Agora você confere as principais notícias de 09/03/2019, sábado.

Paulo Guedes afirma que faltam 48 votos para garantir reforma da Previdência

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que falta garantir mais 48 votos para a aprovação do projeto de reforma da Previdência na Câmara. Em entrevista que será publicada no jornal O Estado de São Paulo no próximo domingo, o ministro informou que o mapeamento do governo indica que 160 deputados já declararam publicamente apoio à mudança nas regras de aposentadoria. Outros 100, segundo ele, já indicaram ao Palácio do Planalto que votarão a favor da reforma.

O ministro afirmou também que o presidente Jair Bolsonaro “fará sua parte” para garantir a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano.

A informação do ministro teve efeito imediato na Bolsa de Valores. O índice Ibovespa, que operava em leve alta, acelerou o ritmo e fechou em alta de 1,09%, aos 95.364 pontos. Questionado no final da tarde sobre a questão dos votos, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse não ter conhecimento sobre o  mapeamento dos votos.

Guedes advertiu também na entrevista que promover mudanças na reforma de modo a reduzir a economia para menos de R$ 1 trilhão em dez anos é “assaltar as gerações futuras” e condicionou qualquer alteração no texto a compensações. Segundo Guedes, economia abaixo desse patamar pode comprometer a implantação do novo regime de capitalização, que será oferecido aos novos entrantes no mercado de trabalho.

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Bolsonaro diz que cada uma das duas ministras vale por dez homens

O presidente Jair Bolsonaro utilizou na sexta-feira (8) discurso em evento do Dia Internacional da Mulher para minimizar a presença pequena de ministras na atual configuração da Esplanada dos Ministérios.

Em evento com funcionárias do Palácio do Planalto, ele disse que o primeiro escalão do governo está “equilibrado”, uma vez que cada uma das duas únicas mulheres equivale a “dez homens”. Ao todo, a equipe ministerial é formada por 22 pastas. As duas ministras são Damares Alves, da Mulher, e Tereza Cristina, da Agricultura.

“Pela primeira vez, o número de ministros e ministras está equilibrado. Nós temos 22 ministérios: 20 homens e 2 mulheres. Cada uma dessas mulheres que estão aqui equivalem a dez homens. A garra dessas duas transmite energia para os demais”, disse.

No discurso, o presidente ignorou os altos índices de violência contra a mulher e a desigualdade salarial entre os dois gêneros. Hoje, mulheres em cargos de chefiam chegam a ganhar um terço do vencimento pago a homens, como mostrou pesquisa do IBGE.

Na homenagem, Bolsonaro fez referência à passagem bíblica que diz que a mulher nasceu da costela do homem, e citou trecho da obra segundo o qual a “mulher sábia edifica o lar”.

“Para quem é cristão, da costela do homem veio uma mulher e, a partir desse momento, pela graça de Deus, vieram todos os homens”, disse.

Ele destacou ainda o papel da mulher na harmonia familiar. Para ele, a família é a “cela da sociedade” e, quando unida, “edifica uma nação”.

“Vocês são quem conduzem o destino na nação. Não existe um homem que possa fazer uma política séria se não tiver junto de si uma mulher com os mesmos princípios”, afirmou.

Em um contraponto ao presidente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também discursou na solenidade e citou as diferenças salariais e a violência contra a mulher. Para ela, é preciso desenvolver políticas públicas para que o ciclo de agressão se rompa.

“Os homens e mulheres são iguais em direito e em obrigações, o que é previsto na Constituição Federal”, disse. “São necessárias políticas que habilitem as mulheres a obterem melhores empregos e rendas”, acrescentou.

Em uma breve fala, a ministra Damares Alves, também presente no evento, cometeu uma gafe. Ela comemorou por ser a primeira vez que o país tem um ministério da Mulher.

Em fevereiro, saques na poupança superaram os depósitos em R$ 4 bilhões

Após os saques registrados em janeiro, os brasileiros voltaram a recorrer à caderneta de poupança para fechar as contas neste início de ano. Dados do Banco Central mostraram que, em fevereiro, R$ 4,021 bilhões líquidos saíram da poupança. Foi o segundo mês consecutivo de saques. Também foi o pior resultado para a caderneta em um mês de fevereiro desde 2016, quando R$ 6,639 bilhões saíram da poupança.

Os saques líquidos registrados no mês passado ainda refletem, em grande parte, a necessidade de recursos para pagar despesas como IPTU, IPVA, matrículas e materiais escolares. Foram R$ 186,017 bilhões em saques no mês passado, contra R$ 181,996 bilhões em depósitos.

Considerando os rendimentos de R$ 2,966 bilhões na poupança em fevereiro, o saldo global da caderneta chegou aos R$ 787,934 bilhões.

No acumulado de 2019 até o fim de fevereiro, as retiradas líquidas da poupança já somam R$ 15,253 bilhões. O montante é resultado de saques de R$ 391,922 bilhões contra depósitos de R$ 376,669 bilhões.

Sem energia elétrica, venezuelanos cozinham alimentos estocados para evitar perdas

O maior apagão da história recente da Venezuela levou caos, angústia e incerteza aos moradores de Caracas e de praticamente todos os estados venezuelanos, que ficaram mais de 24 horas sem luz e sem informações concretas sobre o que acontecia no país.

Com a queda da eletricidade no fim da tarde de quinta-feira (7), as ruas de Caracas foram tomadas por milhares de pessoas que tentavam chegar às suas casas a pé.

Houve interrupção total do sistema de transporte sobre trilhos da capital. Os ônibus desapareceram das ruas, e taxistas e mototaxistas subiram as tarifas para até um salário mínimo para corridas rápidas.

O sistema de comunicação, incluindo redes móveis de telefonia e internet, entrou em colapso na quinta e continuaram assim até a tarde de sexta (8).

Parte dos hospitais não conseguiu acionar os geradores, e relatos de partos e até de cirurgias feitas sob a luz de celulares e velas se espalharam pelas redes sociais.

Sem informações sobre quando a energia poderia retornar, muitos venezuelanos começaram a cozinhar alimentos que tinham estocado.

“O segredo é ferver um pouco. Deixar na água e colocar bastante sal e um pouco de alho, se tiver. Depois de algumas horas, volta-se a ferver e a colocar mais sal”, contava a aposentada Maria Ruiz, 62.

Redação Dinheirama
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