.

“Espero que possamos discutir questões concretas envolvendo as negociações de paz na península coreana, e também nossas relações bilaterais”, afirmou o ditador em uma entrevista a emissoras russas.

​Kim viajou de Pyongyang a Vladivostok em seu trem blindado, o mesmo que utilizou para se deslocar até o Vietnã para a cúpula com Trump.

Redação Dinheirama
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