Agora você confere as principais notícias de 03/04/19 quarta-feira.

Sistema de Capitalização proposta por Guedes não deve ser aprovada na reforma segundo Maia

Para o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), o sistema de capitalização para a Previdência Social não será aprovado pela Casa, se mantido como o proposto pelo governo federal. Segundo ele, o texto enviado dá a impressão de que o sistema seria igual ao do Chile. “O sistema chileno não vai ser aprovado aqui na Câmara dos Deputados. Agora, um sistema híbrido, onde você garanta uma renda mínima até 5, 6 salários mínimos, talvez possa ser bem aceito pelo parlamento. Mas ele puro é muito difícil”, disse.

Maia acredita que o sistema de capitalização possa até ser aprovado, mas num modelo que garanta a obrigatoriedade da contribuição patronal e uma renda mínima. “Com isso tudo escrito, não vejo problema em avançar na questão da capitalização. Eu sou a favor da capitalização”, afirmou, reiterando ainda sua defesa pela conta individual do FGTS. “A questão da conta individual, da clareza do que o trabalhador tem tanto no FGTS quanto na Previdência é o caminho para o futuro”, disse.

O presidente da Câmara confirmou que as mudanças propostas na reforma da Previdência sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural não deverão avançar na Câmara. “Se tivéssemos condições, a maioria já tirava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o BPC e a aposentadoria rural. Mas eu tenho certeza, pelo que ouço dos líderes e dos partidos, que BPC e aposentadoria rural não vão sobreviver na Comissão Especial em hipótese nenhuma”.

O ministro Paulo Guedes é um dos principais defensores do sistema de capitalização.

Temer, Moreira Franco e outros 12 se tornam réus

O ex-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-ministro Moreira Franco tornaram-se réus na Lava Jato do Rio na terça-feira (2). O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou duas denúncias contra os dois e mais 12 acusados de terem participado de desvios na Eletronuclear.

Temer responderá pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Moreira Franco, 74, por corrupção e lavagem. Entre os réus, também estão o coronel João Baptista Lima, amigo de Temer, e Othon Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear.

O ex-presidente é acusado de chefiar uma organização criminosa que desviava recursos das obras da usina nuclear de Angra 3.

O Ministério Público Federal afirmou que chega a R$ 1,8 bilhão o montante de propinas solicitadas, pagas ou desviadas pelo grupo do ex-presidente da República, envolvendo contratos para além da Eletronuclear.

Segundo a Procuradoria, a organização age há 40 anos obtendo vantagens indevidas sobre contratos públicos.

No despacho, Bretas afirma que a força-tarefa apresentou com clareza os fatos criminosos e que a autoria e a materialidade dos crimes estão minimamente delineadas, o que permite, segundo ele, o prosseguimento da ação penal. Os réus devem apresentar resposta à acusação em 20 dias.

Bolsa volta cair enquanto Real se valoriza frente ao dólar

O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, encerrou em queda na terça-feira (2), em realização de lucros após subir 4,52% em três sessões, também influenciado pelo viés negativo no cenário externo, enquanto investidores permanecem na expectativa de novidades sobre a pauta de reformas do governo, em particular mudanças nas regras de aposentadorias.

A bolsa caiu 0,70%, a 95.386 pontos. O volume financeiro somou R$ 11,8 bilhões.

Em Wall Street, o índice de referência S&P 500 fechou estável, após três sessões consecutivas de ganhos, enquanto os contratos futuros do petróleo subiram com cortes de oferta liderados pela Opep e sanções dos EUA sobre Venezuela e Irã.

A moeda americana fechou em queda de 0,46%, a 3,8580 reais na venda. Ao longo do dia, a cotação oscilou entre 3,8490 reais (-0,70 por cento) e 3,8800 reais (+0,10 por cento).

Na semana passada, o dólar chegou a superar os R$ 4 durante os negócios, antes de terminar a R$ 3,9545, maior patamar desde outubro do ano passado.

May pede à União Europeia prazo maior para negociar o Brexit e se reunirá com líder opositor

Em mais uma tentativa de aprovar seu plano para o Brexit, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou na terça-feira (2), que pedirá à União Europeia outro adiamento do prazo (que terminaria dia 12) para dar mais tempo ao Parlamento britânico para aprovar o acordo.

“Então precisaremos de uma extensão adicional do Artigo 50, um que seja o mais curto possível e que termine quando aprovarmos um acordo. E precisamos ser claros sobre para o quê serve tal extensão, para garantir que saiamos de maneira ordenada e no tempo certo”, disse May em uma declaração televisionada a partir de seu gabinete em Downing Street.

Durante a declaração, May sugeriu uma reunião com o líder do Partido Trabalhista, de oposição, Jeremy Corbyn, para chegar a um acordo sobre um plano que encerre a resistência dos deputados. “Hoje estou tomando ação para romper o impasse. Estou me oferecendo para sentar com o líder da oposição e tentar concordar sobre um plano sobre o qual nós dois nos ateríamos para garantir que deixemos a União Europeia e que o façamos com um acordo.”

Corbyn aceitou se reunir com a premiê, mas não foram divulgados detalhes de quando e onde ocorrerá o encontro.

Após o discurso de May, o presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira que os líderes da União Europeia devem ter paciência com o Reino Unido durante a luta do país para encontrar apoio majoritário para o Brexit.

Redação Dinheirama
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