Agora você confere as principais notícias de 27/05/19 segunda-feira.

Atos exaltam Moro e Guedes, pais de reformas do governo, e criticam Maia e centrão

Com a direita rachada, as manifestações pró-governo Bolsonaro realizadas neste domingo (26) pelo país exaltaram projetos encampados pelos ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) e concentraram críticas não só no centrão, alvo já esperado, como no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Os atos foram impulsionados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL), que, apesar das recomendações de integrantes do governo para que mantivesse distanciamento, estimulou a mobilização ao espalhar imagens em redes sociais e dizer que ela era um “recado àqueles que teimam com velhas práticas”.

Ao levar milhares de pessoas às ruas em ao menos 140 cidades, as manifestações superaram a expectativa de aliados do governo em meio ao racha de grupos de direita e ao temor de fracasso devido ao desgaste popular de Bolsonaro nos primeiros meses de mandato.

Nos principais pontos de encontro, como a avenida Paulista, em São Paulo, os participantes ficaram espalhados por quarteirões, e não concentrados, sendo possível se deslocar sem dificuldade. Ao todo, nove carros de som de diferentes grupos estacionaram na avenida.

Em Brasília, congressistas destacaram que Bolsonaro deu demonstração de força em algumas cidades de Sudeste e Sul, mas que, em uma análise mais ampla, as mobilizações foram aquém dos protestos anti-governo.

As aglomerações deste domingo também não chegaram perto dos principais atos políticos dos últimos anos, como os que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

China alega que exigência dos EUA sobre empresas estatais é ‘invasão’ em soberania econômica

Os Estados Unidos têm solicitado à China que detenha o desenvolvimento de suas empresas estatais, exigência que o governo considera uma “invasão” em sua soberania econômica, afirmou no sábado (25) a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

As tensões comerciais entre os dois países se acirraram, principalmente no início deste mês, depois de o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, ter acusado a China de ignorar as promessas anteriores de fazer mudanças estruturais em suas práticas econômicas.

Os EUA então impuseram tarifas adicionais de até 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o que levou o governo chinês a retaliar.

Enquanto as negociações comerciais estão suspensas, os dois lados parecem querer ganhar tempo. A China negou que tenha voltado atrás em suas promessas, mas reiterou que não faria concessões a “questões de princípios” para defender seus interesses centrais, mas sem fornecer mais nenhum detalhe.

“O governo dos EUA apresentou à mesa de negociações uma série de demandas arrogantes à China, incluindo restrições ao desenvolvimento de empresas estatais”, disse a Xinhua em um comentário.

As estatais chinesas contam não apenas com subsídios explícitos, mas também de benefícios ocultos, como garantias implícitas do governo para dívidas e juros menores para empréstimos bancários, segundo analistas e grupos do setor de comércio.

De modo geral, porém, o alcance dos atos não foi muito diferente dos protestos do último dia 15 contra bloqueios de recursos da educação pelo governo Bolsonaro, quando houve mobilizações em ao menos 170 cidades.

Guaidó aceita negociar com chavismo

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, aceitou ontem uma negociação direta de seus enviados com representantes chavistas, sob mediação do governo norueguês. Até agora, as duas partes não haviam aceitado se encontrar. Os dois lados usavam a chancelaria da Noruega como interlocutor.

O movimento ocorre menos de um mês depois de uma tentativa de Guaidó de depor o presidente Nicolás Maduro com adesão de parte dos militares. O intento fracassou em razão da baixa adesão da cúpula militar às ofertas de deserção.

Em comunicado, Guaidó disse que atende o convite da Noruega para “explorar uma saída possível, negociada”. Já Maduro agradeceu à Noruega em seu Twitter. “Agradeço ao governo da Noruega por seus esforços para avançar nos diálogos pela paz e pela estabilidade da Venezuela. Vai a Oslo nossa delegação com boa disposição para trabalhar em uma agenda integral acordada e avançar na construção de bons acordos”.

O governo escandinavo havia anunciado que as delegações retornariam ao país europeu na semana que vem. A Noruega trabalhou como facilitadora de 20 processos de diálogo nas últimas décadas, como o que levou à assinatura dos acordos de Oslo entre israelenses e palestinos ou as conversas entre o governo colombiano e as Farc.

Tentativas anteriores de negociação, mediadas pela República Dominicana, fracassaram.

Os representantes da oposição serão chefiados pelo vice-presidente do Parlamento, Stalin González, e pelo ex-deputado Gerardo Blyde, enquanto os da situação serão presididos pelo ministro de Comunicação Jorge Rodríguez.

Redação Dinheirama
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