Agora você confere as principais notícias de 23/10/2018, terça-feira.

Maior rede pró-Bolsonaro do Facebook é excluída após denúncia do ‘Estado’

O Facebook removeu segunda-feira (22), um grupo de 68 páginas e 43 contas da rede social que, juntas, formavam a maior rede pró-Bolsonaro da internet. Segundo a empresa, os donos dessas páginas, controladores de um grupo chamado Raposo Fernandes Associados (RFA), violaram as políticas de autenticidade e spam ao criar contas falsas e múltiplas contas com os mesmos nomes para administrar os grupos. O conteúdo compartilhado pelas páginas não teve influência sobre a decisão do Facebook.

Juntas, essas páginas tinham mais engajamento na internet do que jogadores e artistas mundialmente famosos, como Neymar, Anitta e Madonna.

O caso veio à tona após o jornal O Estado de São Paulo publicar reportagem revelando uma investigação sobre a RFA em parceria com a ONG internacional Avaaz. A matéria mostrou como um casal – o advogado formado pela USP Ernani Fernandes e sua mulher, Thais Raposo – montou um “império” de páginas e sites com apoio de conhecidas figuras conservadoras no País, como Alexandre Frota e Marcello Reis, do Revoltados Online. O Facebook investigava a rede há meses em sigilo.

No dia 12 deste mês, o Estado revelou que, somente nos últimos 30 dias, os endereços dessa rede pró-Bolsonaro alcançaram 12,6 milhões de interações no Facebook – ou seja, o total de reações a postagens, comentários e compartilhamentos. Mais de 16 milhões de usuários seguem essas páginas. Nos mesmos 30 dias, o jogador Neymar acumulou 1,1 milhão de interações, a cantora Anitta conseguiu 574,8 mil e Madonna, 442,5 mil.

“Autenticidade é algo fundamental para o Facebook, porque acreditamos que as pessoas agem com mais responsabilidade quando usam suas identidades reais no mundo online. Por isso, exigimos que as pessoas usem seus nomes reais  e também proibimos spam, uma tática geralmente usada por pessoas mal intencionadas para aumentar de maneira artificial a distribuição de conteúdo com o objetivo de conseguir ganhos financeiros”, diz a nota do Facebook.

A empresa que administra o grupo é a Novo Brasil Empreendimentos Digitais Ltda, de propriedade do advogado Ernani Fernandes Barbosa Neto e de Thais Raposo do Amaral Pinto Chaves. As páginas da rede são sempre identificadas com a sigla RFA na descrição.

Embora se declarasse como independente, a rede administrava endereços como ‘Apoio a Jair Bolsonaro’ e, durante a divulgação dos resultados do primeiro turno, comemorou nas páginas vitórias como as dos candidatos Eduardo Bolsonaro e Janaina Paschoal, ambos do PSL.

“Este é um grande alerta para as plataformas de rede social, para o Tribunal Superior Eleitoral e para o Congresso. A rede  RFA era mais do que o dobro do que pensávamos, e as evidências sugerem que há muitos outros atores maliciosos inundando as mídias sociais com mentiras para influenciar as eleições. Essa enorme ameaça à nossa democracia exige uma resposta massiva. O Facebook deve alertar todos que tiveram contato com essa teia de mentiras e emitir correções imediatamente ”, disse o coordenador da Avaaz, Diego Casaes.

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Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista, diz Celso de Mello, decano do STF

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), classificou a afirmação do deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL), de que bastam um soldado e um cabo para fechar a Corte, de “inconsequente e golpista”.

Disse ainda que o fato de Bolsonaro ter tido uma votação expressiva nas eleições —ele recebeu quase 2 milhões de votos— não legitima “investidas contra a ordem político-jurídica”.

O magistrado, que é o decano do STF, enviou a declaração por escrito ao jornal Folha de São Paulo, e pediu que ela fosse publicada “na íntegra e sem cortes”.

Escreveu Celso de Mello: “Essa declaração, além de inconsequente e golpista, mostra bem o tipo (irresponsável) de parlamentar cuja atuação no Congresso Nacional, mantida essa inaceitável visão autoritária, só comprometerá a integridade da ordem democrática e o respeito indeclinável que se deve ter pela supremacia da Constituição da República!!!! Votações expressivas do eleitorado não legitimam investidas contra a ordem político-jurídica fundada no texto da Constituição! Sem que se respeitem a

Constituição e as leis da República, a liberdade e os direitos básicos do cidadão restarão atingidos em sua essência pela opressão do arbítrio daqueles que insistem em transgredir os signos que consagram, em nosso sistema político, os princípios inerentes ao Estado democrático de Direito”.

O vídeo com as declarações de Eduardo Bolsonaro começaram a circular logo cedo entre ministros do STF.

Celso de Mello teve uma das reações mais indignadas. Questionado pela Folha, decidiu enviar a mensagem. Outros ministros trocaram mensagens e telefonemas entre si.

Eles aguardam a chegada do presidente da Corte, Dias Toffoli, para discutir um posicionamento. Ele estava em Veneza para compromissos profissionais e deve chegar segunda-feira (22) em Brasília.

A ministra Rosa Weber, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse que a magistratura se mantém firme. “No Brasil, as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum no país, juízes todos no Brasil [que] honram a toga, se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como conteúdo inadequado”, afirmou ela.

Marco Aurélio Mello disse que vivemos “tempos sombrios”. “Vamos aguardar, com toda a serenidade, os acontecimentos”. O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Medeiros, não comentou

‘Já adverti o garoto’, diz Bolsonaro sobre filho ter falado em fechar STF

Em entrevista ao SBT nesta segunda-feira (22), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) disse ter advertido seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por declaração sobre fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Eu já adverti o garoto, o meu filho, a responsabilidade é dele. Ele já se desculpou”, disse, acrescentando que a declaração de Eduardo foi feita em julho.

Deputado federal com maior votação da história, Eduardo tem 34 anos e assumirá em fevereiro seu segundo mandato.

Durante aula para um cursinho preparatório, em julho deste ano, ele disse que para fechar o STF bastaria um cabo e um soldado.

“Ele aceitou responder uma pergunta que não tinha nem pé e nem cabeça e resolveu levar para o lado desse absurdo aí. Nós temos todo o respeito e consideração com os demais poderes e o Judiciário obviamente é importante”, disse Jair.

O presidenciável disse ter sido “pesado” com o filho ao dizer, no domingo, que quem fala em fechar o STF deve ir ao psiquiatra.

“No que depender de nós isso é uma página virada”, acrescentou.

O candidato do PSL evitou responder a pergunta sobre declaração do decano do STF, ministro Celso de Mello. Ele classificou de ‘inconsequente e golpista’ a fala de Eduardo.

“Wadih Damous falou de forma bastante consciente em fechar o Supremo e não teve essa repercussão toda.”

O candidato se refere a uma fala do deputado federal do PT feita em abril deste ano. Na ocasião, o petista gravou um vídeo criticando especialmente o ministro Luís Roberto Barroso, que deu o voto mais contundente a favor da prisão de condenados em segunda instância.

O julgamento teve impacto no caso do ex-presidente Lula, que teve um habeas corpus preventivo negado pela corte.

Damous é advogado e ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio.

Nos bastidores da campanha, a ordem é não comentar a declaração do decano do STF.

Aliados de Bolsonaro vão minimizar a fala, dizer que o presidenciável já se manifestou sobre o caso e vão lembrar a fala de Damous.

Dólar volta a fechar abaixo de R$ 3,70 e Bolsa sobe com otimismo eleitoral

O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 3,70 e a Bolsa brasileira avançou mais de 1,5% nesta segunda-feira, confirmando o otimismo de investidores com a reta final da eleição brasileira.

A moeda americana cedeu 0,72%, a R$ 3,6880. De uma cesta de 24 emergentes, o real foi a divisa que mais ganhou força ante o dólar, sendo que apenas 7 delas avançaram.

A Bolsa brasileira avançou 1,63%, a 85.596 pontos, também descolada do exterior. O Ibovespa foi puxado por papéis da Vale e da Petrobras.

Nesta semana se inicia a divulgação de resultados das companhias no terceiro trimestre.

Trump diz que cortará ajuda a Guatemala, Honduras e El Salvador

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que Guatemala, Honduras e El Salvador não conseguiram impedir que as pessoas deixassem seu país e entrassem ilegalmente nos EUA. Diante disso, ele anunciou que começará a “cortar ou a reduzir substancialmente a enorme ajuda externa dada rotineiramente a eles”.

Dados do governo americano e de uma ONG de monitoramento, no entanto, apontam que a ajuda americana para países da América Central já diminuiu nos últimos dois anos: de US$ 750 milhões em 2016 para US$ 615 milhões em 2018.

As mais de 7 mil pessoas que foram se juntando à caravana, segundo dados da ONU, chegaram no fim de semana à cidade mexicana de Tapachula, na fronteira com os EUA, após percorrerem o caminho a pé desde a fronteira da Guatemala. Elas desafiam as ameaças de Trump de fechar a fronteira com o México, assim como os alertas do governo mexicano.

Em uma série de tuítes, Trump disse ainda ter alertado autoridades militares e federais de patrulhamento da fronteira que a caravana representa uma emergência nacional.

Sem apresentar evidências, o presidente americano disse que na caravana estão misturados “criminosos e desconhecidos do Oriente Médio”, que segundo ele querem invadir os EUA.

“Guatemala, Honduras e El Salvador não foram capazes de impedir essas pessoas de deixarem seus países e de entrarem ilegalmente nos EUA. Nós iremos, agora, começar a cortar, ou reduzir substancialmente, o massivo auxílio externo dado rotineiramente a eles”, escreveu Trump. Não estava claro quais pagamentos Trump estava se referindo ou como pretender agir com a aprovação do Congresso.

A 15 dias das eleições de meio de mandato, os comentários de Trump tornaram a caravana uma grande questão sobre imigração no país, que segundo o jornal The New York Times, a Casa Branca tenta usar para mobilizar eleitores da base republicana.

“Todas as vezes que você vir uma caravana, ou pessoas entrando ilegalmente, ou tentando entrar em nosso país ilegalmente, pense e culpe os democratas por não nos dar os votos necessários para mudar nossa patética Lei Migratória! Lembre-se das (eleições de) meio de mandato! Isso é tão injusto com aqueles que chegam ao país legalmente.”

Apesar de Trump culpar os democratas, alguns projetos de lei sobre imigração que ele apoiou não passaram na Câmara controlada por seu partido devido a disputas entre a ala mais conservadora e a mais moderada dos republicanos e não por objeção democrata.

Redação Dinheirama
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