Agora você confere as principais notícias de 16/05/19 quinta-feira.

Ministro da Educação diz na Câmara que bloqueio de recursos é culpa de Dilma e Temer

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, colocou a culpa nos governos anteriores pelo corte de orçamento na área, que atinge R$ 7,4 bilhões neste ano. Weintraub fala no Plenário da Câmara na tarde de quarta-feira (15) após convocação dos deputados para explicar os bloqueios.

Em resposta a questionamento do deputado Orlando Silva (PC do B), Weintraub disse que o atual governo não pode ser responsabilizado pelo cenário atual da educação.

“A evolução que a educação teve nos últimos anos no Brasil não tem nada a ver com o atual governo. Porque não foi evolução, foi involução”, disse. “Nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual, o orçamento atual foi feito pelo governo eleito de Dilma Rousseff e [Michel] Temer, que era vice. Não somos responsáveis pelo desastre da educação, não votamos neles.”

Weintraub repetiu a mesma exposição que já havia feito na semana passada no Senado, em que detalha metas do PNE (Plano Nacional de Educação) mas não traz informações sobre os planos do governo para a área.

A área econômica determinou um contingenciamento geral de R$ 30 bilhões. A divisão por cada área foi decidida pelo ministério da Economia. Só nas universidades federais, o corte foi de R$ 2 bilhões, o que representa 30% dos recursos discricionários.

O clima piorou nessa relação depois que o ministro indicou em entrevista que haveria cortes em instituições específicas por questões ideológicas, o que ele classificou como balbúrdia.

Advogado de Queiroz vai entrar com habeas corpus contra quebra de sigilo

O advogado Paulo Klein, que defende ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL) Fabrício Queiroz, informou que pretende que entrar com um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio contra a decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27.ª Vara Criminal do Rio, que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 95 pessoas físicas e jurídicas.

“A decisão que determinou o afastamento é ilegal porque é lançada contra todos os investigados de forma genérica. O Código Penal determina que uma medida gravosa exige que seja fundamentada em cada um dos investigados. Isso não foi feito e isso é a primeira ilegalidade”, afirmou.

O advogado alega ainda que a investigação é “ilegal” desde o começo por ter sido aberta contra um deputado estadual em exercício e em razão do cargo parlamentar. O procedimento investigatório do Ministério Público do Rio foi aberto quando Flávio ainda era deputado estadual.

“Tudo foi feito sem autorização do Tribunal de Justiça. O Ministério Público tentou burlar essa regra, dizendo que ele não era alvo da investigação. Agora, com a quebra do sigilo de Flávio Bolsonaro se vê que ele era alvo desde o início”, disse o advogado.

Crise política faz Ibovespa fechar em queda

A quarta-feira (15) foi de recuperação para as principais Bolsas mundiais, que tiveram o segundo pregão positivo após o tombo da segunda (13). O Brasil, entretanto, não conseguiu acompanhar o viés otimista com nova derrota do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

Na terça (14), oposição e centrão impuseram mais uma derrota ao governo na Câmara. Foi aprovada a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para o plenário da Câmara prestar esclarecimentos do bloqueio de R$ 7,3 bilhões na pasta aos 513 parlamentares.

Inicialmente, Weintraub falaria na comissão de educação, mas foi surpreendido pela convocação. A intenção do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, era derrubar a deliberação e impedir que o ministro fosse obrigado a vir, mas foi derrotado por 307 votos a 82.

O episódio deixa investidores cautelosos com a aprovação da reforma da Previdência, que depende da boa articulação do governo com o centrão.

Outro dado preocupante para o mercado é a confirmação do Banco Central de que a atividade econômica brasileira registrou retração de 0,68% no primeiro trimestre.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) recuou também na comparação de março com fevereiro, apresentando queda de 0,28%. Economistas previam queda de 0,20%, segundo projeções das agências Bloomberg e Reuters.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, chegou a cair mais de 2% no início do pregão, quando chegou a 90.294 pontos. Durante o dia, a queda foi amenizada, com melhora no exterior. O índice fechou com recuo de 0,5%, a 91.621 pontos. O volume financeiro somou R$ 14,2 bilhões, dentro da média diária para o ano.

O dólar acompanhou o viés negativo e operou a R$ 4 durante toda a manhã. A máxima no dia foi de R$ 4,0230. Pela tarde, a moeda americana perdeu força e fechou a R$ 3,9980, alta de 0,52%.

Em meio a crise com Irã, EUA retiram funcionários de embaixada no Iraque

O Departamento de Estado americano ordenou na quarta-feira (15), a saída de todos os funcionários considerados não essenciais da embaixada em Bagdá e do consulado em Irbil, no Iraque, pela preocupação causada pelas ameaças de Teerã em um momento de tensão crescente entre Estados Unidos e Irã.

O governo americano aumentou a pressão sobre o Irã nos últimos dias. Washington acusou Teerã de planejar ataques “iminentes” na região e reforçou a sua presença militar no Golfo.

“Vários grupos terroristas e insurgentes estão ativos no Iraque e atacam regularmente tanto as forças de segurança iraquianas como os civis”, segundo um comunicado. “As milícias sectárias antiamericanas também podem ameaçar cidadãos americanos e empresas ocidentais em todo o Iraque.”

Em 2018, os EUA fecharam seu consulado na cidade de Basora, no sul do Iraque, onde impera a lei tribal e há uma grande quantidade de grupos armados, culpando o “fogo indireto” das forças apoiadas pelo Irã e advertindo seu rival de represálias por qualquer dano.

Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, fez uma viagem surpresa a Bagdá para fortalecer os laços com o Iraque, enquanto aplicava “pressão máxima” contra Teerã, rival dos Estados Unidos, mas aliado do Iraque.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários