Agora você confere as principais notícias de 04/01/2018, quinta-feira.

Ministro da Indústria e Comércio pede demissão

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira (PRB), pediu demissão no início da tarde desta quarta-feira. Em carta entregue ao presidente Michel Temer, Pereira afirmou que deixa a pasta para poder se dedicar a “questões pessoais e partidárias”. Pereira alegou a Temer que precisava se desincompatibilizar do governo para “trabalhar” sua campanha para deputado federal. Pela legislação, ele teria até o início de abril para se desligar do cargo de ministro.

No pedido de demissão, Pereira, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e um dos líderes do Partido Republicano Brasileiro (PRB), reiterou apoio ao governo, mas disse que tem que reestruturar o partido nacionalmente para as eleições. Por isso, não conseguirá conciliar essas ações com a gestão do ministério. Ele estava à frente da pasta desde maio de 2016, quando Temer assumiu interinamente a Presidência da República com o impeachment de Dilma Rousseff.

No texto, o agora ex-ministro diz que o quando assumiram o governo estava “falido e despedaçado” e “com coragem enfrentamos os desafios que foram impostos”. “Hoje observamos que o país encontrou seu curso novamente”, afirma. Ele também cita que quando assumiu foi criticado pela imprensa que por ser “um pastor não terá condições de exercer destacada função”. “Mas os avanços nesses 20 meses de trabalho incansável provaram que o problema do Brasil não é a fé das pessoas, que é de foro íntimo, mas a vontade de cada uma para servir e realizar”.

Petrobrás propõe pagamento de US$ 2,95 bi para encerrar ação nos EUA

A Petrobrás propõe um acordo para encerrar a ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos, com o pagamento de US$ 2,95 bilhões. Esse valor impactará o resultado do quarto trimestre de 2017, explica a companhia. O acordo será submetido à apreciação do juiz da Corte Federal de Nova York. Considerando a cotação do dólar na manhã desta quarta-feira, que oscilava em torno de R$ 3,26, o valor da indenização é 6,5 vezes o montante que a companhia diz ter recuperado com a Operação Lava Jato, de R$ 1,475 bilhão.

Com essa proposta elimina-se o risco de um julgamento desfavorável, “o que poderia causar efeitos materiais adversos à companhia e a sua situação financeira” e “põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva”, segundo expõe a petroleira em nota ao mercado, divulgada nesta manhã de quarta-feira (3).

A proposta para o encerramento da ação é pagar o montante em três parcelas, sendo duas de US$ 983 milhões e a última de US$ 984 milhões. A primeira parcela será paga em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz, a outra em até dez dias após a aprovação final e a terceira em até seis meses ou 15 de janeiro de 2019, o que ocorrer por último.

Otimismo com economia leva Bolsa a recorde

O otimismo com a recuperação da economia brasileira, mesmo em meio às incertezas eleitorais e sobre a aprovação da reforma da Previdência, levou a Bolsa brasileira a registrar, nesta quarta (3), a oitava alta seguida e novo recorde nominal, ainda que abaixo dos 78 mil pontos. O dólar recuou para R$ 3,23.

O Ibovespa, das ações mais negociadas, subiu 0,13%, para 77.995 pontos. Com a oitava alta, o índice engatou a melhor sequência de valorizações desde a encerrada em julho de 2016, quando a Bolsa subiu por dez pregões seguidos.

O giro financeiro foi de R$ 8,6 bilhões –nos dois pregões de 2018, a média está em R$ 8 bilhões. No ano passado, o volume financeiro médio negociado por dia foi de R$ 9,7 bilhões.

O dólar comercial recuou 0,73%, para R$ 3,237. O dólar à vista caiu 0,55%, para R$ 3,241.

Presidente do Banco Central diz que há chance de corte adicional do juro

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reafirmou ontem que “existe possibilidade” de corte adicional do juro básico da economia (Selic) em fevereiro. Em entrevista à Rádio Jovem Pan de São Paulo, ele citou o que o BC já havia destacado em documentos recentes: há mais riscos no horizonte, mas permanece o espaço para redução de juros.

“A gente indicou que existe essa possibilidade (de corte adicional do juro) desde que a inflação continue baixa, que os riscos continuem como a gente tem hoje”, disse. “Dado isso, sinalizamos que há possibilidade de uma redução moderada da flexibilização monetária.”

Na entrevista, Goldfajn disse que a instituição está preparada para as oscilações comuns de um ano eleitoral e a “qualquer cenário” relacionado à evolução da economia. “Estamos entrando em um ano com bastante colchão”, disse, referindo-se às reservas internacionais, hoje em torno de US$ 382 bilhões.

Redação Dinheirama
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