Agora você confere as principais notícias de 15/06/19 sábado.

Maia diz que Guedes é injusto em críticas à Previdência e que governo virou ‘usina de crises’

Em resposta a Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou na sexta-feira (14) que o ministro da Economia é injusto em suas críticas ao relatório da reforma da Previdência apresentado na véspera e que o governo se tornou uma “usina de crises”.

“Nós blindamos a reforma da Previdência de crises que são, muitas vezes, geradas quase todos os dias pelo governo. Cada dia um ministério gerando uma crise. Hoje, infelizmente, é o meu amigo Paulo Guedes, gerando uma crise desnecessária”, afirmou Maia a jornalistas.

O presidente da Câmara disse que, sozinho, o governo teria 50 votos a favor da reforma, “e não a possibilidade de 350 que nós temos”.

“Acho que o ministro Paulo Guedes não está sendo justo com o Parlamento que tem comandado sozinho a articulação para aprovação da Previdência”, afirmou.

Maia disse que o Congresso se tornou “o bombeiro” de crises no país e que a tramitação da reforma pode inaugurar “um novo momento em que o governo tem menos responsabilidade com o comando da aprovação das matérias e o Parlamento passa a assumir essa responsabilidade”.

“Nós blindamos o Parlamento. A usina de crise bate e volta. Fique lá no Executivo, no ministério da Fazenda, da Educação criadores de crise”, afirmou.

Maia elogiou “o trabalho brilhante” do relator da reforma na comissão especial, o deputado Samuel Moreira (PSDB). “Na democracia, nossas vitórias não são absolutas, isso que o ministro Paulo Guedes talvez não saiba.”

Bolsonaro demite terceiro militar em uma semana

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na sexta-feira (14), a demissão do terceiro general de seu governo em três dias. Após serem afastados Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo e Franklimberg Freitas da presidência da Funai, ele decidiu exonerar do comando dos Correios o general Juarez de Paula Cunha.

Segundo o presidente, Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista” ao criticar a privatização da estatal e tirar fotos com parlamentares da oposição. “Aí complica”, disse Bolsonaro em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

O general assumiu a presidência dos Correios ainda no governo de Michel Temer. Ele chegou ao posto por indicação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.  Bolsonaro decidiu mantê-lo no cargo, mas Cunha era, na verdade, mais ligado ao vice-presidente, o general Hamilton Mourão.

O chefe dos Correios foi à Câmara na semana passada para uma audiência na Comissão de Participação Legislativa e adotou um discurso contrário à ideia do governo Bolsonaro de privatizar a estatal. Em sua fala, disse que se trata de uma empresa “estratégica” e “autossustentável” e que os economistas não têm condições de calcular o “custo social” dos serviços por ela prestados.

Críticas de Guedes ao relatório da Previdência derrubam Bolsa

As críticas do ministro da Economia Paulo Guedes ao relatório da Previdência derrubaram a Bolsa brasileira na sexta-feira (14). O Ibovespa, que caminhava perto da estabilidade, caiu 1% com a declaração do ministro de que o relatório de Samuel Moreira (PSDB) cede a privilégios e aborta a proposta de capitalização, gerando necessidade de nova reforma no futuro. O dólar acompanhou a aversão a risco e teve alta de 1,16%, a R$ 3,90, maior patamar de junho.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, teve trajetória de alta na semana e chegou a beirar os 100 mil pontos. O relatório de Moreira superou as expectativas de economia do mercado e foi bem recebido por investidores.

Nesta sexta, no entanto, o índice fechou em queda de 0,74%, a 98.040 pontos, com giro financeiro foi de R$ 16,7 bilhões. O recuo anulou parte dos ganhos do índice na semana, que teve um saldo positivo de 0,22%.

Maduro acena com liberdade de presos políticos a Bachelet

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, fará uma viagem oficial à Venezuela na semana que vem e manterá reuniões separadas com o presidente Nicolás Maduro  e o líder opositor Juan Guaidó.

A libertação de presos políticos foi essencial para que ela confirmasse sua visita. A viagem foi criticada por parte da oposição por ser um “reconhecimento” do regime chavista.

Segundo um comunicado do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Bachelet permanecerá no país de quarta a sexta-feira, e se reunirá também com líderes da oposição, integrantes do Judiciário e membros da Assembleia Nacional Constituinte, controlada pelo chavismo.

O gabinete de Bachelet informou que ela se encontrará com “vítimas de violações de direitos humanos, de abusos, representantes da sociedade civil, sindicalistas e líderes religiosos”, sem dar mais detalhes.

Mais de 2 mil pessoas foram detidas por razões políticas na Venezuela desde o começo do ano, segundo relatório da organização de defesa dos direitos humanos Foro Penal. Ainda segundo a ONG, quase 900 permanecem presos. A promotoria venezuelana contabiliza “aproximadamente 233 pessoas detidas” com acusações de conspiração desde janeiro.

Redação Dinheirama
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