Agora você confere as principais notícias de 06/02/2018, terça-feira.

PT insistiu em caixa dois mesmo após o mensalão, diz delatora

A colaboradora Mônica Moura, responsável por coordenar campanhas do PT ao lado do marido, João Santana, afirmou ao juiz Sergio Moro na tarde desta segunda-feira (5) que o partido insistiu em pagamentos por meio de caixa dois, ou seja, despesas não contabilizadas, mesmo após o escândalo do mensalão.

Moro questionou a publicitária se o mensalão não teria levado o partido a evitar o uso de caixa dois na campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Mônica disse que João Santana comentou sobre o risco diversas vezes com pessoas do partido, como o ex-ministro Antonio  Palocci, mas que não obteve sucesso.

“João teve essas conversas várias vezes, [dizendo] ‘é um risco’, ‘não quero isso’, ‘não vou me meter nisso’. Durante algum tempo ele conseguiu dizer que não iria fazer assim, mas você acaba aceitando e fazendo”, afirmou.

Mônica, João e Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, foram ouvidos nesta segunda como testemunhas de acusação na ação penal que investiga benfeitorias de cerca de R$ 1 milhão em um sítio frequentado por Lula e familiares. Neste processo, o ex-presidente é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. As reformas teriam sido pagas pelas empreiteiras Odebrecht e OAS e pelo grupo Schahin, por meio do pecuarista José Carlos Bumlai.

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Bolsa de NY tem maior queda em sete anos

O temor de que a economia americana entre em uma fase de superaquecimento provocou pânico nesta segunda-feira (5), no mercado acionário dos EUA, que fechou com a maior queda em pontos da história.

O movimento de venda acentuou perdas registradas na sexta-feira e se espalhou por Bolsas na Europa, Ásia e América Latina. Sob esse efeito, em São Paulo, o Ibovespa – com as principais ações em negociação na B3 – acompanhou a queda de seus pares em Nova York, porém, em ritmo um pouco mais contido. O índice fechou em baixa de 2,59%, aos 81.861,08 mil pontos.

Em termos porcentuais, o tombo no exterior foi o maior desde 2011 e anulou os ganhos obtidos pelos investidores em 2018. O índice Dow Jones sofreu a maior perda diária em pontos da história, ao ceder 4,60%, aos 24.345,75 pontos. O S&P 500 recuou 4,10% e o Nasdaq fechou em baixa de 3,78%. Ao longo do pregão, o Dow Jones chegou a despencar mais de 6%.

O grande temor do mercado é que a maior economia do mundo enfrente pressões inflacionárias que levem o Federal Reserve a aumentar a taxa de juros em ritmo mais acelerado que o gradualismo projetado por Janet Yellen e seu sucessor, Jerome Powell, que tomou posse ontem.

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Bitcoin recua mais 17% e vai a US$ 7.000

O bitcoin voltou a despencar nesta segunda-feira (5) e fechou abaixo de US$ 7.000, numa reação às notícias de haverá um aumento na supervisão sobre as criptomoedas.

A moeda virtual mais popular entre os investidores recuou 17,1%, para US$ 6.683. No ano, a desvalorização está em 52,5%. Em 2017, porém, a alta foi de 1.403%. O bitcoin chegou à cotação máxima de US$ 18.674.

A queda ocorreu após bancos no Reino Unido e nos Estados Unidos proibirem o uso de cartões de crédito para compra de bitcoin e outras criptomoedas. O receio é que uma queda no valor das moedas possa tornar os clientes incapazes de pagarem as suas dívidas.

A preocupação derrubou a cotação de outras moedas. A ethereum caiu 17,3% e a ripple recuou 16,6% nesta segunda. O bitcoin cash se desvalorizou 24,5%.

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Jefferson diz que não desiste de nomeação da filha

Mesmo após as novas denúncias envolvendo a sua filha Cristiane Brasil, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que não pretende indicar outro nome para o Ministério do Trabalho e que o caso, agora, está na “mão de Deus”.

Jefferson afirmou que vai esperar esta semana por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a posse no cargo e negou que haja pressão da bancada do PTB na Câmara para que o partido reavalie a nomeação de Cristiane.

Os deputados do PTB devem se reunir nesta terça-feira (6), para discutir a questão. Segundo um parlamentar, o sentimento é que a escolha de outro nome para o cargo seria a única maneira de acabar com a sucessão de desgastes já enfrentados pela sigla.

Nesta segunda, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) afirmou que o Palácio do Planalto não vai solicitar que o PTB indique outro nome, mas nos bastidores o governo tem sinalizado que essa seria a melhor solução para o caso.

Além de a posse da filha de Jefferson estar barrada pela Justiça há um mês, no final de semana surgiram novas acusações contra Cristiane que ampliaram o desgaste em torno da indicação. Conforme revelou o Estado no último sábado, Cristiane é alvo de um inquérito que apura suspeitas de associação com tráfico durante a campanha eleitoral de 2010.

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Redação Dinheirama
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