Agora você confere as principais notícias de 20/12/2017, quarta-feira.

Fachin determina que Maluf comece a cumprir pena em regime fechado

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o deputado federal Paulo Maluf (PP), 86, comece a cumprir pena em regime fechado e perca o mandato de parlamentar.

Em maio, Maluf foi condenado pela primeira turma do STF a sete anos, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado por crimes de lavagem de dinheiro. Ele também foi condenado à perda do mandato e ao pagamento de 248 dias-multa no valor de cinco vezes o salário mínimo vigente à época dos fatos, aumentada em três vezes.

Os ministros decidiram ainda que Maluf deve se afastar da administração de empresas, seja em cargo de direção, integrante de conselho de administração ou de gerência, pelo dobro do tempo da pena de prisão, ou seja, mais de 15 anos.

O deputado recorreu, mas perdeu. Ele tentou novo recurso (“embargos infringentes”), negado por Fachin, que aproveitou para determinar o cumprimento imediato da pena.

Para Fachin, Maluf tenta protelar o início do cumprimento da pena.

“A manifesta inadmissibilidade dos embargos infringentes ora opostos, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, revela seu caráter meramente protelatório, razão por que não impede o imediato cumprimento da decisão condenatória”, escreveu.

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Meirelles acena para o aumento dos benefícios do Bolsa Família

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acenou com o aumento do valor dos benefícios do programa Bolsa Família em 2018. Em café da manhã de fim de ano com jornalistas, Meirelles adiantou que os benefícios terão reajuste pela inflação para refletir a evolução do custo de vida.

“Parece razoável”, disse. Mas o ministro foi além: disse que, na medida da possibilidade, o benefício poderá ter um “ganho extra” acima da inflação. “Havendo espaço sim (conceder o extra)”, afirmou. Segundo ele, não há decisão, mas “certamente será uma prioridade”.

O ministro também considerou importante a definição em 2019 das novas regras do salário mínimo. Nas últimas semanas, o ministro tem focado o discurso social, já de olho numa possível candidatura à Presidência da República em 2018.

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Bolsa fecha com queda de 0,6% por preocupação fiscal; dólar recua

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), de manter o reajuste dos servidores pressionou em baixa o mercado financeiro brasileiro nesta terça (19), em dia negativo para as principais Bolsas mundiais. No mercado cambial, o dólar fechou quase estável.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, fechou em queda de 0,60%, para 72.680 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,7 bilhões –quase metade da média diária de dezembro, que está em R$ 11,5 milhões.

O dólar comercial teve leve queda de 0,03%, para R$ 3,298. O dólar à vista, que fecha mais cedo, se valorizou 0,16%, também a R$ 3,298.

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No Chile, Piñera terá desafio de unir moderados e extrema direita

O novo presidente do Chile, Sebastián Piñera, terá dois desafios conflitantes logo no começo de seu segundo mandato: buscar apoio do centro no Parlamento para cumprir suas promessas e, ao mesmo tempo, manter o apoio da extrema direita que o ajudou a garantir a maior votação de um presidente na história do Chile desde a redemocratização e a vitória sobre o governista Alejandro Guillier.

“Vou propor grandes acordos para enfrentar e resolver os grandes problemas que afligem tantos chilenos”, afirmou Piñera na segunda-feira, dia 18, em um discurso depois do resultado. “Quero reafirmar um compromisso com o diálogo e os acordos.”

Construir essas pontes será uma tarefa árdua. Em seu primeiro mandato, entre 2010 e 2014, Piñera tinha apoio da Câmara dos Deputados e do Senado, algo que não terá desta vez. Na Câmara, dos 155 integrantes, 72 são da Chile Vamos, coalizão de Piñera. No Senado, o desafio será maior: entre os 43 senadores a Chile Vamos, de centro-direita, e a Força da Maioria, da centro-esquerda, tem 19 assentos.

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Redação Dinheirama
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