Agora você confere as principais notícias de 04/03/2018, domingo.

Ministro queria ser vice de Aécio e pode virar de Alckmin com apoio de Temer

Está em gestação a jogada mais pragmática de toda essa campanha eleitoral tão desajeitada: uma chapa com Geraldo Alckmin na cabeça e Henrique Meirelles como vice. Um pelo PSDB, outro pelo MDB, reativando a aliança entre os dois partidos interrompida nos anos do PT e agregando à candidatura Alckmin os êxitos econômicos do governo Temer, mas trazendo como contrapeso sua carga de denúncias e dívidas na Justiça.

As conversas avançam e podem ter evoluído na sexta-feira no encontro do presidente Michel Temer com o tucano Fernando Henrique Cardoso, já que uma costura assim só tende a evoluir com o aval de FHC e o patrocínio de Temer. Se FHC tem sido seguidamente azedo com o governo, vai ter que adoçar o tom.

A operação exige acordos delicados, mas não chega a ser tão complicada. Nem Meirelles é homem de partido, nem o seu partido, o PSD, deu a mínima bola para as pretensões presidenciais dele. Logo, o divórcio será amigável, com todos, ao final, participando da mesma campanha: a de Alckmin.

Se Meirelles é um candidato em busca de uma sigla, o MDB é uma sigla em busca de um candidato. Tenha os problemas que tiver, o MDB é precioso para Alckmin, pelo tempo de TV, ramificação nacional, bancadas no Congresso, governos estaduais e prefeituras.

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Cunha tenta tirar das mãos de Fachin inquérito no qual Temer foi incluído

No mesmo dia em que a PGR pediu a inclusão do nome de Michel Temer em inquérito sobre suposto repasse ilegal ao MDB pela Odebrecht, a defesa do ex-deputado Eduardo Cunha entrou com um recurso no Supremo pleiteando que Cármen Lúcia tire o caso do ministro Edson Fachin. A presidente do STF já havia rejeitado a mudança, mas os advogados de Cunha insistem. Argumentam que não há conexão entre os fatos investigados e os desvios na Petrobras apurados na Lava Jato.

O inquérito 4462 apura relato de delatores sobre um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, no qual a cúpula do MDB teria solicitado R$ 10 milhões à Odebrecht. Temer não estava entre os investigados, mas dois de seus principais ministros, sim: Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

A procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu que Temer fosse incluído no inquérito no último dia 27 –mesma data em que o recurso dos advogados de Cunha chegou ao STF. No início de fevereiro, o próprio Fachin entendeu que não deveria mais relatar o caso acatando a tese de que não há vínculo com a Lava Jato.

Cármen Lúcia vetou a redistribuição. Cunha, que é citado nos autos do processo, mas não investigado, pede que, caso ela rejeite o novo recurso, submeta o tema ao plenário da corte.

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Para republicanos, tarifa sobre aço é como novo imposto

Tradicionais defensores do livre comércio, parlamentares republicanos se opuseram às tarifas sobre a importação de aço e alumínio divulgadas pelo presidente Donald Trump na quinta-feira (1). Líderes da legenda no Congresso não foram avisados com antecedência da intenção do ocupante da Casa Branca de anunciar as barreiras.

Para muitos, a medida equivale a um novo imposto, que comerá parte do alívio dado pelo corte de US$ 1,5 trilhão em tributos aprovado em dezembro, na que foi a principal conquista legislativa dos republicanos.

“Tarifas novas e enormes desse tipo sobre a importação de aço são um grande equívoco e vão aumentar os custos para os consumidores americanos, gerar perda de empregos e incentivar a retaliação de outros países”, declarou o senador republicano Pat Toomey, da Pensilvânia, um dos Estados que lideram a produção de aço nos Estados Unidos.

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Redação Dinheirama
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