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Maia diz que Previdência é ‘densa’ e que projeto será votado até começo de julho

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse que Congresso e Executivo precisam manter ambiente distensionado e afirmou que a reforma da Previdência deve ser aprovada na segunda quinzena de julho.

“Nós vamos votar no prazo, na segunda quinzena de junho, e no plenário [da Câmara] na primeira quinzena de julho se a gente tiver votos”, disse Maia.

Ao comentar o texto, o deputado disse que ele é “denso” e “muito bem elaborado” pelo ministro Paulo Guedes (Economia) e pelo Secretário da Previdência, Rogério Marinho.

Três dias depois de manifestantes irem às ruas em tom crítico ao Congresso e ao STF e pedindo a aprovação de pautas como a Previdência, o presidente da Câmara disse que é importante manter o clima distensionado entre os Poderes.

“Vamos manter um ambiente distensionado, um ambiente onde o brasileiro olhe para gente e fale: “Essas pessoas que nós escolhemos no Parlamento e no Executivo estão preocupados em reduzir os 13 milhões de desempregos, os 9 milhões de pessoas que vivem abaixo da extrema pobreza, em fazer esse Brasil voltar a crescer e ter emprego. Eu acho que é essa mensagem que a gente precisa passar”, afirmou.

Ele disse ter sugerido ao relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB), a antecipação do relatório prévio da Previdência. Segundo Maia, ele não quis interferir no trabalho do deputado, mas facilitar a formação de uma maioria em torno do texto.

“Pedi um pré-relatório antes para que a comissão mesmo pudesse avaliar antes de uma apresentação oficial porque com isso a gente constrói uma maioria mais fácil. Não foi nenhuma tentativa minha de antecipar, de atropelar os prazos, de atropelar o trabalho da comissão. Eu acho que, ao contrário, com o pré-relatório apresentado uma semana antes, os deputados vão poder fazer críticas e a gente vai poder ter a sensibilidade de saber se o texto que ele está querendo apresentar, é um texto que garante a vitória não apenas na comissão, mas no plenário da Câmara”, afirmou.

Maia comentou ainda as conversas entre ele e os chefes dos Poderes Executivo e Judiciário na terça para a discussão de um “Pacto pelo Brasil”. Em tom elogioso, disse ser importante que Bolsonaro se aproxime do Congresso.

Flávio Bolsonaro entra com habeas corpus para barrar quebra de sigilo

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL) tenta suspender na Justiça a quebra de sigilos bancário e fiscal de 86 pessoas e nove empresas investigadas no inquérito que apura supostas irregularidades cometidas no gabinete de Flávio entre 2007 e 2018, quando ele era deputado estadual.

Na semana passada, a defesa do senador protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo a suspensão da quebra de sigilos determinada pelo juiz de primeira instância Flávio Itabaiana, da 26.ª Vara Criminal. É o segundo HC impetrado pela defesa do senador. Antes, os advogados do de Flávio haviam pedido o trancamento do inquérito. A Justiça negou o pedido de liminar, mas não julgou o mérito da medida.

Segundo pessoas com acesso à defesa, o desembargador Antonio Carlos Nascimento Amado, relator do caso no TJ-RJ, decidiu apensar (anexar) os dois HCs alegando que ambos tratam do mesmo objeto. Na terça, os advogados do senador protocolaram uma petição junto à 3.ª Câmara Criminal do TJ-RJ requerendo o desapensamento dos dois HCs. Eles alegam que embora estejam no mesmo processo, os pedidos têm natureza distinta.

O HC protocolado na semana passada alega que o juiz de primeira instância não fundamentou adequadamente a decisão de quebrar os sigilos. De acordo com advogados, a decisão não especifica quais os motivos para inclusão de diversas pessoas na lista de envolvidos. Algumas delas, segundo a defesa, nunca tiveram relação com o senador.

Em semana de queda, dólar vai a R$ 3,976

O dólar teve  mais um pregão de queda e rompeu a barreira dos R$ 4. A moeda fechou em queda de 1,2% nesta quarta-feira (29), a R$ 3,976. Esta é a segunda semana de queda do dólar após atingir os R$ 4,10.

A Bolsa brasileira também teve um bom desempenho e manteve os 96 mil pontos, apesar do dia negativo para os mercados globais com desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China

Apesar da aversão ao risco no exterior, o Ibovespa subiu 0,18%, a 96.566 pontos, impulsionado pelo cenário doméstico favorável. O giro financeiro foi de R$ 14,75 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

Nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), disse que a reforma da Previdência deve ser votada na segunda quinzena de julho na casa. A possível aprovação no primeiro semestre supera as expectativas de investidores e demonstra o recém-entendimento entre governo Bolsonaro e Câmara.

Sobre o acordo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse estar confiante no alcance de um meio-termo e um objetivo comum com o Congresso em prol da nova Previdência, após se reunir com a bancada do Partido Progressista (PP).

Robert Mueller: ‘Se acreditássemos que Trump não cometeu crime, teríamos dito’

O procurador especial Robert Mueller veio a público nesta quarta-feira (29), pela primeira vez em dois anos, desde que assumiu as investigações do suposto conluio da campanha de Donald Trump com a Rússia e da suposta interferência no processo eleitoral russo. Ele disse que está deixando o Departamento de Justiça, afirmou que “existiram esforços múltiplos e sistemáticos de interferir” nas eleições americanas. “Se tivéssemos confiança de que o presidente não cometeu um crime, teríamos escrito isso no relatório”, afirmou.

O ex-diretor do FBI, que em abril entregou um relatório sobre a investigação, cujas conclusões envolvem o presidente Donald Trump em uma possível obstrução de justiça falou por dez minutos, e disse que o relatório de 448 páginas escrito por ele e seus promotores e investigadores “fala por si”. “É importante que o relatório fale por si, ele é o meu testemunho e não vou falar nada além do que está escrito nele”, disse Mueller.

Ele disse que não pretende comparecer ao Congresso para falar sobre a investigação nas próximas semanas. Também afirmou que se for intimado a depor no congresso, não pretende “falar nada além do que está no relatório”.

Ele também afirmou que seu escritório está formalmente fechado após o término das investigações e eles se demitiu do Departamento de Justiça. “Estou falando hoje porque nossa investigação está completa, estamos formalmente fechando o escritório do conselho especial e também estou me demitindo do Departamento de Justiça para voltar à vida privada”, disse Mueller.

Mueller também afirmou que “as questões investigadas foram de suma importância, porque há evidências claras de que houve interferência russa nas eleições americanas”, disse Mueller.

Logo depois das declarações de Mueller, o presidente americano, Donald Trump, foi à sua conta no Twitter para dizer que “nada mudou em relação ao relatório de Mueller. Não há evidências suficientes e assim, no nosso país, a pessoa é inocente. Caso encerrado. Obrigado”.

Redação Dinheirama
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